Forte, Independente e Decepcionada de Andrea Chociacy
A Samira e o Deserto de Augusto Branco
🌺📚Hello, queridos Pockets! Como vão?
Hoje quero conversar com vocês sobre um romance nacional que me tocou profundamente.
Sabe aqueles livros que não terminam quando fechamos a última página? Aqueles que continuam vivendo dentro da gente, ocupando nossos pensamentos e nosso coração por muito tempo? A Samira e o Deserto, de Augusto Branco (@asamiraeodeserto), foi exatamente essa experiência para mim. 💙
Tive o privilégio de participar desta Leitura Coletiva promovida pela @lcagcomunicacao e confesso que fazia muito tempo que uma história não me emocionava dessa forma. Escrevo esta resenha com o coração ainda apertado e os olhos marejados.
Augusto Branco levou décadas para concluir este romance, e acredito que esse tempo dedicado à obra transpareça em cada capítulo. Sua escrita é delicada, sensível e profundamente humana, conduzindo o leitor por uma narrativa sobre amizade, amor, perdas, esperança e, principalmente, sobre a difícil arte de seguir em frente quando a vida nos obriga a dizer adeus.
Henrique, o Velho das Areias, conquistou meu coração desde as primeiras páginas. Mas foi ao conhecer sua história ao lado de Daiana que compreendi a verdadeira dimensão deste livro.
A relação entre os dois é construída com uma ternura rara. Sem exageros, apenas com gestos, lembranças e pequenos silêncios que dizem muito mais do que qualquer declaração.
Quando Daiana parte, entendemos que aquele jardim nunca foi apenas um jardim.
🌺 Cada flor.
🌺 Cada muda plantada.
🌺 Cada pedaço de terra cultivado com tanto carinho.
Tudo carregava uma lembrança.
Tudo era uma declaração de amor.
Tudo era saudade transformada em vida.
Foi impossível não me emocionar.
Mais do que um romance, **A Samira e o Deserto** fala sobre a extraordinária capacidade humana de transformar a dor em beleza. Mostra que o amor verdadeiro não desaparece com a ausência; ele apenas encontra novas maneiras de permanecer presente, seja em uma memória, em um gesto ou em um jardim que continua florescendo para quem já não pode mais voltar.
Quando terminei a leitura, permaneci alguns minutos em silêncio.
Não porque a história tivesse acabado. Mas porque senti que uma parte dela continuava viva dentro de mim.
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💛 Super indico esta leitura! Tenho certeza de que, assim como aconteceu comigo, vocês vão se emocionar profundamente, refletir sobre o amor, a saudade e a esperança e terminar a leitura com o coração aquecido e um carinho enorme por esta linda história.
Beijocas 💙 e até a próxima leitura, Pockets!
A Outra Face da Morte do Pedro Luiz Sarro
Oi, Pockets! 💙📚
A dica de hoje é A Outra Face da Morte, do Pedro Luiz Sarro, leitura realizada na leitura coletiva organizada pela @lcagcomunicacao.
Falar sobre a morte nunca é fácil. É um tema sensível, que cada pessoa vivencia de uma forma diferente. Justamente por isso achei muito interessante a maneira como o autor conduz essa história. Em vez de tratar a morte apenas como um momento de dor, ele nos convida a refletir sobre a vida, o luto, a espiritualidade e nossas escolhas.
A narrativa acompanha Neto, um jovem que, após enfrentar perdas importantes, inicia uma jornada de autoconhecimento. Nesse caminho, Peter, seu avô, se torna a figura mais marcante da história. Vindo da Noruega e carregando uma enorme bagagem de experiências, ele compartilha sua visão sobre a vida e a morte com muita serenidade. Foi, sem dúvidas, meu personagem favorito.
O amor entre Peter e Maria da Luz é retratado de uma forma muito bonita, mas também me chamou a atenção o carinho que ele demonstra pela filha Helena e pela esposa Vitória. São relações construídas com muito respeito, cuidado e afeto, que tornam os personagens ainda mais humanos e fazem a gente se apegar à família ao longo da história.
Outro ponto que despertou minha curiosidade foi a abordagem da doutrina espírita. Mesmo sendo católica, gosto muito de conhecer outras formas de compreender a morte e o que pode existir além dela. É um tema que sempre me faz refletir e amplia minha forma de enxergar a vida.
Confesso que, em alguns momentos, fiquei com um pé atrás em relação ao Neto. Tive a impressão de que ele demorou para valorizar tudo o que tinha ao seu redor e foi somente após as perdas que sofreu que começou a enxergar o mundo de outra maneira. Ainda assim, gostei de acompanhar sua evolução.
As viagens por diferentes países também enriquecem a narrativa, mostrando como novas culturas e experiências podem transformar uma pessoa.
A história nos convida a olhar para a morte com menos medo. Afinal, o luto faz parte da vida de todos nós, mas cada pessoa aprende a vivê-lo de uma forma única.
💙 O livro está disponível para compra na Amazon.
Parir monstros; devorar filhos de Raul Damasceno
Oi, Pockets!
Riacho Doce de José Lins do Rego
No livro, o foco não está tanto na decadência dos engenhos, mas sim na carga emocional muito forte presente na relação entre os personagens, e isso faz com que a leitura tenha um tom mais intenso e, em alguns momentos, até melancólico. É um romance que trabalha muito bem as tensões entre paixão e culpa, liberdade e convenção, atração e ruína.
Um observação que faço também é que a obra ganhou uma minissérie baseada no livro em 1990 com 40 capítulos reforçando o quanto essa história tem força dramática e visual. No geral foi uma leitura rica, intensa e muito interessante, especialmente para quem quer conhecer uma faceta menos comentada do autor, sem abrir mão da força da literatura regional brasileira.
Ninguém Ouve o Sangue de Elizandro Todeschini
Biotecnosfera: uma experiência de sociedade de Lucas Araujo
Na Estação que Paramos de Eduardo Armelin
Hello, queridos Pockets! Como vão? ✨📖
Protetores: O livro das magias ambíguas de Bruno Panda Lopes
"A tensão se espalhava como fumaça, infiltrando-se em cada gesto e pensamento. E não era só deles, mas da própria cidade aguardando o próximo passo. Sabiam que teria um preço. Ninguém precisava dizer, mas algo tinha sido quebrado, e não voltaria ao lugar.”
Uma fantasia urbana nacional intensa e original, que transforma o Rio de Janeiro em um personagem sombrio, vivo e impossível de ignorar.










