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LITERATURA NACIONAL
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A Outra Face da Morte do Pedro Luiz Sarro

quarta-feira, 1 de julho de 2026
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Oi, Pockets! 💙📚

A dica de hoje é A Outra Face da Morte, do Pedro Luiz Sarro, leitura realizada na leitura coletiva organizada pela @lcagcomunicacao.

Falar sobre a morte nunca é fácil. É um tema sensível, que cada pessoa vivencia de uma forma diferente. Justamente por isso achei muito interessante a maneira como o autor conduz essa história. Em vez de tratar a morte apenas como um momento de dor, ele nos convida a refletir sobre a vida, o luto, a espiritualidade e nossas escolhas.

A narrativa acompanha Neto, um jovem que, após enfrentar perdas importantes, inicia uma jornada de autoconhecimento. Nesse caminho, Peter, seu avô, se torna a figura mais marcante da história. Vindo da Noruega e carregando uma enorme bagagem de experiências, ele compartilha sua visão sobre a vida e a morte com muita serenidade. Foi, sem dúvidas, meu personagem favorito.

O amor entre Peter e Maria da Luz é retratado de uma forma muito bonita, mas também me chamou a atenção o carinho que ele demonstra pela filha Helena e pela esposa Vitória. São relações construídas com muito respeito, cuidado e afeto, que tornam os personagens ainda mais humanos e fazem a gente se apegar à família ao longo da história.

Outro ponto que despertou minha curiosidade foi a abordagem da doutrina espírita. Mesmo sendo católica, gosto muito de conhecer outras formas de compreender a morte e o que pode existir além dela. É um tema que sempre me faz refletir e amplia minha forma de enxergar a vida.

Confesso que, em alguns momentos, fiquei com um pé atrás em relação ao Neto. Tive a impressão de que ele demorou para valorizar tudo o que tinha ao seu redor e foi somente após as perdas que sofreu que começou a enxergar o mundo de outra maneira. Ainda assim, gostei de acompanhar sua evolução.

As viagens por diferentes países também enriquecem a narrativa, mostrando como novas culturas e experiências podem transformar uma pessoa.

A história nos convida a olhar para a morte com menos medo. Afinal, o luto faz parte da vida de todos nós, mas cada pessoa aprende a vivê-lo de uma forma única.

💙 O livro está disponível para compra na Amazon.




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Parir monstros; devorar filhos de Raul Damasceno

segunda-feira, 29 de junho de 2026
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Oi, Pockets!

A dica de hoje é Parir monstros; devorar filhos, do Raul Damasceno, publicado pela Astral Cultural. Esse foi o meu primeiro contato com a escrita do Raul e já posso dizer que quero ler tudo o que ele escrever.

É uma história pesada, dolorosa e humana. Não é uma leitura fácil, mas também é daquelas impossíveis de largar. A escrita tem uma beleza quase poética que contrasta com a dureza dos acontecimentos, fazendo a narrativa ganhar ainda mais força.

Ao longo da leitura vivi um verdadeiro turbilhão de emoções. Em alguns momentos fiquei angustiada, em outros revoltada e, em vários, precisei fechar o livro por alguns minutos para respirar.

Essa leitura também me tocou de uma forma muito pessoal. Em 2024, eu perdi um bebê, e foi impossível não me emocionar ao acompanhar as diferentes formas como Raul aborda a maternidade. Não existe apenas um jeito de ser mãe. O livro apresenta mulheres que desejam um filho, mulheres que rejeitam essa experiência e mulheres atravessadas pela culpa, pelo medo, pelo amor e pelas expectativas impostas pela sociedade. Ler tudo isso despertou sentimentos que eu nem imaginava revisitar.

E é justamente aí que está uma das maiores forças da obra: ela não julga suas personagens. Apenas nos coloca diante delas e nos deixa sentir.

A relação entre Juriti e Sáusa foi uma das partes que mais me marcou. É uma amizade complexa, construída entre amor, inveja, culpa, acolhimento e dor. Em vários momentos eu não sabia exatamente o que sentir por elas, e acho que esse era justamente o objetivo do autor.

Os filhos também carregam marcas profundas. O livro mostra como a forma como somos criados, os silêncios, os traumas e os afetos atravessam gerações. Ninguém sai ileso dessa história. E os homens... sinceramente? Até agora eu não sei definir meus sentimentos em relação a eles. Em alguns momentos senti compaixão. Em outros, raiva. Depois compreensão. Logo em seguida, indignação novamente. São personagens humanos, cheios de contradições, e isso torna tudo ainda mais desconfortável.

A forma como Raul constrói a narrativa é incrível. As referências às músicas, especialmente às canções de Fagner, não estão ali apenas como trilha sonora, elas ajudam a contar a história deixando a escrita quase musical e poética.

Foi impossível não querer marcar o livro inteiro. Alguns trechos ficaram comigo:

✨ "O amor, quando se entranha na gente, é em tudo parecido com o anzol: te fisga e te segura de tal maneira que só sai se for rasgando tudo."

✨ "Amar é coisa de sangue."

✨ "Amizade é se deixar guiar pela cegueira do outro."

A ambientação da pequena vila de pescadores também merece destaque. O mar deixa de ser apenas cenário e passa a respirar junto com os personagens. Tudo parece ter vida: o vento, a água, o silêncio e até as canções.

A história mexeu comigo o tempo inteiro. É uma leitura que inquieta, faz questionar, sentir, sofrer e refletir. Não é um livro para passar o tempo; é daqueles que continuam morando na gente muito depois da última página. Foi a leitura que mais me impactou este ano e, sem dúvida, entrou para a lista das minhas favoritas. 



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Riacho Doce de José Lins do Rego

quarta-feira, 24 de junho de 2026
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Carol Grayshadow por aqui e hoje trago a indicação do livro de José Lins do Rego da @globaleditora

Riacho Doce foi uma leitura que me surpreendeu muito positivamente, principalmente por mostrar um lado diferente da escrita de José Lins do Rego, pois já a conhecia um pouco com a leitura de Fogo Morto que é mais ligado ao ciclo da cana-de-açúcar, à vida nos engenhos e às relações sociais do Nordeste, aqui o autor entrega um romance que tem uma atmosfera mais intensa, mais passional e até um tanto mais sensual e mística sem perder a força literária que marca sua obra.

A história tem um clima muito envolvente no qual um vilarejo litorâneo, o calor, o mar, os costumes locais e toda a atmosfera nordestina criam uma ambientação viva e marcante. É o tipo de livro em que a gente quase consegue sentir o vento, o sal do mar e a tensão crescendo entre os personagens, mostrando dessa forma a força imagética do autor ao criar e tranformando a leitura ainda mais imersiva.

No livro, o foco não está tanto na decadência dos engenhos, mas sim na carga emocional muito forte presente na relação entre os personagens, e isso faz com que a leitura tenha um tom mais intenso e, em alguns momentos, até melancólico. É um romance que trabalha muito bem as tensões entre paixão e culpa, liberdade e convenção, atração e ruína.

A construção dos personagens, especialmente da protagonista, traz para a narrativa esse olhar de deslocamento, mostrando assim um estranhamento diante daquele universo e tornando a história ainda mais interessante porque o romance não fala apenas sobre um envolvimento amoroso, mas também sobre choque de realidades, diferenças culturais e sobre o quanto um lugar pode transformar — ou consumir — alguém.

José Lins do Rego, sabe construir emoções sem deixar de lado a crítica social, ressaltando que não é apenas uma história de amor ou desejo, mas um romance cheio de camadas, com uma atmosfera muito forte e um retrato humano bastante complexo.

Um observação que faço também é que a obra ganhou uma minissérie baseada no livro em 1990 com 40 capítulos reforçando o quanto essa história tem força dramática e visual. No geral foi uma leitura rica, intensa e muito interessante, especialmente para quem quer conhecer uma faceta menos comentada do autor, sem abrir mão da força da literatura regional brasileira.

E você leitor (a)? Já leu ou ficou interessado (a) nesse livro? Comenta 👇🏼 e vamos conversar sobre.



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Ninguém Ouve o Sangue de Elizandro Todeschini

segunda-feira, 22 de junho de 2026
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Oi, Pockets!

A leitura da vez foi Ninguém Ouve o Sangue, do Elizandro Todeschini, um livro curto, mas que me deixou pensando por muito tempo depois da última página.

A história se passa durante o período da Ditadura Militar e acompanha personagens que vivem em uma pequena comunidade do interior do Rio Grande do Sul. Entre eles, temos Vitório, um menino sensível que questiona muitas das violências que vê ao seu redor, e o professor Melchor, cuja chegada ao vilarejo acaba provocando mudanças no vilarejo.

Uma das coisas que mais gostei na leitura foi a forma como o autor mistura ficção e acontecimentos históricos. Em diversos momentos percebemos referências a fatos reais, o que torna a narrativa ainda mais impactante. Não estamos diante apenas de uma história inventada, mas de situações que dialogam com um período muito doloroso da nossa história e que, infelizmente, ajudam a entender porque certas feridas continuam abertas até hoje.

“A indiferença sangra por mãos limpas, e mata sem jamais sujá-las.”

A história fala sobre política, mas principalmente sobre pessoas. Sobre silêncio, medo, omissão, coragem e as consequências de escolher enxergar ou fingir que não vê.

Vitório foi um personagem que me conquistou desde o início. Sua sensibilidade diante do sofrimento dos animais e das injustiças ao seu redor contrasta bastante com a realidade em que vive.

O que mais me marcou, porém, foi o desfecho do professor. Eu já estava envolvida com a história, mas aquele final me deixou arrasada. É daqueles momentos que doem justamente porque parecem possíveis, porque lembram situações que realmente aconteceram e porque nos fazem refletir sobre quantas histórias semelhantes foram silenciadas ao longo dos anos.

Além da crítica social e política, o livro traz reflexões importantes sobre empatia, memória e sobre o perigo da indiferença diante das injustiças. Foi uma leitura rápida, intensa e necessária.

Vocês já conheciam Ninguém Ouve o Sangue?



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Biotecnosfera: uma experiência de sociedade de Lucas Araujo

sexta-feira, 19 de junho de 2026
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Olá, Pockets!!!
Hoje a indicação de livro é diferente de qualquer coisa que eu tenha lido até agora, estou falando de Biotecnosfera: uma experiência de sociedade. É de autoria de Lucas Araujo e lemos em parceria com a @lcagcomunicacao

O contexto da história se dá em um mundo colapsado, devido aos excessos cometidos em relação à natureza”. Então é formado um conselho com seis nomes (mais tarde conheceremos o sétimo elemento). Iniciamos o texto com a apresentação de várias propostas de governo, do ponto de vista econômico, mudanças climáticas, saúde pública, segurança e educação. Cada nome do conselho apresenta suas propostas. Como leitora fui automaticamente levada a julgar as ideias, concordar com algumas e questionar outras. (E me dei o direito de me aborrecer também com essa reunião).

Quando o sétimo personagem, Noah entra na história, minha forma de leitura muda completamente. Primeiro achei o personagem o mais questionador, incômodo, depois me identifiquei com ele, estava mentalmente fazendo perguntas que mais tarde ele faria ao conselho.

Nas propostas percebemos a presença contínua de tecnologia para solucionar os problemas do planeta, monitorar comportamentos humanos, variações na água, solo...previsões de futuro com simulações. Mas será que essa “invasão” tecnológica, que nos auxilia tão bem com respostas rápidas e precisas sobre um assunto seria suficiente para recomeçarmos uma vida de modo sustentável? E o fator humano, perde sua utilidade?

O livro traz diversas pautas para discussão, desde religião ao comportamento humano (destrutivo e egoísta) diante da necessidade de sermos úteis à terra, no sentido de nos educarmos para a regeneração ambiental, social e a vida em comunidade. Me questionei várias vezes se esse modelo de sociedade apresentada nos daria liberdade pra sermos o que quisermos ou se estaríamos presos a um modelo de vida programada, assim como em Admirável mundo novo: controle e propósito.

Sobre as impressões, confesso que me incomodei bastante no início, com a forma de apresentação do texto, mas o livro segue uma lógica interessante, aos poucos tudo vai fazendo sentido. Me deu uma sensação de desespero no final porque fiquei na dúvida se o Noah (sétimo do conselho) deveria ou não participar de tudo isso. Mas fiquei satisfeita!



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Na Estação que Paramos de Eduardo Armelin

segunda-feira, 15 de junho de 2026
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Hello, queridos Pockets! Como vão? ✨📖

Eu amo uma boa LC, e as organizadas pela @lcagcomunicacao têm sempre um lugar especial no meu coração. ❤️

Na Estação que Paramos, de Eduardo Armelin (@eduardoarmelin.reflita), é daqueles romances que nos lembram que os encontros mais importantes da nossa vida raramente são planejados. Uma história que fala sobre sonhos, esperança e sobre a forma surpreendente como o destino pode mudar tudo em questão de segundos.

David está vivendo um dos momentos mais difíceis de sua vida. Seus dois maiores sonhos — tornar-se pai e alcançar o reconhecimento profissional como investigador — parecem cada vez mais distantes. Mas a vida, às vezes, gosta de mudar os trilhos quando menos esperamos.
Tudo se transforma quando, durante um encontro inesperado no metrô, uma bebê é colocada em seus braços. A partir desse instante, nasce uma esperança capaz de iluminar até os dias mais escuros. Determinado a realizar o sonho da paternidade, David embarca em uma jornada repleta de desafios, obstáculos e escolhas que testarão sua força, sua coragem e sua capacidade de acreditar no impossível.

Mas esta leitura me tocou de uma forma ainda mais profunda. Ao acompanhar a história de David, foi impossível não olhar para a minha própria trajetória. Também vivi o sonho da maternidade chegando de uma forma inesperada. Quando a esperança já parecia distante, recebi em meus braços um pequeno ser de luz, com apenas alguns dias de vida, que transformou completamente nossa casa, nossa história e nossos corações.

Por isso, cada página deste livro encontrou um lugar muito especial dentro de mim. Porque a verdade é que nem sempre os sonhos chegam da forma que imaginamos. Às vezes, a vida altera a rota, muda os trilhos, nos leva para estações que nunca estavam em nossos planos. E é justamente nessas paradas inesperadas que encontramos aquilo que nosso coração procurava o tempo todo.
Com uma narrativa sensível, emocionante e repleta de humanidade, Eduardo Armelin nos entrega uma história sobre amor, pertencimento, família, recomeços e sobre a coragem de continuar acreditando mesmo quando tudo parece perdido.

Terminei essa leitura com o coração aquecido e os olhos marejados, lembrando que algumas das maiores bênçãos da vida chegam quando pensamos que já não há mais nada a esperar.
🚉 Uma leitura sobre amor, família, esperança, segundas chances e sobre a beleza dos caminhos que nunca planejamos percorrer.

E vocês? Acreditam que um único encontro pode mudar completamente uma vida?


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Protetores: O livro das magias ambíguas de Bruno Panda Lopes

quarta-feira, 10 de junho de 2026
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Hello Pockets, como vão? Mais uma LC Perfeita, da querida @lcagcomunicacao um livro nacional incrível; “Protetores: O livro das magias ambíguas” de Bruno Panda Lopes, @autorpanda da @edmultifoco.

Em um cenário que amo além da vida o “érrejota”, este livro transforma o Rio de Janeiro em um organismo vivo, espiritual e ameaçador. 📖🖤
Bruno Panda Lopes usa o Rio não apenas como cenário, mas como parte da própria narrativa. As ruas movimentadas, os becos silenciosos, as madrugadas abafadas, as igrejas antigas e a sensação constante de caos urbano criam uma atmosfera onde o sobrenatural parece existir logo ao lado da realidade cotidiana. É impossível ler sem imaginar que, enquanto a cidade segue sua rotina apressada, existe uma guerra invisível acontecendo entre sombras e entidades.

O mais fascinante é como o autor consegue capturar a dualidade do Rio de Janeiro: uma cidade ao mesmo tempo bela e perigosa, luminosa e sufocante, isso combina perfeitamente com o coração da história, nada é totalmente puro, nem a magia, nem as intenções, nem os próprios Protetores...
Com personagens peculiares, cada qual à sua maneira, carregando cicatrizes, segredos e um humor ácido que surge justamente nos momentos mais sombrios — como se rir fosse a última forma de permanecer humano diante do caos que ronda as ruas do Rio de Janeiro e estas 378 páginas. Eles carregam um desgaste emocional muito humano, não enfrentam apenas forças sobrenaturais, mas sim: culpa, medo e a pressão de sobreviver em uma cidade que parece absorver a dor das pessoas e devolvê-la em silêncio.
Em vários momentos senti que o Rio observava tudo, como uma presença viva acompanhando cada escolha errada.

A escrita cria imagens extremamente cinematográficas, há cenas que parecem envoltas pela luz amarelada dos postes cariocas, pelo som distante da cidade durante a madrugada e pela sensação de que algo antigo habita os espaços esquecidos.

O livro também acerta ao não transformar magia em algo bonito ou confortável, como tudo que estamos acostumados, nestas páginas ele atem peso, consequência, desgaste. Cada ritual parece arrancar algo de quem o pratica, como se o sobrenatural cobrasse um preço inevitável pela sobrevivência.
Terminei a leitura com a sensação inquietante de que talvez o Rio, não seja tão diferente, talvez esconda mais mistérios espirituais do que imaginamos, históricas não contadas, e talvez algumas pessoas caminhem entre nós carregando batalhas invisíveis atrás do olhar cansado.

"A tensão se espalhava como fumaça, infiltrando-se em cada gesto e pensamento. E não era só deles, mas da própria cidade aguardando o próximo passo. Sabiam que teria um preço. Ninguém precisava dizer, mas algo tinha sido quebrado, e não voltaria ao lugar.”

 Uma fantasia urbana nacional intensa e original, que transforma o Rio de Janeiro em um personagem sombrio, vivo e impossível de ignorar.



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Nordeste de Gilberto Freyre

quarta-feira, 3 de junho de 2026
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Hello, Queridos Pockets! Como vão? ✨🌵📚

Existem leituras que nos ensinam, há as que nos encantam, e existem aquelas raras obras que conseguem fazer as duas coisas ao mesmo tempo.
Nordeste: Uma Visão em Quadrinhos da Civilização do Açúcar, inspirado na obra de Gilberto Freyre e adaptado por André Balaio e Roberto Beltrão, com arte de Luciano Félix, da @globaleditora, foi uma surpresa maravilhosa.

Confesso que logo no início já fiquei maravilhada, encontrei algo muito maior do que o esperado: uma leitura que me surpreendeu pela capacidade de transformar conhecimento em encantamento.

Muito mais do que uma HQ, esta obra é uma viagem pelas raízes de uma das regiões mais fascinantes e complexas do Brasil. A cada página somos convidados a percorrer paisagens, rios, matas, engenhos, tradições, dores e resistências que ajudaram a construir a identidade nordestina.

O que mais me impressionou foi a forma como os quadrinhos conseguem dar vida a temas que, muitas vezes, parecem distantes ou excessivamente acadêmicos. Aqui, a história ganha cor, movimento e emoção. Os cenários respiram. Os rios correm. Os canaviais se espalham pelo horizonte. E as pessoas que ajudaram a construir essa história finalmente ocupam o espaço que merecem.

A obra não apenas revisita o pensamento de Gilberto Freyre, mas também dialoga com o presente. Ao abordar a contribuição dos povos para a formação cultural da região, a HQ amplia perspectivas e nos convida a refletir sobre heranças que ainda moldam nossa sociedade.

Foi impossível não me encantar com a riqueza visual desta edição. Cada quadro parece cuidadosamente construído para nos lembrar que a história não vive apenas nos livros: ela vive na terra, na água, nos costumes, na comida, na linguagem e na memória coletiva daqueles que nos apresentam a alma de um lugar, que nos ajudam a compreender nossas origens, que com sua simplicidade traduzem a identidade de uma região e nos levam ao encontro das nossas raízes.

Porque conhecer a história de um povo é também uma forma de entender quem somos.


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Entre Vidas de Mario Salerno Junior

sexta-feira, 29 de maio de 2026
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Hello Pockets, como vão? Mais uma leitura marcante, este livro é baseado em fatos reais, um livro nacional incrível, dolorido e delicado: ”Entre Vidas” de @mario.salernojr da @ipedasletras, enviado pela @elvineassessoria.

Existem histórias sobre reencarnação que parecem distantes da realidade. Entre Vidas, de Mario Salerno Junior, emociona justamente porque transforma esse tema em algo íntimo, humano e dolorosamente sensível. Júnior é um jovem tentando viver sua própria vida enquanto carrega memórias que não deveriam existir. Aos poucos, ele começa a compreender as razões pelas quais se recorda de uma existência passada — quando era Valdir, um adolescente apaixonado por música, integrante de uma banda de fanfarra escolar, cuja vida foi interrompida de forma trágica em um acidente no ano de 1960, no Rio Turvo, em São José do Rio Preto.

O livro trabalha a reencarnação de maneira muito emocional, como continuidade de sentimentos, lembranças e feridas que atravessam o tempo. O mais tocante é perceber como Júnior vive dividido entre duas identidades, tentando entender por que determinadas dores, medos e memórias parecem maiores do que sua própria vida atual.

Com delicadeza e respeito o autor aborda uma tragédia que marcou profundamente a cidade. O acidente não aparece apenas como pano de fundo — ele se transforma em um ponto de ligação entre passado e presente, entre vidas interrompidas e almas que talvez ainda estejam tentando encontrar respostas.

A narrativa possui uma melancolia muito bonita, há música, saudade, perda e uma sensação constante de que certas conexões humanas sobrevivem mesmo depois da morte. Em muitos momentos, a leitura parece perguntar silenciosamente até onde uma alma consegue carregar suas lembranças. O mais marcante é como Valdir continua vivo dentro de Júnior não apenas pelas memórias, mas pelas emoções. Como se o passado ainda respirasse dentro dele, tentando ser compreendido.

✨ “Algumas almas não retornam para reviver o passado. Retornam para finalmente entendê-lo.”

Entre Vidas é uma obra sobre memória, espiritualidade e pertencimento. Um livro que fala sobre reencarnação não apenas como renascimento, mas como a tentativa da alma de cicatrizar aquilo que nunca conseguiu deixar para trás.


🖤 Uma leitura profundamente humana, sensível e emocionalmente inesquecível.



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Quando o amor nos trouxe de volta da Nanda Brasil

quinta-feira, 28 de maio de 2026
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Oi Pockets!

A dica de hoje é Quando o amor nos trouxe de volta, da autora Nanda Brasil, lido durante a leitura coletiva organizada pela editora Codal.

Na história, conhecemos Sophie, uma jovem artista que retorna para New York cheia de planos para reencontrar o namorado, mas tudo desmorona quando ela recebe um término por mensagem de texto justamente no aniversário de namoro. Como se isso não bastasse, ela ainda o vê ao lado de outra mulher, o que faz todas as suas inseguranças sobre o próprio corpo e autoestima virem à tona.

Em meio ao caos emocional, Sophie encontra Johny, um homem misterioso, intenso e extremamente provocante, que parece enxergar nela algo que ela mesma não consegue ver. E é justamente nesse jogo de aproximações, provocações e vulnerabilidades que a história começa a ganhar força. Além disso, Tae Wun, o melhor amigo da protagonista, rouba muitas cenas com seu cuidado, proteção e amizade inabalável.

Uma das coisas que mais gostei foi justamente o fato de Sophie e Johny terem uma conexão muito forte desde o início. Mesmo nos primeiros encontros já existe aquela química carregada de tensão, curiosidade e intensidade que deixa a leitura extremamente envolvente. Os diálogos entre eles são divertidos, provocadores e cheios de personalidade (e Johny faz a gente suspirar viu, rs).

E preciso confessar uma coisa: mesmo adorando o Tae Wun e entendendo completamente o carinho e proteção que ele sente pela Sophie… eu desconfiei dele em vários momentos, rs. Perdão, Tae! Mas aquele jeitinho super protetor e sempre presente me deixou com a pulga atrás da orelha durante boa parte da leitura.

Outro ponto que me conquistou muito foi toda a atmosfera do livro. As referências musicais deixaram tudo ainda mais conectado com a história, principalmente para quem ama doramas e o universo do BTS. Achei muito legal como cada capítulo possui uma música, porque isso ajuda demais a entrar no clima da história e nas emoções dos personagens. Sem contar que estava indo tudo bem até uns 70% do livro e, do nada, vem uma bomba! Quase morri do coração achando que teria um final trágico, rs.

Além disso, gostei bastante da forma como a autora trabalhou temas como autoestima, insegurança, aceitação e amor-próprio sem deixar a narrativa pesada. A Sophie é uma personagem muito humana e, em vários momentos, senti vontade de abraçá-la.

Foi aquele tipo de romance que me prendeu facilmente e que vai muito além do clichê romântico, porque também aborda vários temas importantes. E uma das coisas que mais gostei foi justamente acompanhar o processo da Sophie voltando a acreditar em si mesma.

Recomendo muito a leitura para quem gosta de romances e BTS.

Até a próxima!


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Alex Anki: A Ascensão dos Insurgentes, da autora T. S. Linz

quarta-feira, 6 de maio de 2026
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Oi Pockets!

A dica de hoje é Alex Anki: A Ascensão dos Insurgentes, da autora T. S. Linz, publicado pela editora Casa do Escritor e lido durante a leitura coletiva promovida pela @lcagcomunicacao.

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Se eu não te odiasse de Ivy Matarazzo

sábado, 2 de maio de 2026
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Oi, Pockets! 💙

A dica de hoje é Se eu não te odiasse, da Ivy Matarazzo, e já vou avisando: fazia tempo que eu não lia um livro com tanto hot assim 👀🔥 (quem gosta, vai amar!). E esse é o terceiro livro, não li os outros, então aviso que tem spoiler da história dos outros irmãos Anschutz.

Na história, conhecemos a Rubi, que é intensa, impulsiva e movida pelo coração. Ela vem de uma realidade mais simples, mas não aceita ser subestimada por ninguém, principalmente pelo Sean, que é aquele típico rico arrogante que acha que tem tudo sob controle. Os dois já tiveram um passado… e não foi nada bem resolvido. Depois de uma noite juntos, ela se sentiu usada, descartada e completamente desvalorizada. E olha, dá uma dorzinha acompanhar isso, porque a gente sente junto com ela.

O problema é que o destino resolve colocar os dois frente a frente de novo. Só que agora a Rubi não é mais a mesma, ela está determinada, não abaixa a cabeça e não pretende deixar ele passar por cima dela outra vez. E o Sean… bom, ele começa a perceber que talvez tenha perdido muito mais do que imaginava. Porque enquanto ela tenta seguir em frente, ele começa a cair, e daquele jeito: apaixonado mesmo.

O que eu gostei muito na história foi justamente essa questão familiar e de construção pessoal. A Rubi é uma personagem forte, decidida, que vai se colocando no mundo e entendendo o próprio valor. Não é só romance, tem esse lado de se impor, de não aceitar migalhas, de crescer mesmo.

Agora sobre o romance… é intenso, é cheio de conflito, tem muita química e sim, bastante cena hot (bem mais que o normal, inclusive, como a própria autora comenta). É aquele tipo de história que mistura raiva, atração e sentimentos mal resolvidos, e a gente fica preso querendo saber como isso vai se resolver.

Super recomendo para quem gosta de:
💙 enemies to lovers
💙 segunda chance
💙 personagens intensos
💙 MUITO hot 🔥

Uma leitura envolvente, intensa e que entrega exatamente o que promete, romance, conflito e uma protagonista que sabe o que merece.

💬 Me conta: você gosta de livro com hot?
📱Livro disponível no kindle unlimited




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O Alienista de Machado de Assis

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
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Olá Pockets!!! Carol Grayshadow por aqui e hoje convido a todos para conhecer e ler a novela do grande escritor Machado de Assis: O Alienista.

“O louco seria eu ou o outro? ”
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Todas as Pequenas Coisas de Vinicius Fernandes

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
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Oi pessoal!!
Bora conversarmos sobre o romance emocional e envolvente do autor Vinicius Fernandes Todas as Pequenas Coisas publicado pela editora Astral Cultural.
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Onde Voam as Borboletas de Sara Fidélis

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
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Onde Voam as Borboletas é um livro de Sara Fidélis, publicado pela Astral Cultural.

Se você está de ressaca literária ou só quer uma história leve para desanuviar a mente, já anota essa indicação: Camila e Iago podem ser exatamente o que você precisa agora.
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