Editora Companhia das Letras
Olá Pockets!
Há obras que simples fato de serem lançados eternizam em nossas peles e nos atravessa, assim é “Nada Nasce ao Luar”, de Torborg Nedreaas da
@companhiadasletras.
Neste romance perfeito para aqueles que como eu que amam ler Ernaux, Alba de Céspedes e Tove Ditlevsen, acompanhamos um retrato visceral da busca das mulheres por autonomia. Não só sobre suas escolhas, mas sobre algo ainda mais íntimo: o direito ao próprio corpo, à própria história, à própria voz.
A narrativa é intensa, silenciosa e carregada de uma tensão emocional que cresce aos poucos, como algo que sempre esteve ali… esperando para vir à tona. Nedreaas escreve com uma delicadeza quase cruel — porque é justamente na sutileza que a dor se revela mais profunda.
Aqui, não há excessos, há contenção, silêncio e verdades nuas, cruas, difíceis e dolorosas.
É um livro que fala sobre o que é ser mulher em um mundo que constantemente tenta limitar, moldar e silenciar. E faz isso com uma sensibilidade que também transforma o íntimo em algo universal. Este livro é inquietante, necessário, impossível de ignorar e arrebatador. Ele não busca respostas fáceis, ele provoca, incomoda e permanece, e talvez seja exatamente isso que o torna tão poderoso.
E vocês também gostam de livros com essa carga emocional mais profunda, nos contem !!!
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Hello Pockets, colmo vão? Gosto de iniciar o mês falando dos desafios que participo, então dando continuidade ao do @amigosdaleituraoficial, o primeiro livro de fevereiro foi com o tema: Um livro cujo autor tenha o nome ou sobrenome começando com C ou D, consegui casar duas letras, escolhi “Fala, Amendoeira” de Carlos Drummond de Andrade, da @companhiadasletras.
Uma perfeita coletânea de crônicas publicadas originalmente na imprensa da época, entre todas a que mais gostei foi a que deu o título ao livro, Drummond estabelece um diálogo com uma amendoeira em frente à sua casa, vendo nela o seu próprio “outono pessoal”. A árvore, é uma metáfora para a passagem do tempo, as transformações da vida e as memórias que permanecem, mesmo após as perdas.
Drummond nos faz refletir com leveza, mas deixa mensagens profundas quanto ao fato de existir uma vida pulsante em um cenário de cimento e compromissos urgentes, onde passamos ás vezes despercebidos da beleza da natureza que grita ao redor da metrópole, nos esquecendo completamento que ainda há espaço para a contemplação de pequenos e belíssimos momentos.
Ele dá características humanas à amendoeira, que floresce e depois outoneia sozinha nos levando a pensar na nossa desorganização e na do mundo, vivemos várias estações ao mesmo tempo, do riso ao choro, da alegria ao desespero.
Drummond tenta nos tocar, mostrar o significado do cotidiano, a amendoeira “fala” através de sua simples existência e da mudança das folhas, nos dando uma lição de renovação necessária.
Super indico queridos, entre uma leitura pesada e outra, dar espaço para ler esta obra linda e sonhar ao mesmo tempo que aprendemos a lidar com o caos que impera em nossas vidas ultimamente!
Beijocas e inté a próxima.
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Hello Pockets, como vão? Novo ano, novos capítulos e novos desafios, iniciando meu primeiro do @amigosdaleituraoficial cujo tema é: Livro cujo autor(a) tenha o nome ou sobrenome iniciado com a letra a ou b, escolhi: “Uma delicada coleção de ausências # de @alinebei da @ciadasletras.
Narrado em terceira pessoa, alterna pensamentos e diálogos em um estilo próprio de
@alinebei que na minha humilde opinião é perfeito, conheceremos: Margarida, a avó, Laura, a neta e Filipa, a bisavó.
Margarida cria a neta que foi abandonada ainda bebê pela própria filha, Glória. Acompanharemos Margarida no passado: a juventude no circo, como assistente do mágico Oberon e o amor intenso vivido com um palhaço cigano, e o presente em Belva, cidade onde mora com Laura.
Gloria se torna o pivô das ausências, dores, abandono, moldando a vida de avó e neta. Quando Filipa chega na casa, as dores retornam com força e a rotina adquire um novo tom:
“Margarida varre a cozinha em silêncio, desviando a vassoura das caixas, o que para Laura, a esta hora da manhã, é um gesto novo. o que a menina não sabe é que a avó não faz isso por causa da sujeira — que Margarida encontra e empurra para o fundo da pá —, e sim para buscar uma imagem que possa dar sentido ao peso da presença tão repentina da mãe.”
Três gerações que enfrentam despedidas, rompimentos e traumas.
...“talvez envelhecer seja lidar imensamente com o próprio corpo, com esse estado de presença brutal, à beira do insuportável, um corpo que, de tanto ser visto, agora precisa ser desvisto se os olhos dos outros não quiserem morrer por antecipação.”
“os velhos, tal qual as crianças, precisam ser verificados o tempo todo, pois a morte é um anjo que os sobrevoa constantemente.”
Não tenho nem adjetivos capazes de transparecer a perfeição desta obra dolorida, delicada e maravylynda, deixo apenas minhas lágrimas caírem em sinal da empatia, compaixão e gratidão por ter
@alinebei conosco e suas lyndas criações.
Só posso dizer meus queridos leiam!!!!
Beijocas e inté a próxima.
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