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As Batalhas no Deserto de Josè Emílio Pacheco

segunda-feira, 6 de julho de 2026
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Há muitas editoras que adoro, mas a @pinardi é uma das minhas prediletas, gostaria de poder ter a coleção completa, mas infelizmente isso ainda é impossível, mas chego lá. A nova Coleção Prosa Latino-Americana presenteia com a obra de Josè Emílio Pacheco com o livro: “As Batalhas no Deserto”.

Ler esta obra foi impactante, ele navega pelas lembranças que não são minhas, mas que, de alguma forma, eu reconheci.

A história que parece simples, quase pequena, mas que entrega muito, ele não é um dramalhão exagerado e nem causa impactos que explodem, é sutil…chega quase sem perceber, e de repente, alguma coisa dentro da gente muda — e não tem volta.

É a historia de Carlos, um menino ainda, que se apaixona pela mãe do melhor amigo, ele se vê crescendo em meio a mudanças, descobrindo o mundo, sentindo pela primeira vez algo que ainda nem sabe nomear direito.

Mas por dentro…nada é simples. O que mais me atravessou foi essa mistura de inocência com ruptura, o contato com algo que não dá para impedir e dói. Porque a infância aqui não termina de forma clara — ela é
interrompida, quase arrancada.

O sentimento de Carlos é puro, mas o mundo ao redor já não é. E é nesse choque que tudo acontece, há uma nostalgia que não é confortável. Não há saudade bonita…porque o tempo leva tudo — até aquilo que a gente nem teve tempo de entender.

A narrativa é rápida, quase como um sopro, e quando termina… fica um silêncio.

💭 Frases que permanecem comigo:

— “Crescer é perceber que o mundo não sente como você.”
— “Alguns sentimentos nascem grandes demais para a idade que temos.”
— “O passado não volta — ele só insiste em permanecer.”
— “Há amores que não cabem no tempo em que acontecem.”

O mais marcante pra mim foi perceber que essa história não fala só sobre um amor impossível… fala sobre o momento em que a gente perde a ingenuidade e nunca mais consegue recuperar.

✨ Um livro curto, mas que carrega uma vida inteira dentro dele.

Terminei com aquela sensação rara: de que algo muito delicado foi quebrado… e ainda assim, valeu a pena ter existido.



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De volta pra mim da Elena Armas

domingo, 5 de julho de 2026
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Oi, Pockets!

A dica de hoje é De volta pra mim da Elena Armas publicado pela @editoraarqueiro

A história acompanha Frankie, uma escritora de romances que está enfrentando um momento difícil na carreira e ainda precisa lidar com um stalker que começa a invadir sua vida. Durante uma convenção literária, ela reencontra Turner, melhor amigo do seu irmão e também seu amigo de infância. Os dois carregam sentimentos que nunca foram totalmente resolvidos e acabam sendo obrigados a conviver novamente, revisitando o passado enquanto tentam entender o que ainda existe entre eles.

Eu gosto bastante da escrita da Elena. Os livros dela sempre conseguem misturar romance, momentos divertidos, personagens carismáticos e cenas hots de uma forma natural.

Mesmo sendo uma história curta, achei que ela foi muito bem desenvolvida. Gostei bastante da forma como Frankie e Turner se reencontram e, principalmente, de como finalmente começam a conversar sobre tudo o que sentem. Esse sentimento existe desde a adolescência e acompanhar os dois tentando entender o que fazer com isso tantos anos depois.

Claro que eu fiquei um pouco chateada em vários momentos. 😂 Tudo poderia ter sido resolvido muito antes com uma conversa. O amor sempre esteve ali, bastante evidente para quem estava lendo.

Outra coisa que me incomodou foi aquele velho discurso de "não mexe com a minha irmã". Sinceramente, acho que os irmãos deveriam ficar felizes em ver a irmã se relacionando com alguém de confiança, ainda mais com uma pessoa como o Turner, que demonstra o tempo todo ser alguém respeitoso, cuidadoso e que realmente gosta dela.

Apesar da história envolver um stalker, achei que esse mistério foi bem conduzido. A autora consegue criar uma tensão ao longo da narrativa e gostei da forma como tudo foi explicado no final.

Não foi uma das minhas histórias favoritas da Elena Armas, mas ainda assim foi uma leitura gostosa. É aquele romance que se lê rapidinho, perfeito para distrair a mente, sair de uma ressaca literária e passar algumas horas acompanhando um casal que a gente torce para finalmente criar coragem de falar o que sente.

Leitura disponível na @audible_



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Quando os pássaros voam para o sul de Lisa Ridzén

sexta-feira, 3 de julho de 2026
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Hello Pockets! Há histórias que não são sobre o final da jornada, e sim sobre o que ainda insiste em permanecer… mesmo quando tudo começa a ir embora...

Quando os pássaros voam para o sul” de @lisaridzen da @editorarecord, me levou diretamente para dentro da cabeça de Bo, não foi algo confortável...Foi humano.

Bo, um vizinho de 80 anos, enfrenta o fim, agarrado ao que ainda reconhece: seu cão Sixten, suas rotinas, suas memórias… e, principalmente, à presença constante (mesmo que distante) de Frederika.

Mas a memória falha, o tempo se mistura, e o que é agora já não se separa do que foi. Ele não e apenas um homem envelhecendo,vé alguém tentando não desaparecer dentro de si mesmo. Hans seu filho, prático, preocupado… mas também distante daquilo que o pai sente. Representa o cuidado, mas também o conflito. Frederika, mesmo ausente, é presença o tempo todo, é com ela que Bo conversa, como se ainda pudesse segurar algo que já está escapando.

E o mais doloroso é isso:
ninguém está exatamente errado. Mas ainda assim… dói e muito.

Por vários momentos precisei respirar, a narrativa alterna entre o que Bo sente
e o que os outros registram sobre ele. E aí vem o impacto:
existem várias versões de uma mesma vida, mas só uma delas é a que vem de dentro.

Percebi cairmos medos, inclusive que também são meus: o silencioso de deixar de ser quem a gente foi, o peso de cuidar… e de precisar ser cuidado, e a saudade de algo que ainda nem acabou, mas já está indo.,.

Um susaurrobsobre a velhice e o que ela representa, e talvez seja isso que machuque mais e tanto...

Porque, no fundo, ele não fala só sobre Bo, fala sobre todos nós… e sobre aquilo que um dia também vamos esquecer.

E isso… fica. Queridos só no posto dizer leiam, com maestria passamos a refletir aquela que não cercam que assim como BO e que talvez ainda tenhamos tempo de ser mais carinhosos e atenciosos respeitando a história deles.





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Nada Nasce ao Luar de Torborg Nedreaas

quinta-feira, 2 de julho de 2026
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Olá Pockets!

Há obras que simples fato de serem lançados eternizam em nossas peles e nos atravessa, assim é “Nada Nasce ao Luar”, de Torborg Nedreaas da @companhiadasletras.

Neste romance perfeito para aqueles que como eu que amam ler Ernaux, Alba de Céspedes e Tove Ditlevsen, acompanhamos um retrato visceral da busca das mulheres por autonomia. Não só sobre suas escolhas, mas sobre algo ainda mais íntimo: o direito ao próprio corpo, à própria história, à própria voz.

A narrativa é intensa, silenciosa e carregada de uma tensão emocional que cresce aos poucos, como algo que sempre esteve ali… esperando para vir à tona. Nedreaas escreve com uma delicadeza quase cruel — porque é justamente na sutileza que a dor se revela mais profunda.

Aqui, não há excessos, há contenção, silêncio e verdades nuas, cruas, difíceis e dolorosas.

É um livro que fala sobre o que é ser mulher em um mundo que constantemente tenta limitar, moldar e silenciar. E faz isso com uma sensibilidade que também transforma o íntimo em algo universal. Este livro é inquietante, necessário, impossível de ignorar e arrebatador. Ele não busca respostas fáceis, ele provoca, incomoda e permanece, e talvez seja exatamente isso que o torna tão poderoso.

E vocês também gostam de livros com essa carga emocional mais profunda, nos contem !!!



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A Outra Face da Morte do Pedro Luiz Sarro

quarta-feira, 1 de julho de 2026
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Oi, Pockets! 💙📚

A dica de hoje é A Outra Face da Morte, do Pedro Luiz Sarro, leitura realizada na leitura coletiva organizada pela @lcagcomunicacao.

Falar sobre a morte nunca é fácil. É um tema sensível, que cada pessoa vivencia de uma forma diferente. Justamente por isso achei muito interessante a maneira como o autor conduz essa história. Em vez de tratar a morte apenas como um momento de dor, ele nos convida a refletir sobre a vida, o luto, a espiritualidade e nossas escolhas.

A narrativa acompanha Neto, um jovem que, após enfrentar perdas importantes, inicia uma jornada de autoconhecimento. Nesse caminho, Peter, seu avô, se torna a figura mais marcante da história. Vindo da Noruega e carregando uma enorme bagagem de experiências, ele compartilha sua visão sobre a vida e a morte com muita serenidade. Foi, sem dúvidas, meu personagem favorito.

O amor entre Peter e Maria da Luz é retratado de uma forma muito bonita, mas também me chamou a atenção o carinho que ele demonstra pela filha Helena e pela esposa Vitória. São relações construídas com muito respeito, cuidado e afeto, que tornam os personagens ainda mais humanos e fazem a gente se apegar à família ao longo da história.

Outro ponto que despertou minha curiosidade foi a abordagem da doutrina espírita. Mesmo sendo católica, gosto muito de conhecer outras formas de compreender a morte e o que pode existir além dela. É um tema que sempre me faz refletir e amplia minha forma de enxergar a vida.

Confesso que, em alguns momentos, fiquei com um pé atrás em relação ao Neto. Tive a impressão de que ele demorou para valorizar tudo o que tinha ao seu redor e foi somente após as perdas que sofreu que começou a enxergar o mundo de outra maneira. Ainda assim, gostei de acompanhar sua evolução.

As viagens por diferentes países também enriquecem a narrativa, mostrando como novas culturas e experiências podem transformar uma pessoa.

A história nos convida a olhar para a morte com menos medo. Afinal, o luto faz parte da vida de todos nós, mas cada pessoa aprende a vivê-lo de uma forma única.

💙 O livro está disponível para compra na Amazon.




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