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Parir monstros; devorar filhos de Raul Damasceno

segunda-feira, 29 de junho de 2026
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Oi, Pockets!

A dica de hoje é Parir monstros; devorar filhos, do Raul Damasceno, publicado pela Astral Cultural. Esse foi o meu primeiro contato com a escrita do Raul e já posso dizer que quero ler tudo o que ele escrever.

É uma história pesada, dolorosa e humana. Não é uma leitura fácil, mas também é daquelas impossíveis de largar. A escrita tem uma beleza quase poética que contrasta com a dureza dos acontecimentos, fazendo a narrativa ganhar ainda mais força.

Ao longo da leitura vivi um verdadeiro turbilhão de emoções. Em alguns momentos fiquei angustiada, em outros revoltada e, em vários, precisei fechar o livro por alguns minutos para respirar.

Essa leitura também me tocou de uma forma muito pessoal. Em 2024, eu perdi um bebê, e foi impossível não me emocionar ao acompanhar as diferentes formas como Raul aborda a maternidade. Não existe apenas um jeito de ser mãe. O livro apresenta mulheres que desejam um filho, mulheres que rejeitam essa experiência e mulheres atravessadas pela culpa, pelo medo, pelo amor e pelas expectativas impostas pela sociedade. Ler tudo isso despertou sentimentos que eu nem imaginava revisitar.

E é justamente aí que está uma das maiores forças da obra: ela não julga suas personagens. Apenas nos coloca diante delas e nos deixa sentir.

A relação entre Juriti e Sáusa foi uma das partes que mais me marcou. É uma amizade complexa, construída entre amor, inveja, culpa, acolhimento e dor. Em vários momentos eu não sabia exatamente o que sentir por elas, e acho que esse era justamente o objetivo do autor.

Os filhos também carregam marcas profundas. O livro mostra como a forma como somos criados, os silêncios, os traumas e os afetos atravessam gerações. Ninguém sai ileso dessa história. E os homens... sinceramente? Até agora eu não sei definir meus sentimentos em relação a eles. Em alguns momentos senti compaixão. Em outros, raiva. Depois compreensão. Logo em seguida, indignação novamente. São personagens humanos, cheios de contradições, e isso torna tudo ainda mais desconfortável.

A forma como Raul constrói a narrativa é incrível. As referências às músicas, especialmente às canções de Fagner, não estão ali apenas como trilha sonora, elas ajudam a contar a história deixando a escrita quase musical e poética.

Foi impossível não querer marcar o livro inteiro. Alguns trechos ficaram comigo:

✨ "O amor, quando se entranha na gente, é em tudo parecido com o anzol: te fisga e te segura de tal maneira que só sai se for rasgando tudo."

✨ "Amar é coisa de sangue."

✨ "Amizade é se deixar guiar pela cegueira do outro."

A ambientação da pequena vila de pescadores também merece destaque. O mar deixa de ser apenas cenário e passa a respirar junto com os personagens. Tudo parece ter vida: o vento, a água, o silêncio e até as canções.

A história mexeu comigo o tempo inteiro. É uma leitura que inquieta, faz questionar, sentir, sofrer e refletir. Não é um livro para passar o tempo; é daqueles que continuam morando na gente muito depois da última página. Foi a leitura que mais me impactou este ano e, sem dúvida, entrou para a lista das minhas favoritas. 



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Riacho Doce de José Lins do Rego

quarta-feira, 24 de junho de 2026
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Carol Grayshadow por aqui e hoje trago a indicação do livro de José Lins do Rego da @globaleditora

Riacho Doce foi uma leitura que me surpreendeu muito positivamente, principalmente por mostrar um lado diferente da escrita de José Lins do Rego, pois já a conhecia um pouco com a leitura de Fogo Morto que é mais ligado ao ciclo da cana-de-açúcar, à vida nos engenhos e às relações sociais do Nordeste, aqui o autor entrega um romance que tem uma atmosfera mais intensa, mais passional e até um tanto mais sensual e mística sem perder a força literária que marca sua obra.

A história tem um clima muito envolvente no qual um vilarejo litorâneo, o calor, o mar, os costumes locais e toda a atmosfera nordestina criam uma ambientação viva e marcante. É o tipo de livro em que a gente quase consegue sentir o vento, o sal do mar e a tensão crescendo entre os personagens, mostrando dessa forma a força imagética do autor ao criar e tranformando a leitura ainda mais imersiva.

No livro, o foco não está tanto na decadência dos engenhos, mas sim na carga emocional muito forte presente na relação entre os personagens, e isso faz com que a leitura tenha um tom mais intenso e, em alguns momentos, até melancólico. É um romance que trabalha muito bem as tensões entre paixão e culpa, liberdade e convenção, atração e ruína.

A construção dos personagens, especialmente da protagonista, traz para a narrativa esse olhar de deslocamento, mostrando assim um estranhamento diante daquele universo e tornando a história ainda mais interessante porque o romance não fala apenas sobre um envolvimento amoroso, mas também sobre choque de realidades, diferenças culturais e sobre o quanto um lugar pode transformar — ou consumir — alguém.

José Lins do Rego, sabe construir emoções sem deixar de lado a crítica social, ressaltando que não é apenas uma história de amor ou desejo, mas um romance cheio de camadas, com uma atmosfera muito forte e um retrato humano bastante complexo.

Um observação que faço também é que a obra ganhou uma minissérie baseada no livro em 1990 com 40 capítulos reforçando o quanto essa história tem força dramática e visual. No geral foi uma leitura rica, intensa e muito interessante, especialmente para quem quer conhecer uma faceta menos comentada do autor, sem abrir mão da força da literatura regional brasileira.

E você leitor (a)? Já leu ou ficou interessado (a) nesse livro? Comenta 👇🏼 e vamos conversar sobre.



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A Sociedade dos Objetos Mágicos do Gareth Brown

terça-feira, 23 de junho de 2026
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Oi, Pockets! 💛📚

A dica de hoje é A Sociedade dos Objetos Mágicos do autor Gareth Brown publicado pela Astral Cultural.

Esse foi o meu primeiro contato com a escrita do autor e posso dizer que foi uma experiência positiva. Eu adoro fantasia, é um dos meus gêneros favoritos, e uma das coisas que mais me conquista é quando o autor consegue construir um universo que faz sentido. Aqui foi exatamente isso que aconteceu. Aos poucos ele apresenta as regras desse mundo, desenvolve a história e faz a gente se sentir parte daquele universo.

Mais do que uma fantasia cheia de magia, essa história nos faz refletir sobre o uso do poder. Existe uma forma certa ou errada de usar a magia? Até onde alguém pode ir quando acredita estar fazendo o bem? Essas são perguntas que acompanharam minha leitura.

A Magda foi, sem dúvidas, minha personagem favorita. Ela é determinada, corajosa e daquelas que não esperam que as coisas aconteçam. Gostei muito de acompanhar seu crescimento ao longo da história.

Mas o que mais gostei foi perceber que nenhum personagem está ali apenas para cumprir um papel. Todos são humanos, críveis e carregam qualidades, defeitos, medos e motivações próprias. Cada um contribui para que a narrativa funcione e isso torna a leitura muito mais real, mesmo sendo um universo mágico, eles são reais.

A escrita é leve, fluida e faz com que a leitura aconteça naturalmente. Quando percebi, já estava envolvida pela história e querendo descobrir como tudo iria se resolver. E confesso que terminei o livro já com vontade de ler a obra do autor. Saber que existe uma ligação entre os livros me deixou ainda mais curiosa para continuar explorando esse universo que ele criou.



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Ninguém Ouve o Sangue de Elizandro Todeschini

segunda-feira, 22 de junho de 2026
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Oi, Pockets!

A leitura da vez foi Ninguém Ouve o Sangue, do Elizandro Todeschini, um livro curto, mas que me deixou pensando por muito tempo depois da última página.

A história se passa durante o período da Ditadura Militar e acompanha personagens que vivem em uma pequena comunidade do interior do Rio Grande do Sul. Entre eles, temos Vitório, um menino sensível que questiona muitas das violências que vê ao seu redor, e o professor Melchor, cuja chegada ao vilarejo acaba provocando mudanças no vilarejo.

Uma das coisas que mais gostei na leitura foi a forma como o autor mistura ficção e acontecimentos históricos. Em diversos momentos percebemos referências a fatos reais, o que torna a narrativa ainda mais impactante. Não estamos diante apenas de uma história inventada, mas de situações que dialogam com um período muito doloroso da nossa história e que, infelizmente, ajudam a entender porque certas feridas continuam abertas até hoje.

“A indiferença sangra por mãos limpas, e mata sem jamais sujá-las.”

A história fala sobre política, mas principalmente sobre pessoas. Sobre silêncio, medo, omissão, coragem e as consequências de escolher enxergar ou fingir que não vê.

Vitório foi um personagem que me conquistou desde o início. Sua sensibilidade diante do sofrimento dos animais e das injustiças ao seu redor contrasta bastante com a realidade em que vive.

O que mais me marcou, porém, foi o desfecho do professor. Eu já estava envolvida com a história, mas aquele final me deixou arrasada. É daqueles momentos que doem justamente porque parecem possíveis, porque lembram situações que realmente aconteceram e porque nos fazem refletir sobre quantas histórias semelhantes foram silenciadas ao longo dos anos.

Além da crítica social e política, o livro traz reflexões importantes sobre empatia, memória e sobre o perigo da indiferença diante das injustiças. Foi uma leitura rápida, intensa e necessária.

Vocês já conheciam Ninguém Ouve o Sangue?



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Biotecnosfera: uma experiência de sociedade de Lucas Araujo

sexta-feira, 19 de junho de 2026
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Olá, Pockets!!!
Hoje a indicação de livro é diferente de qualquer coisa que eu tenha lido até agora, estou falando de Biotecnosfera: uma experiência de sociedade. É de autoria de Lucas Araujo e lemos em parceria com a @lcagcomunicacao

O contexto da história se dá em um mundo colapsado, devido aos excessos cometidos em relação à natureza”. Então é formado um conselho com seis nomes (mais tarde conheceremos o sétimo elemento). Iniciamos o texto com a apresentação de várias propostas de governo, do ponto de vista econômico, mudanças climáticas, saúde pública, segurança e educação. Cada nome do conselho apresenta suas propostas. Como leitora fui automaticamente levada a julgar as ideias, concordar com algumas e questionar outras. (E me dei o direito de me aborrecer também com essa reunião).

Quando o sétimo personagem, Noah entra na história, minha forma de leitura muda completamente. Primeiro achei o personagem o mais questionador, incômodo, depois me identifiquei com ele, estava mentalmente fazendo perguntas que mais tarde ele faria ao conselho.

Nas propostas percebemos a presença contínua de tecnologia para solucionar os problemas do planeta, monitorar comportamentos humanos, variações na água, solo...previsões de futuro com simulações. Mas será que essa “invasão” tecnológica, que nos auxilia tão bem com respostas rápidas e precisas sobre um assunto seria suficiente para recomeçarmos uma vida de modo sustentável? E o fator humano, perde sua utilidade?

O livro traz diversas pautas para discussão, desde religião ao comportamento humano (destrutivo e egoísta) diante da necessidade de sermos úteis à terra, no sentido de nos educarmos para a regeneração ambiental, social e a vida em comunidade. Me questionei várias vezes se esse modelo de sociedade apresentada nos daria liberdade pra sermos o que quisermos ou se estaríamos presos a um modelo de vida programada, assim como em Admirável mundo novo: controle e propósito.

Sobre as impressões, confesso que me incomodei bastante no início, com a forma de apresentação do texto, mas o livro segue uma lógica interessante, aos poucos tudo vai fazendo sentido. Me deu uma sensação de desespero no final porque fiquei na dúvida se o Noah (sétimo do conselho) deveria ou não participar de tudo isso. Mas fiquei satisfeita!



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Água-Mãe de José Lins do Rego

quinta-feira, 18 de junho de 2026
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Oi, Pockets!

Dando continuidade à minha leitura das obras de José Lins do Rego, a leitura da vez foi Água-Mãe publicado pela editora Global. Depois de conhecer os engenhos, foi interessante encontrar um cenário diferente, mas que mantém muitas das características que gosto na escrita do autor.

Desta vez, a história se passa às margens da Lagoa de Araruama, no interior do Rio de Janeiro, onde acompanhamos personagens de diferentes origens sociais cujos caminhos acabam se cruzando ao longo da narrativa. Entre pescadores, salineiros e uma família rica vinda da capital, José Lins constrói um retrato humano marcado por desejos, conflitos, perdas e desigualdades.

Mas preciso dizer que, para mim, a grande protagonista da história é a Casa Azul.

"Agora a Casa Azul era triste. Tinha uma história que contavam em voz baixa como se falassem de uma desgraça de família."

Abandonada durante anos e cercada por histórias sombrias, a casa está presente em praticamente toda a narrativa. Os moradores da região a enxergam com receio, alimentando lendas e superstições que passam de geração em geração. Gostei muito da forma como o autor trabalha essa atmosfera de mistério, sem transformar o romance em uma história de terror, mas mantendo constantemente a sensação de que algo paira sobre aquele lugar.

Outro aspecto que me chamou atenção foi a construção dos personagens. O livro apresenta um elenco grande, mas em nenhum momento tive a sensação de que eles estavam ali apenas para compor o cenário. Cada um carrega seus sonhos, suas fragilidades e suas próprias dores. E, mesmo pertencendo a mundos tão diferentes, existe um elemento que os aproxima: os laços familiares.

As figuras maternas tiveram um destaque especial para mim. São mulheres que enfrentam perdas, preocupações e desafios distintos, mas que encontram na maternidade um ponto de encontro capaz de ultrapassar diferenças sociais.

Água-Mãe não me envolvoveu da mesma forma que os outros do autor, mas foi uma leitura que reforçou minha admiração pela capacidade de José Lin criar personagens humanos e cenários que permanecem na memória muito tempo depois da leitura terminar.



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Poirot Investiga de Agatha Christie

quarta-feira, 17 de junho de 2026
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Olá Pockets!

Carol Grayshadow por aqui e hoje trago a indicação de um livro de Agatha Christie

📚Poirot Investiga - Leitura de Abril / 📖 LC - Lendo Agatha Christie em ordem cronológica

🕵🏻‍♀️mediadora @suesouzas

Poirot Investiga é uma coletânea que reúne quatorze contos protagonizados pelo célebre detetive belga Hercule Poirot. Diferentemente dos romances mais elaborados de Agatha Christie, nos quais a autora desenvolve longas tramas, múltiplos suspeitos e reviravoltas complexas, aqui encontramos histórias mais breves e diretas. Ainda assim, a habilidade da escritora em criar mistérios intrigantes permanece intacta, transformando cada conto em um pequeno quebra-cabeça que desafia o leitor.

A coletânea apresenta uma variedade interessante de casos. Alguns envolvem roubos de jóias e documentos importantes, enquanto outros exploram desaparecimentos inexplicáveis, assassinatos e até mesmo supostas maldições.

Entre os contos mais simples estão: 
•”A Aventura da Estrela do Ocidente” (3,5★), 
•”A Aventura do Apartamento Barato” (3,5★), 
•”O Roubo das Jóias no Grand Metropolitan” (3,5★),
•”A Mina Perdida” (3,5★).
São histórias agradáveis e bem construídas, mas que não atingem o mesmo impacto dos melhores momentos da coletânea.

No grupo intermediário aparecem contos sólidos e muito divertidos, como:
•”A Tragédia de Marsdon Manor” (4,0★), 
•”O Mistério de Hunter’s Lodge” (4,0★), 
•”O Roubo de Um Milhão de Dólares em Obrigações do Tesouro” (4,0★), 
•”O Primeiro-Ministro Sequestrado” (4,0★), 
•”A Caixa de Bombons” (4,0★).
Neles, Christie demonstra sua capacidade de criar soluções inteligentes sem perder o ritmo ágil exigido pelo formato curto.

Os grandes destaques ficam por conta de:
•”A Aventura da Tumba Egípcia” (4,5★), que combina superstição e investigação de maneira envolvente; 

•”O Desaparecimento do Sr. Davenheim” (4,5★), um dos enigmas mais engenhosos da coletânea; 
•”A Aventura do Nobre Italiano” (4,5★), marcada por um mistério elegante e bem conduzido;  

•”O Caso do Testamento Desaparecido” (4,5★), que evidencia o talento de Poirot para encontrar pistas invisíveis aos olhos dos demais. A única história que se mostra um pouco menos memorável, na minha opinião é:

•"A Dama de Véu" (3,0★).
Embora mantenha o charme característico da autora, seu desenvolvimento não alcança o mesmo nível de surpresa e satisfação presente nos demais contos.

No geral os contos são bem estruturados, variados e extremamente acessíveis, servindo tanto como uma excelente introdução ao personagem quanto como uma leitura prazerosa para admiradores da Rainha do Crime ou para aqueles que querem conhecer o seu trabalho.

Uma coleção de mistérios curtos que talvez não alcance a grandiosidade dos melhores romances de Agatha Christie, mas que demonstra, conto após conto, por que Hercule Poirot continua sendo um dos detetives mais brilhantes da literatura. Afinal, ninguém utiliza suas massas cinzentas melhor do que ele para desvendar os crimes mais misteriosos.

Avaliação: 🌟🌟🌟🌟

E você leitor? Já leu ou ficou interessado (a) nesse livro? Comenta 👇🏼 e vamos conversar sobre.



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Na Estação que Paramos de Eduardo Armelin

segunda-feira, 15 de junho de 2026
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Hello, queridos Pockets! Como vão? ✨📖

Eu amo uma boa LC, e as organizadas pela @lcagcomunicacao têm sempre um lugar especial no meu coração. ❤️

Na Estação que Paramos, de Eduardo Armelin (@eduardoarmelin.reflita), é daqueles romances que nos lembram que os encontros mais importantes da nossa vida raramente são planejados. Uma história que fala sobre sonhos, esperança e sobre a forma surpreendente como o destino pode mudar tudo em questão de segundos.

David está vivendo um dos momentos mais difíceis de sua vida. Seus dois maiores sonhos — tornar-se pai e alcançar o reconhecimento profissional como investigador — parecem cada vez mais distantes. Mas a vida, às vezes, gosta de mudar os trilhos quando menos esperamos.
Tudo se transforma quando, durante um encontro inesperado no metrô, uma bebê é colocada em seus braços. A partir desse instante, nasce uma esperança capaz de iluminar até os dias mais escuros. Determinado a realizar o sonho da paternidade, David embarca em uma jornada repleta de desafios, obstáculos e escolhas que testarão sua força, sua coragem e sua capacidade de acreditar no impossível.

Mas esta leitura me tocou de uma forma ainda mais profunda. Ao acompanhar a história de David, foi impossível não olhar para a minha própria trajetória. Também vivi o sonho da maternidade chegando de uma forma inesperada. Quando a esperança já parecia distante, recebi em meus braços um pequeno ser de luz, com apenas alguns dias de vida, que transformou completamente nossa casa, nossa história e nossos corações.

Por isso, cada página deste livro encontrou um lugar muito especial dentro de mim. Porque a verdade é que nem sempre os sonhos chegam da forma que imaginamos. Às vezes, a vida altera a rota, muda os trilhos, nos leva para estações que nunca estavam em nossos planos. E é justamente nessas paradas inesperadas que encontramos aquilo que nosso coração procurava o tempo todo.
Com uma narrativa sensível, emocionante e repleta de humanidade, Eduardo Armelin nos entrega uma história sobre amor, pertencimento, família, recomeços e sobre a coragem de continuar acreditando mesmo quando tudo parece perdido.

Terminei essa leitura com o coração aquecido e os olhos marejados, lembrando que algumas das maiores bênçãos da vida chegam quando pensamos que já não há mais nada a esperar.
🚉 Uma leitura sobre amor, família, esperança, segundas chances e sobre a beleza dos caminhos que nunca planejamos percorrer.

E vocês? Acreditam que um único encontro pode mudar completamente uma vida?


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31 Dias Para Te Amar de Sophie Jomain

sexta-feira, 12 de junho de 2026
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Hello Pocket, como vão? Neste "Dia dos Namorados", não poderia existir leitura mais apropriada para falar sobre aquilo que realmente transforma a nossa vida: o amor.

31 Dias Para Te Amar de @sophie_jomain da @editionsauzou, é uma história que chega de mansinho, como uma carta esquecida sobre uma mesa, mas que aos poucos encontra um lugar especial dentro do nosso coração. A premissa é simples e encantadora: uma carta enviada para outra pessoa acaba recebendo uma resposta inesperada. A partir daí, nasce uma troca de mensagens que se estende por 31 dias, criando uma conexão construída não pela aparência, mas pelas palavras, pelos sentimentos e pela vulnerabilidade compartilhada.

Em um mundo tão acelerado, onde tudo acontece em segundos, este livro nos lembra da beleza da espera, da expectativa por uma nova mensagem, da alegria de ser ouvido, da coragem de se mostrar exatamente como somos.

O que mais me tocou foi perceber que o amor verdadeiro não nasce apenas dos grandes gestos, mas dos pequenos detalhes: uma conversa sincera, uma lembrança guardada com carinho, uma palavra no momento certo. Cada carta representa uma ponte entre duas almas que, pouco a pouco, deixam de ser estranhas uma para a outra.

Mais do que um romance, esta é uma história sobre encontros improváveis, sobre destino, sobre conexões humanas e sobre a capacidade que o amor tem de surgir quando menos esperamos. É um lembrete delicado de que, mesmo em tempos digitais, ainda existe algo mágico capaz de abrir o coração através das palavras.

Neste Dia dos Namorados, 31 Dias Para Te Amar me fez lembrar que amar é, acima de tudo, escolher conhecer alguém um pouco mais a cada dia. É construir intimidade nas pequenas coisas. É permitir que alguém transforme um verão comum em uma lembrança inesquecível.

Uma leitura doce, acolhedora e repleta de esperança, perfeita para quem acredita que algumas histórias de amor começam muito antes do primeiro encontro.

❤️ A Edição está linda, são 31 envelopes, cada 1 deles um capítulo, @sophie_jomain nos faz recordar que o amor ainda pode ser delicado, paciente e surpreendente, como uma carta inesperada capaz de mudar toda uma história.

Beijocas e inté a próxima!!



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Bruxo do Vento da Susan Dennard

quinta-feira, 11 de junho de 2026
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Oi, Pockets! 💙

A indicação de hoje é o livro Bruxo do Vento, da autora Susan Dennard, publicado pela Astral Cultural.

Se em A Bruxa da Verdade eu já tinha ficado encantada com esse universo, em Bruxo do Vento a autora amplia ainda mais a história e mostra o quanto esse mundo é complexo, cheio de alianças, disputas e segredos.

Uma das coisas que mais gosto na escrita da Susan é a forma como acompanhamos diferentes pontos de vista. Aos poucos vamos conhecendo melhor cada reino, entendendo suas tramas e descobrindo como tudo está conectado. É aquele tipo de história em que cada nova informação parece encaixar mais uma peça de um grande quebra-cabeça.

Entre todos os personagens, gostei especialmente de acompanhar a trajetória de Merik. Desde o primeiro livro ele já tinha chamado minha atenção, mas neste volume conseguimos conhecê-lo de forma muito mais profunda. Foi interessante ver seu amadurecimento ao longo da história e perceber como os acontecimentos o obrigam a enxergar situações e pessoas de uma forma diferente. E preciso dizer que Cam teve um papel importante nisso, funcionando como aquele choque de realidade que abriu seus olhos para muitas coisas.

Outro destaque são as mulheres da história. Safiya, Iseult, Vivia, Vaness e Cam são personagens fortes, determinadas e dispostas a lutar por aquilo em que acreditam e por aqueles que amam. E ainda conhecemos uma nova personagem que, apesar de muito jovem, parece ter tudo para mudar os rumos da trama nos próximos livros.

Também gostei muito da forma como a autora trabalha as diferentes perspectivas. Em vários momentos mudei minha opinião sobre alguns personagens conforme novas informações eram reveladas. Inclusive, uma personagem que antes não estava entre as minhas favoritas acabou conquistando minha simpatia quando percebi que nem tudo era como parecia e que ela não era responsável por certos acontecimentos que eu imaginava.

Além disso, continuo extremamente curiosa para descobrir quais são os verdadeiros planos de Esme e qual é sua ligação com Iseult. Tenho a sensação de que ainda há muitos segredos para serem revelados.

Uma coisa que adorei foi que a história começa exatamente onde A Bruxa da Verdade terminou. Foi muito fácil voltar para esse universo, porque a sensação era de que eu apenas tinha virado a página e continuado acompanhando a jornada dos personagens. Isso tornou a leitura ainda mais envolvente para mim.

Terminei a leitura com várias respostas, ainda mais perguntas e, principalmente, com uma enorme vontade de começar o próximo volume.

E vocês, gostam de fantasias com intrigas políticas? Me contem nos comentários!



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Protetores: O livro das magias ambíguas de Bruno Panda Lopes

quarta-feira, 10 de junho de 2026
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Hello Pockets, como vão? Mais uma LC Perfeita, da querida @lcagcomunicacao um livro nacional incrível; “Protetores: O livro das magias ambíguas” de Bruno Panda Lopes, @autorpanda da @edmultifoco.

Em um cenário que amo além da vida o “érrejota”, este livro transforma o Rio de Janeiro em um organismo vivo, espiritual e ameaçador. 📖🖤
Bruno Panda Lopes usa o Rio não apenas como cenário, mas como parte da própria narrativa. As ruas movimentadas, os becos silenciosos, as madrugadas abafadas, as igrejas antigas e a sensação constante de caos urbano criam uma atmosfera onde o sobrenatural parece existir logo ao lado da realidade cotidiana. É impossível ler sem imaginar que, enquanto a cidade segue sua rotina apressada, existe uma guerra invisível acontecendo entre sombras e entidades.

O mais fascinante é como o autor consegue capturar a dualidade do Rio de Janeiro: uma cidade ao mesmo tempo bela e perigosa, luminosa e sufocante, isso combina perfeitamente com o coração da história, nada é totalmente puro, nem a magia, nem as intenções, nem os próprios Protetores...
Com personagens peculiares, cada qual à sua maneira, carregando cicatrizes, segredos e um humor ácido que surge justamente nos momentos mais sombrios — como se rir fosse a última forma de permanecer humano diante do caos que ronda as ruas do Rio de Janeiro e estas 378 páginas. Eles carregam um desgaste emocional muito humano, não enfrentam apenas forças sobrenaturais, mas sim: culpa, medo e a pressão de sobreviver em uma cidade que parece absorver a dor das pessoas e devolvê-la em silêncio.
Em vários momentos senti que o Rio observava tudo, como uma presença viva acompanhando cada escolha errada.

A escrita cria imagens extremamente cinematográficas, há cenas que parecem envoltas pela luz amarelada dos postes cariocas, pelo som distante da cidade durante a madrugada e pela sensação de que algo antigo habita os espaços esquecidos.

O livro também acerta ao não transformar magia em algo bonito ou confortável, como tudo que estamos acostumados, nestas páginas ele atem peso, consequência, desgaste. Cada ritual parece arrancar algo de quem o pratica, como se o sobrenatural cobrasse um preço inevitável pela sobrevivência.
Terminei a leitura com a sensação inquietante de que talvez o Rio, não seja tão diferente, talvez esconda mais mistérios espirituais do que imaginamos, históricas não contadas, e talvez algumas pessoas caminhem entre nós carregando batalhas invisíveis atrás do olhar cansado.

"A tensão se espalhava como fumaça, infiltrando-se em cada gesto e pensamento. E não era só deles, mas da própria cidade aguardando o próximo passo. Sabiam que teria um preço. Ninguém precisava dizer, mas algo tinha sido quebrado, e não voltaria ao lugar.”

 Uma fantasia urbana nacional intensa e original, que transforma o Rio de Janeiro em um personagem sombrio, vivo e impossível de ignorar.



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