Alex Anki: A Ascensão dos Insurgentes, da autora T. S. Linz
Oi Pockets!
A dica de hoje é Alex Anki: A Ascensão dos Insurgentes, da autora T. S. Linz, publicado pela editora Casa do Escritor e lido durante a leitura coletiva promovida pela @lcagcomunicacao.
Hello Pockets, como vão? Os desafios para este 2026 continuam a todo vapor, o primeiro tema do mês de março do @amigosdaleituraoficial era: “Um autor que tenha o nome ou sobrenome começando com E, F ou G”, escolhi: Emilly Giffin (@emillygiffinauthor), com o título: “O Peso de Nossos Nomes” da @harpercollins.
Esa história é aquela que parece leve à primeira vista, mas carrega emoções profundas e conflitos que ficam com a gente muito depois da última página. A trama nos apresenta personagens que vivem entre escolhas difíceis, expectativas e o peso das próprias histórias. É um livro sobre identidade, pertencimento e, principalmente, sobre como os nomes que carregamos, e tudo o que vem com eles podem moldar quem somos.
Sam Kemp, um homem dividido entre o dever e o coração. Como membro de uma família tradicional e cheia de expectativas, ele carrega o peso do sobrenome e tudo o que ele representa. Sua vida parece já traçada, até conhecer Alice Scott.
Alice, por outro lado, é uma personagem cativante, intensa, espontânea e repleta de sentimentos, vive um romance inesperado com Sam durante uma viagem à Europa. O relacionamento nasce de forma leve, mas rapidamente ganha profundidade, mostrando o contraste entre a liberdade e responsabilidade.
A família de Sam, em especial sua mãe, marca presença na história, simbolizando as pressões sociais e os caminhos já definidos que ele deveria seguir. É através dessas relações que vemos o verdadeiro conflito do livro: seguir o que esperam de você ou ouvir a própria verdade?
Emily Giffin constrói personagens humanos, cheios de falhas e dúvidas, o que torna a leitura extremamente envolvente. Sam não é um protagonista perfeito, e é justamente isso que o torna real. Alice, por sua vez, representa coragem emocional, mesmo quando amar significa sofrer.
Este livro nos leva a refletir e muito! Até que ponto o amor é suficiente quando o mundo inteiro parece estar contra? Ou ainda até que ponto somos donos da nossa própria história?
“Entre o dever e o desejo, alguém sempre sai ferido.”
“Nem todo amor nasce para durar, mas isso não o torna menos verdadeiro.”
“Às vezes, o maior peso que carregamos não está no nome, mas nas escolhas.”
“Ser quem você é pode significar decepcionar quem você ama.”
Beijocas e inté a próxima!
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Olá, Pockets!
Hoje a indicação é de Claudine na escola, de Colette, publicado pela editora Meia Azul, disponível na Tocalivros.
A história acompanha Claudine, uma jovem cheia de personalidade que narra, com muito humor e ironia, sua rotina em uma escola no interior da França. Mas não espere uma protagonista “comportada”, Claudine é questionadora, observadora e completamente fora dos padrões esperados para meninas da época.
Ao longo do audiolivro, vamos acompanhando suas relações com colegas e professoras, além das situações do cotidiano escolar que, muitas vezes, são caóticas, críticas e até provocativas. A narrativa em primeira pessoa aproxima muito a gente da personagem, e é impossível não se envolver com suas opiniões afiadas e seu jeito irreverente de ver o mundo.
Confesso que, em alguns momentos, a Claudine me irritou bastante. Achei ela arrogante em certas atitudes, principalmente na forma como lida com as pessoas ao seu redor. Mas, ao mesmo tempo, dá para entender um pouco desse comportamento: ela cresceu de forma muito livre, marcada pela ausência da mãe e por um pai pouco presente e disciplinador. Em vários momentos, senti que esse jeito mais intenso e provocativo também é uma forma de chamar atenção e afirmar sua identidade.
Outro ponto que me chamou atenção foi como a obra traz temas extremamente atuais, mesmo tendo sido publicada em 1900. A autora foi muito original ao abordar questões como sexualidade, relações afetivas entre mulheres e até situações de assédio no ambiente escolar, tudo isso de forma direta e nada romantizada.
A narração também me lembrou bastante o estilo de Anne de Green Gables, principalmente por esse tom mais espontâneo, íntimo e cheio de personalidade da protagonista, que parece conversar diretamente com a gente.
O audiolivro faz com que a história ganhe um ritmo envolvente, que combina muito com esse tom confessional da Claudine. A narração de Tatiana Abrantes está excelente, e nos prende e faz rir em diversos momentos da narração.
Recomendo para quem gosta de personagens femininas fortes, narrativas mais ácidas e histórias que fogem do óbvio.
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