SOCIAL MEDIA

Sob Águas Traiçoeiras de Robyn Harding

quarta-feira, 2 de setembro de 2026
Nenhum comentário


Hello Pocket, como vão?

🌊Quem me conhece sabe: eu AMO um bom thriller! 😍 E quando um livro chega prometendo segredos, tensão, personagens que escondem mais do que revelam e aquela deliciosa dúvida sobre em quem confiar… já sabe, né? Eu quero ler! 👀🔎📚 Recebemos, em parceria com a @astral.cultural, Sob Águas Traiçoeiras, da autora Robyn Harding @rhardingwriter.

E já começa com uma situação impossível de ignorar. Lee Gulliver está vivendo um dos momentos mais difíceis da sua vida. Depois de perder seu restaurante, acumular dívidas e deixar para trás a vida que conhecia, ela acaba morando no próprio carro. É justamente nesse cenário que, perto da praia, presencia uma mulher se jogando no mar.

Lee consegue salvá-la. Essa mulher é Hazel. Só que Hazel não quer exatamente ser salva. Ela vive presa a um casamento que, por fora, parece uma vida perfeita, mas que esconde uma realidade muito mais sombria. E é a partir desse encontro improvável que nasce uma relação que, quanto mais se desenvolve, mais me fez pensar: até onde podemos confiar em alguém? 👀

Gostei muito da dinâmica entre Lee e Hazel. Elas vêm de mundos completamente diferentes, mas existe algo que aproxima as duas: as duas querem liberdade.

Uma quer recuperar a vida que perdeu. A outra quer escapar da vida que tem.

E é justamente essa aproximação que torna tudo tão interessante. Robyn Harding também acerta ao construir personagens que não são simplesmente boas ou más. Elas têm defeitos, fazem escolhas questionáveis, escondem coisas e carregam seus próprios fantasmas. E eu particularmente adoro quando um thriller não entrega facilmente quem é vítima, quem é culpado e quem está apenas tentando sobreviver.

A narrativa vai alternando perspectivas e soltando informações aos poucos, fazendo com que a gente vá construindo nossas próprias teorias. E, claro, algumas teorias fazem sentido… até deixarem de fazer. 😂

Confesso que algumas situações me pareceram um pouco forçadas e precisei deixar de lado aquela vontade de analisar cada detalhe para conseguir aproveitar melhor a história. Quando fiz isso, simplesmente mergulhei na leitura, e foi aí que o livro funcionou muito mais para mim. 

E falando em mergulho… 🌊 O mar está muito presente nessa história, quase como se fosse mais um personagem. Ele guarda, esconde, engole… mas também devolve coisas que talvez preferíssemos continuar sem descobrir.

Não vou falar mais porque esse é um daqueles livros em que quanto menos você souber antes de começar, melhor.

Sob Águas Traiçoeiras é uma leitura rápida, envolvente e cheia de segredos, perfeita para quem gosta de thrillers domésticos, personagens complexas, relações complicadas e aquela deliciosa sensação de que ninguém está contando toda a verdade.

E, no fim, talvez essa seja a grande brincadeira de um bom thriller: você começa querendo descobrir quem está dizendo a verdade… e termina questionando se conhecia alguém de verdade.



Read More

O Emboaba de Gabriel Sobolewski

sexta-feira, 28 de agosto de 2026
Nenhum comentário



Oi, Pockets!

Hoje a dica é O Emboaba, de Gabriel Sobolewski, uma leitura que acompanhei na leitura coletiva organizada pela @lcagcomunicacao.

A história acompanha Felipe de Miranda, um jovem capixaba que, no início do século XVIII, deixa para trás a família, a noiva e uma vida confortável para se aventurar pelos sertões em direção às Minas Gerais, no auge da corrida pelo ouro. Tudo isso é registrado por Felipe em seu diário, que teria permanecido escondido durante séculos até ser encontrado por um historiador nas ruínas do misterioso Arraial da Boa Nova.

Algo que ganhou muitos pontos comigo foi o fato de a história ser contada por meio de um diário. Esse tipo de narrativa sempre me dá uma sensação maior de proximidade com a história e com os personagens. Felipe vai registrando a viagem, os encontros pelo caminho, a chegada à região mineradora e, principalmente, a formação daquele novo espaço marcado pela corrida do ouro.

Aos poucos, aparecem pessoas vindas de diferentes regiões, além dos conflitos, disputas, doenças, fome, violência e toda a precariedade enfrentada por quem se aventurava pelo interior em busca de riqueza.

E não pensem que é um passeio bonito pelas Minas, não. 😂

A narrativa apresenta um Brasil colonial bastante duro. A busca pelo ouro expõe ganância, violência e exploração e, principalmente, mostra o quanto algumas pessoas eram capazes de perder a humanidade diante da possibilidade de enriquecimento.

Algumas passagens foram especialmente dolorosas para mim, principalmente aquelas envolvendo os povos indígenas e as diferentes formas de violência praticadas contra eles. Também incomoda perceber como determinados personagens simplesmente naturalizam o que está acontecendo ou preferem fechar os olhos quando aquilo não os atinge diretamente.

E eu passei raiva até com o nosso protagonista. 😂

Felipe, meu filho... teve momentos em que foi difícil defender você!

Apesar de acompanhar tudo pelo olhar dele, não consegui enxergá-lo como um grande herói. Em vários momentos, achei Felipe covarde e muito preocupado em provar alguma coisa, para os outros e talvez para ele mesmo. Para mim, parte da decisão de embarcar naquela aventura estava ligada justamente a esse desejo de se mostrar capaz. E algumas escolhas dele durante a história me fizeram querer entrar no livro só para dar uma boa sacudida no rapaz. 😂

Mas acho interessante quando uma leitura provoca isso. Felipe não é um personagem que simplesmente observamos de longe: concordamos com ele, discordamos, sentimos raiva e questionamos suas atitudes.

Outro ponto que tornou a experiência ainda mais especial para mim foi a ambientação em Minas Gerais. Como estou morando em Minas, acompanhar esse percurso pelo território e encontrar referências a lugares relacionados à formação de cidades que conhecemos hoje deixou a leitura ainda mais interessante. Em alguns momentos, parecia que eu estava fazendo um passeio pela história mineira junto com os personagens.

Outra coisa que achei muito interessante foi descobrir o próprio significado de “emboaba”. Eu não conhecia o termo antes dessa leitura e, como boa curiosa, fui pesquisar. Foi aí que descobri um pouco mais sobre os chamados emboabas e sobre a Guerra dos Emboabas, conflito que aconteceu justamente nesse contexto de disputas pelas regiões mineradoras.


E sabe quando um livro abre a porta para outros livros? Pesquisando sobre o assunto, descobri que existem outras obras que também retratam esse período e fiquei com vontade de continuar conhecendo essa parte da nossa história pela literatura.

Acho muito gostoso quando uma leitura faz isso: a gente termina uma história, mas ela deixa várias outras pelo caminho.

O Emboaba acabou sendo, para mim, não apenas uma leitura muito fluida, li em apenas dois dias, mas também um convite para conhecer melhor um período da história do Brasil sobre o qual eu sabia muito pouco.

E acho que esse foi um dos pontos mais legais da experiência: terminei o livro, mas a curiosidade continuou. Fiquei querendo pesquisar mais sobre os emboabas, sobre a Guerra dos Emboabas, sobre os lugares mencionados e até conhecer outras obras que abordam esse período.

No fim, O Emboaba foi uma leitura que me divertiu, me fez passar raiva, me incomodou em alguns momentos e, principalmente, despertou minha curiosidade. E eu gosto muito quando um livro consegue fazer tudo isso.

E vocês, Pockets, já conheciam o termo “emboaba”? Já leram algum livro ambientado nesse período da história do Brasil?




Read More

Todas as Suas Nuances de A. M. Johnson

quinta-feira, 27 de agosto de 2026
Nenhum comentário

 


Olá pockets!!
Hoje a gente volta pra faculdade St. Peter, em Pines Hallow, com "Todas as Suas Nuances" da @a.m.johnson e publicado pela @editoragaluba.🐋 segundo livro da Série Bem-Querer.

E gente... que delícia reencontrar esses personagens. 🏊🎨

Dessa vez quem brilha é o romance entre Indigo e Kai.

🎨Indie sempre teve uma família incrível e o Royal do lado dela. Mas mesmo assim, ela ainda busca a própria arte. E quem sabe, um jeito de silenciar as vozes que a perseguem por causa do Transtorno Esquizoafetivo.

Desde que o Royal se apaixonou pelo Camden, Indie ganhou mais um irmão. Só que tem uma coisa que ela não entende: por que o Kai sempre a ignora?




🏊Kai era capitão da equipe de natação. Mas depois de uma briga pra defender o Royal, foi punido. O Natal em casa não ajudou - a mãe cada vez mais doente, o afastamento do pai e a raiva que crescia dentro dele. Ele afogou tudo na bebida.

Até que um acidente quase tirou a vida dele. E Kai entendeu: ele precisava de ajuda.

E é no Centro de Saúde Comportamental que ele reencontra a Indie.
Linda. Talentosa. E a irmã do melhor amigo dele. O que poderia dar errado, né?
O envolvimento começa quando Kai decide trocar Administração por Artes. Ele sempre achou que não tinha esse direito por causa das responsabilidades. Mas agora ele precisa viver. E a Indie faz ele se sentir vivo de verdade.

A autora trata saúde mental com uma delicadeza que não romantiza nada. Mostra a importância de buscar ajuda, de tomar remédio quando necessário.

E descreve o amor deles em cores. Literalmente. Porque com o pano de fundo sendo a arte, cada dor e cada carinho fica ainda mais lindo.

Não consegui largar até a última página. Me envolvi com as dores, com os amores e com a força desses dois.
Foi lindo. E doeu. E curou um pouquinho também.

Já leu? Me conta qual cena te pegou mais!💜❤️



Read More

Cruel Sedução de Katee Robert

terça-feira, 25 de agosto de 2026
Nenhum comentário

 


Hello, Pockets! Como vão? hoje vamos falar do 5º livro da Série Dark Olymps de @katee_robert, @astralcultural. Apenas relembrando 👇🏽

⚠️ Gαtilhos relacionados à v!olência, ass@ssin@tos, manipulação polít!ca, abus0 psicológic0, relacionamento pol!amoroso consensual e conteúdo s3xu@l explíci7o (+18).

Confesso que, quando comecei Dark Olympus, achei que encontraria apenas releituras sem. suais da mitologia grega. Cinco livros depois, posso dizer que Katee Robert construiu algo muito maior.

Cruel Sedução foi o volume que me fez enxergar essa série como uma verdadeira saga. Aqui, o romance continua sendo intenso, mas divide espaço com uma trama política que cresce a cada capítulo. O Olimpo está cada vez mais instável, as alianças mudam constantemente e qualquer decisão pode alterar o destino das Treze Casas.

Afrodite foi uma das maiores surpresas da série. Por trás da mulher elegante, provocadora e sempre um passo à frente dos demais, encontrei uma personagem forte, inteligente e profundamente comprometida com aqueles que ama. Ela carrega o peso de liderar, proteger e, muitas vezes, sacrificar os próprios sentimentos pelo bem coletivo.

Hefesto também me conquistou muito mais do que eu imaginava. Sua jornada é marcada por conflitos internos, pela difícil tarefa de romper com o passado e pela busca de construir sua própria identidade. Foi muito bonito acompanhar esse crescimento ao longo da narrativa.

Outro aspecto que adorei foi a forma como Katee Robert desenvolveu a relação entre Afrodite, Hefesto, Adônis e Pandora. Em nenhum momento senti que o relacionamento existia apenas para surpreender. Tudo acontece com diálogo, respeito, consentimento e uma construção emocional que torna cada vínculo verdadeiro.

E, enquanto os personagens tentam entender seus próprios sentimentos, o verdadeiro caos acontece nos bastidores. Pela primeira vez senti que o romance e a política caminham exatamente no mesmo nível de importância, deixando claro que uma grande guerra está apenas começando.

Se eu já estava apaixonada por Dark Olympus, agora estou completamente rendida. Mal posso esperar para descobrir o que Katee Robert preparou para os próximos livros.

Beijocas


Read More

Crime no Copan de Victor Bonini

segunda-feira, 24 de agosto de 2026
Nenhum comentário

 


Olá Pockets!
Carol Grayshadow por aqui e hoje trago a indicação do livro de Victor Bonini da editora Companhia das Letras

📚 Crime no Copan.

No livro o autor transforma um dos edifícios mais emblemáticos de São Paulo em um personagem tão importante quanto qualquer integrante da história. O Copan não é apenas o cenário de um crime: seus corredores, apartamentos e a infinidade de vidas que se cruzam ali criam uma atmosfera de constante desconfiança, fazendo o leitor questionar cada novo acontecimento.
É impossível parar a leitura, pois cada fim de capítulo instiga o leitor ao próximo com aquelas frases que te fazem pensar: Só mais um capítulo! E quando menos se espera descobertas bombásticas acontecem.

Ao decorrer da leitura a narrativa avança com ritmo firme, distribuindo pistas na medida certa, sem recorrer a soluções fáceis. Os personagens possuem motivações convincentes e, conforme a investigação se aprofunda, cada revelação parece ampliar o mistério em vez de simplificá-lo. Essa construção cuidadosa mantém o suspense vivo do início ao fim.

Com capítulo que se dividem entre presente e passado seguimos a investigação da morte de duas pessoas durante uma festa no edifício Copan, e é a partir desse terrível acontecimento que vamos conhecendo a história dos moradores e do possível assassino.

O desfecho apresenta um plot twist impactante, mas que faz sentido diante de tudo o que foi construído anteriormente. Ao terminar a leitura, fica aquela vontade de revisitar alguns capítulos para perceber os detalhes que estavam diante dos olhos desde o começo.

Crime no Copan é um excelente thriller nacional, daqueles que demonstram como uma trama bem arquitetada pode prender o leitor sem depender apenas da velocidade da narrativa. Com um cenário marcante, personagens convincentes e um final que amarra todos os fios da história de maneira satisfatória, Victor Bonini entrega um suspense inteligente e memorável, que certamente agradará aos fãs do gênero.

E você leitor (a)? Já leu ou ficou interessado (a) nesse livro? Comenta 👇🏼 e vamos conversar sobre.


Read More