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Casa Moretti: Estrada para o Inferno de Leonardo Martins

quarta-feira, 27 de maio de 2026
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Hello Pockets, como vão? Recebemos por aqui para uma LC da querida @lcagcomunicacao um livro nacional perfeitooooo, falo de: “Casa Moretti: Estrada para o Inferno”, @casamoretti1, de Leonardo Martins da @editoraviseu.

Logo nas primeiras páginas já percebemos que a leitura será fluida, e muito interessante, é aquele thriller que te prende pelo silêncio dos corredores, pelo peso dos segredos e pela sensação constante de que algo terrível está prestes a acontecer novamente. A mansão da família Moretti não é apenas um cenário — ela respira, observa e sufoca.

Leonardo Martins escreve sobre heranças emocionais que afetam gerações inteiras, a casa é um organismo vivo construído de: culpa, silêncio e poder. Cada corredor parece carregar o eco de pessoas que desaprenderam a amar sem destruir umas às outras.

A morte do patrono multimilionário deixa rastros, cicatrizes e pavor em todos, não há um só personagem que não tema seu retorno seja por lembranças ou cobranças. O mais perturbador na narrativa não são os acontecimentos sombrios, mas a sensação de que todos ali estão presos a uma espécie de condenação invisível. Como se o inferno não fosse um lugar, mas uma continuidade: decisões, erros repetidos, dores herdadas, rejeição e verdades sufocadas por décadas.

Otelo Giordano Moretti surge quase como a personificação desse legado cruel — alguém cuja presença permanece mesmo quando o silêncio toma conta da história. E talvez seja isso que o livro faça de mais brilhante: mostrar que algumas pessoas continuam assombrando ambientes e várias pessoas muito depois de partirem.

A escrita me conquistou, tanto pela construção dos personagens, quanto pelos locais descritos minuciosamente, é sufocante e elegante ao mesmo tempo. Há cenas em que o medo não vem do que acontece, mas do que permanece em suspenso. Daquilo que ninguém diz. Da sensação de que todos os personagens carregam um abismo particular dentro de si.

✨ “Toda família enterra segredos. Algumas apenas escolhem morar em cima deles.”

✨ “O inferno raramente começa com violência. Às vezes ele começa com silêncio.”

✨ “A Casa Moretti não destruiu aquela família. Ela apenas revelou aquilo que já existia nela.”

erminei a leitura com a sensação de que certas casas absorvem tanto sofrimento que deixam de ser construções e passam a ser testemunhas. E a Casa Moretti observa tudo, pacientemente, como se soubesse que ninguém sai dela completamente inocente.

Ansiosa pelo próximo volume, Leonardo apenas adiantou que seria uma série, e nós leitores seguimos aqui torcendo para que o próximo volume chegue o mais rápido possível.

Só posso dizer queridos, leiam esta obra incrível que irá com certeza mexer.



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Sociedade de mentiras de Lauren Ling Brown

terça-feira, 26 de maio de 2026
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Oi, pockets! ✨ Carol Grayshadow por aqui com dica da @astralcultural

📚 SOCIEDADE DE MENTIRAS | Lauren Ling Brown

Suspense universitário sofisticado que te joga nos segredos da elite de Princeton. É jogo de aparência, privilégio e manipulação do começo ao fim. Cada capítulo aumenta a tensão.

Lauren escreve com elegância e ritmo. Alterna passado e presente sem te confundir. As descrições são precisas, os diálogos afiados. Você sente o silêncio dos corredores, o peso das sociedades secretas, a ambiguidade de cada relação. É quase cinematográfico.

A protagonista carrega traumas e escolhas difíceis que te grudam nela. Os personagens têm profundidade emocional real. E o livro ainda discute poder, pertencimento, racismo estrutural e pressão acadêmica sem perder o foco no suspense.
As reviravoltas chegam na hora certa. Você desconfia de todo mundo até a última página. Eu desconfiei.

Ponto de atenção: tem partes mais lentas por causa do mergulho psicológico da prota. Mas é isso que deixa o final mais forte.

No geral: escrita refinada, atmosfera sombria, personagens marcantes. Perfeito pra quem ama dark academia e suspense psicológico. Mistério, crítica social e tensão emocional num pacote só.

Na mesma estante:
📚 A História Secreta – Donna Tartt
📚 Nona Casa – Leigh Bardugo

Nota: ⭐⭐⭐⭐✨ 4,5/5
Já leu ou ficou com vontade? Comenta aqui 👇🏼



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O Museu da Rendição Incondicional de Dubravka Ugrešic

sexta-feira, 22 de maio de 2026
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Hello, queridos Pockets!
Terminei: O Museu da Rendição Incondicional” de Dubravka Ugrešic da @carambaia … e ainda estou tentando voltar.

Esse não é um livro que você fecha — é um livro que fica, na memória, no silêncio, nos espaços entre um pensamento e outro.

Ugrešić constrói uma narrativa que não segue regras. Não há começo, meio e fim bem definidos. O que existe é um mosaico de
lembranças, perdas, deslocamentos… como se a vida tivesse sido quebrada em pedaços e o livro fosse a tentativa de reorganizar tudo — mesmo sabendo que nunca será como antes.

Ao longo da leitura, senti que o verdadeiro tema não é o exílio geográfico… é o exílio interno. Aquele momento em que você já não pertence mais nem ao passado, nem ao presente.

Cada fragmento carrega uma dor silenciosa, mas também uma delicadeza
quase invisível. É como se o livro sussurrasse o tempo todo: “olhe de
novo… ainda há algo aqui.”

“As memórias não obedecem — elas retornam quando querem.”

“Perder um lugar é também perder a versão de si que existia nele.”

O mais marcante pra mim foi perceber que esse livro não quer respostas. Ele aceita o caos. Aceita que a vida é feita de interrupções, de ausências, de coisas que nunca se encaixam completamente.

E talvez por isso ele seja tão humano.

Queridos super indico porque é uma leitura que exige entrega, mas, em troca, te devolve profundidade.



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Biblioteca do Censor de Livros de Bothayna Al-Essa

quinta-feira, 21 de maio de 2026
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Hello Pockets, como vão? Hoje trouxe uma leitura diferente, provocadora e impossível de ignorar… E se os livros fossem proibidos… vocês ainda leriam? E se apesar da proibição, mesmo assim sobrevivessem?

A Biblioteca do Censor de Livros de @bothayna_alessa da @editorainstante é uma obra inquietante, quase sufocante, que nos coloca diante de um mundo onde a leitura é controlada, vigiada e, acima de tudo, temida.

A narrativa acompanha um censor de livros, alguém cuja função é decidir o que pode ou não ser lido. Mas, ironicamente, é justamente nesse contato constante com as obras que algo começa a se transformar dentro dele.

Porque ler — mesmo quando proibido — é um ato perigoso. E irreversível. Bothayna Al-Essa constrói uma história que vai além da ficção: é uma crítica poderosa sobre censura, controle e o medo que sistemas autoritários têm das ideias.

Aos poucos, o livro revela algo simples e ao mesmo tempo revolucionário: quem lê… começa a questionar.

E quem questiona, não aceita mais o mundo da mesma forma.

✨ “Proibir um livro é admitir medo do que ele pode despertar.”

Queridos leiam, é instigante e perfeito!!!

Beijocas e inté a proxima!!!



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Um Hino à Vida: A vergonha Precisa Mudar de Lado de Gisèle Pelicot

quarta-feira, 20 de maio de 2026
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Hello Queridos Pockets!!! Esta leitura em conjunto que fiz com as queridas do @ClubedasLadies, foi uma daqueles que precisamos respirar, sentir, dar um tempinho para resgatar a coragem e a sanidade necessária para terminar, falo de “Um Hino à Vida: A vergonha Precisa Mudar de Lado” de Gisèle Pelicot da @companhiadasletras.

🚨⚠️ ❗ 🔺 🖤 🕊️ Alerta Gatilhos: violênci@, abus0, trauma psicológico, violênci@ contra a mulher, tema sensível, relatos difíceis...

Adianto não foi uma leitura fácil, é daquelas que apertam o peito, revoltam e, ao mesmo tempo, despertam algo muito poderoso dentro da gente, essa não é só mais uma história, é um grito.

Durante a leitura, senti indignação, tristeza… mas também uma força crescente, como se cada página dissesse: você não precisa carregar o que nunca foi seu. E essa foi a parte que mais me marcou: a vergonha não pertence à vítima. Nunca pertenceu.

É um livro necessário, doloroso e, acima de tudo, transformador. Porque não fala só sobre dor — fala sobre coragem, sobre voz e sobre não se calar mais.

Nem toda leitura acolhe… algumas despertam. E essa desperta o melhor e o pior dentro de nós, foi atravessar revolta, desespero e uma avalanche de sentimentos que não cabem em palavras — mas que, ainda assim, precisam ser sentidos.

Cada página carrega um peso difícil de nomear. É impossível não sentir raiva, impotência e um aperto no peito diante de tudo que é exposto aqui.
Mas, ao mesmo tempo, é uma leitura necessária, porque algumas histórias não podem mais ser silenciadas. Porque a dor não pode mais ser escondida.
Porque, como essa obra nos lembra com tanta força:
Esse não é um livro confortável — e nem deveria ser. É um convite para enxergar, refletir e, principalmente, não ignorar, é uma leitura que marca para sempre, uma história que dói, é necessário coragem para encarar essa leitura!

Queridos leiam sabendo: não serão mais os mesmos ao finalizar!

Beijocas e inté a próxima!


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Depois daquele inverno de Brittainy Cherry

terça-feira, 19 de maio de 2026
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Oi, Pockets! 💙
Hoje trago uma leitura que já começa mexendo com a gente desde as primeiras páginas: Depois daquele inverno, da Brittainy Cherry.

A história começa com a Starlet, uma protagonista que tem a vida toda planejada, da faculdade ao casamento, e acredita estar seguindo exatamente o caminho “perfeito”. Só que tudo desmorona no dia do aniversário dela, quando descobre uma traição que quebra completamente essa ideia de controle e estabilidade.

A partir disso, vemos uma virada na vida da personagem, que passa a questionar não só o relacionamento, mas também quem ela é fora desse roteiro certinho. Em meio a esse momento de fragilidade, ela conhece o Milo, o oposto de tudo que estava acostumada: intenso, misterioso e carregado de dor, e é aí que a história começa a se desenvolver de verdade.

A história não trata só de romance (embora tenha hot explícito, para quem gosta). A própria autora deixa claro que a narrativa aborda temas sensíveis como luto, depressão e abuso de substâncias, mostrando diferentes formas de lidar com a dor e o processo de reconstrução emocional. E isso aparece de forma bem presente ao longo da história, deixando tudo mais real, pois vemos como cada personagem lida com o luto.

Agora, indo para a minha opinião… eu gostei da história, mas confesso que no começo fiquei meio em dúvida por causa da relação entre monitora e aluno, mesmo sabendo que eles já se conheciam antes. Achei a Star um pouco despreocupada com algumas decisões da vida dela, ainda mais considerando o quanto ela sempre tentou seguir tudo “perfeito”.

Já o Milo (sim, ele vem com um combo de drama 😅) acaba se apoiando demais nela em alguns momentos, e teve partes que achei um pouco forçadas, embora entenda que os dois são jovens e ainda estão aprendendo a lidar com tudo isso.

Mas, no geral, gostei muito do desenvolvimento deles ao longo da história. Dá para ver o amadurecimento acontecendo, cada um encontrando seu próprio caminho aos poucos. E preciso destacar: a Whitney, amiga da Star, é simplesmente maravilhosa! A amizade, a sinceridade dela… tudo! E o pai da Star? Um verdadeiro fofo 🥹

📱Livro disponível no Kindle Unlimited

👉Você já leu esse ou tem vontade?


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O Proprietário de R. B. Egan

segunda-feira, 18 de maio de 2026
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Hello, Queridos Pockets!

Amo um thriller psicológico, este da @editoratrama: " O Proprietário" de @rb.egan é daqueles livros que falam sobre recomeço, mas termina com um grito de alerta!

Ele me prendeu justamente por isso, e tudo comum demais, simples, cotidiano, e talvez seja aí que mora o perigo.

Cathy está fragilizada.
Um término inesperado, a perda do lugar onde vivia… aquele momento em
que tudo parece fora do eixo. E é exatamente nesse estado que surge a
“oportunidade perfeita”: uma casa bonita, um preço acessível, um proprietário doce e gentil.

Bom demais para ser verdade e a gente sente isso.

Cathy entra querendo recomeçar… mas, o que ela encontra está longe de ser abrigo — é controle disfarçado de gentileza.

O proprietário é educado, atencioso, quase acolhedor.
Mas existe algo nele que não se explica…então surge a regra: jamais entre no jardim.

Parece simples.... Porém, o problema e o perigo nunca é a regra — é o motivo por trás dela.

O mais angustiante é acompanhar Cathy percebendo, aos poucos, que já passou do ponto de voltar atrás. A casa deixa de ser refúgio e se torna um espaço fechado, onde cada detalhe carrega tensão.

E o leitor percebe antes dela…
o que torna tudo ainda mais sufocante.

“Algumas oportunidades não são sorte… são armadilhas bem disfarçadas.”

“A regra não protege — ela esconde.”

"Quando algo parece perfeito demais, talvez já seja tarde para duvidar.”

O que mais me marcou foi isso: não é sobre uma casa…
é sobre como a vulnerabilidade pode nos levar exatamente para onde não
deveríamos estar...

Queridos leiam, um thriller que apesar de um ritmo mais lento , cresce e muito e quando você percebe,
já está tão preso quanto a Cathy.






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O Mundo de Sofia de Jostein Gaarder

sexta-feira, 15 de maio de 2026
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Olá Pockets!
Carol Grayshadow por aqui e hoje trago uma indicação ideal para quem aprecia Filosofia.

O romance O Mundo de Sofia, de Jostein Gaarder, ocupa um lugar curioso entre a ficção e o manual introdutório de filosofia, e talvez seja justamente essa ambiguidade que explique tanto seu sucesso.

A obra acompanha Sofia, uma adolescente que passa a receber misteriosas cartas com perguntas aparentemente simples (“Quem é você?”), falo aparentemente por que essa pergunta é extremamente complexa e delicada. 

Já se perguntou: Quem sou eu? Esse questionamento nos leva a uma auto análise profunda e muitas vezes observamos nosso próprio abismo e surpreendentemente ele nos olha de volta. Portanto, esses questionamentos a conduzem por uma jornada através da história da filosofia ocidental de Sócrates a Jean-Paul Sartre.

Gaarder, por meio de sua escrita didática constrói um panorama que tem como principal mérito a acessibilidade. O texto evita conceitos complexos e os apresenta com clareza, tornando-se uma porta de entrada eficiente para leitores iniciantes que querem entender um pouco de filosofia.
Seu valor reside justamente em ser uma ponte simplificada, mas ainda assim eficaz para conduzir o leitor ao vasto território do pensamento filosófico.

Já leu esse livro ou ficou interessado (a) compartilhe suas ideias 👇🏼.



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A lista de leitura para corações solitários

quinta-feira, 14 de maio de 2026
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Hello queridos Pockets! Trago para vocês uma das nossas   LCS no Sociedade Literária Pocket: "A Lista de Leitura para Corações Solitários", da querida @editoraarqueiro, de @saranishaadamsbooks.

Esse livro chegou até mim como um abraço silencioso… daqueles que a gente nem sabia que estava precisando. 

✨ “Os livros podem ser uma forma de entender outras pessoas… e talvez até a nós mesmos.”

A história gira em torno de pessoas que, de alguma forma, estão perdidas: em lutos, rotinas vazias, medos ou solidões, e encontram nos livros uma ponte inesperada de conexão.

Amei como a autora constrói personagens tão humanos e imperfeitos. Cada um carrega suas dores de um jeito muito particular, e é impossível não snis enxergamos em alguns deles. A biblioteca, os livros deixados como pistas e essa corrente invisível de afeto entre desconhecidos criam uma atmosfera acolhedora e, ao mesmo tempo, profundamente reflexiva.

O que mais me tocou foi o modo com a leitura realmente pode ser um ato de cura. Não milagrosa, mas aquele tipo de conforto que vai costurando a gente por dentro, página por página.

Essa leitura teve um ritmo suave, quase como uma conversa íntima,vperfeita para quem gosta de histórias que aquecem o coração, mas também nos fazem pensar sobre nossas próprias conexões.

Saí desse livro com a sensação de que nunca estamos tão sozinhos quanto imaginamos… Sempre existe uma história, ou alguém, capaz de nos encontrar no momento certo.

Se vocês amam livros sobre livros, personagens cativantes e histórias que abraçam, esse aqui é uma daquelas para ser colocado em um local simplesmente especial.

E nos contem: qual livro já foi esse “encontro” em suas vidas? 



 

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Belas Imperfeições de Alice Feeney

quarta-feira, 13 de maio de 2026
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Hello Pockets, como vão? Estava sentindo falta de resenhar um bom thriller e aqui vamos nós, da autora best seller de Dele & Dela e Pedra, Papel e Tesoura, @alicewriterland: “Belas Imperfeições”

Esta é uma daquelas histórias que nos obarrvam enquanto lemos, nada é exatamente o que parece — e talvez seja esse o maior perigo, Feeney constrói uma narrativa onde as falhas humanas não são apenas detalhes… são o próprio enredo. Cada silêncio, cada lembrança distorcida, cada escolha mal explicada carrega um peso que cresce página após página, como um segredo prestes a escapar.

A escrita é afiada, a trama se passa em um cenário isolado, frio, quase claustrofóbica e isso intensifica tudo. A sensação é de estar preso dentro de uma mente confusa, onde realidade e imaginação se misturam.

Grady Green, nosso protagonista, é um escritor em crise, carregando um peso emocional que transborda em cada pensamento. Ele é o tipo de personagem que você não sabe se quer abraçar ou desconfiar. Há uma fragilidade nele, mas também algo incompleto, como se sempre faltasse uma peça.
Abby (sua esposa): mesmo quando não está presente de forma direta, tem uma ausência quase palpável. Ela não é apenas uma personagem, é uma sensação constante, um eco. Quanto mais você tenta entendê-la, mais percebe que ela é feita de camadas que nunca se revelam por completo. E ainda há os moradores da ilha, figuras enigmáticas, quase como peças de um quebra-cabeça maior. Cada um carrega um ar de normalidade estranha, como se todos soubessem algo que nós leitores ainda não descobriu.

Uma obra íntima, como se a autora sussurrasse verdades desconfortáveis diretamente em nosso ouvido. Começamos tentando entender os personagens… e terminamos desconfiando até de nós mesmos.

O que mais marca não são apenas as reviravoltas (que são impecáveis), mas a sensação constante de inquietação, a dúvida que fica mesmo depois de fechar o livro. Porque, no fundo, quem nunca escondeu suas próprias imperfeições?

Esse não é só um thriller.
É um espelho. E nem todo reflexo é fácil de encarar.

“Às vezes, o que mais tememos não é a verdade… mas o que ela revela sobre nós.”

Queridos e o que mais dizer sobre este livro? Se vocês assim como eu gostam de histórias que brincam com nossas mentes, esse aqui vai te conquistar!



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Sem Chances de Adeus de Harlan Coben

terça-feira, 12 de maio de 2026
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Hello Queridos!!! Um autor que amo além da vida @harlancoben com seus livros que nos deixam fora do ar, nada ali é o que aprece, e claro as premissas sempre as melhores, não é para adivinharmos quem é o assassino, e sim para nos viciarmos em suas histórias, este último lançado pela amada @editoraarqueiro: “Sem Chances de Adeus”, é simplesmente perturbador na medida certa.

Marc Seidman, nosso protagonista, não é o típico herói confiante, acorda perdido, fragilizado e com a própria vida destruída, e o mais angustiante: sem se reconhecer, ele não sabe se pode confiar em si mesmo. Ao longo da história, ele não evolui de forma “heroica”, mas sim desesperada. Cada decisão parece mais uma tentativa de se agarrar a alguma verdade do que de resolver o caso. Ele não busca apenas respostas e sim inocência, isso muda completamente a forma como enxergamos tudo.

Monica Seidman, esposa de Marc, presença que permanece na ausência, é uma figura constante, existe: nas memórias, nas dúvidas e, principalmente, nas lacunas. A grande pergunta não é só quem ela foi, mas o quanto Marc realmente a conhecia, uma camada interessantíssima do livro, às vezes, convivemos com alguém… sem realmente enxergar tudo.

Tara Seidman, a filha ausente, é o verdadeiro coração da história. Ela não é apenas o “motivo” da busca , ela é o que mantém Marc de pé, tudo gira em torno dela, o que transforma o suspense mais profundo.
Este livro não nos apresente apenas um crime e sua solução, e sim o medo de perder tudo que ainda dá sentido à vida.

Coben, é um mestre sem dúvidas em criar histórias perfeitas, onde ninguém é totalmente confiável e nem totalmente culpado. Eu simplesmente amei poder ler esta obra onde todos os personagens estão em seu limite, carregando suas próprias sombras, seus fantasmas e fragilidades, e em meio ao caos nós percebemos que o maior mistério não é só o que aconteceu…mas quem essas pessoas realmente são quando tudo desmorona.

Só posso dizer leiam meus queridos, este livro não é só sobre crime, é sobre perda, desespero e amor.

Beijocas e inté a próxima.



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A Última Sinfonia de Sherlock Holmes de Pacali Ducapo

segunda-feira, 11 de maio de 2026
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Hello Queridos!!! Amoooo Sherlock Holmes, e quando recebi este livro me empolguei imensamente, gratidão ao autor @pacali.ducapo e a @elvineassessoria, pela edição de: “A Última Sinfonia de Sherlock Holmes” produzido pela LC Design & Editorial.

Sabe aquele Sherlock Holmes que resolve tudo com lógica impecável e termina a história com respostas organizadas pode esquecê-lo, neste livro o nosso amado detetive não está apenas investigando um crime, ele se aproxima de um colapso silencioso.

O mais interessante nesta obra é a transformação do caos em linguagem, cada pista não esclarece, desestabiliza, cada descoberta não soluciona, aprofunda o abismo.

O violino de Holmes não é apenas um detalhe, aqui ele é um personagem, deixa de ser um instrumento e sim é uma forma de suportar o mundo. A música não acalma, revela, e quanto mais Holmes “toca”, mas percebemos que essa sonata não está sendo composta para o caso, é uma composição única para si mesmo.

Terminei a leitura com aquela sensação rara de que a história não acabou… ela só saiu das páginas e ficou aqui dentro. Não é uma leitura confortável, ecerteza que não fopi criada para isso, Sherlock Holmes não é só o gênio brilhante que resolve tudo, ele é humano, falho, quase sufocado pela própria mente, e isso muda tudo.

O que mais me marcou foi perceber que o mistério não está apenas no crime, mas no próprio Holmes, quanto mais ele entende o mundo, menos parece conseguir existir dentro dele, é como se a inteligência também pudesse ser considerada uma prisão.

Uma das partes mais lindas , foi o violino ser o conforto, o alicerce, que não desmorona, e esta criação posso dizer é ousada e brilhante, porque ela surpreende do inicio ao fim.

“A mente que tudo entende é a mesma que nunca descansa.”

“Nem todo mistério quer ser resolvido — alguns querem ser sentidos.”

“Holmes não tem medo do crime… tem medo do que ele revela.”

“O silêncio entre as notas diz mais do que a própria música.”

Beijocas e inté a próxima.



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