Olá, Pockets!!!
Hoje a indicação de livro é diferente de qualquer coisa que eu tenha lido até agora, estou falando de Biotecnosfera: uma experiência de sociedade. É de autoria de Lucas Araujo e lemos em parceria com a @lcagcomunicacao
O contexto da história se dá em um mundo colapsado, devido aos excessos cometidos em relação à natureza”. Então é formado um conselho com seis nomes (mais tarde conheceremos o sétimo elemento). Iniciamos o texto com a apresentação de várias propostas de governo, do ponto de vista econômico, mudanças climáticas, saúde pública, segurança e educação. Cada nome do conselho apresenta suas propostas. Como leitora fui automaticamente levada a julgar as ideias, concordar com algumas e questionar outras. (E me dei o direito de me aborrecer também com essa reunião).
Quando o sétimo personagem, Noah entra na história, minha forma de leitura muda completamente. Primeiro achei o personagem o mais questionador, incômodo, depois me identifiquei com ele, estava mentalmente fazendo perguntas que mais tarde ele faria ao conselho.
Nas propostas percebemos a presença contínua de tecnologia para solucionar os problemas do planeta, monitorar comportamentos humanos, variações na água, solo...previsões de futuro com simulações. Mas será que essa “invasão” tecnológica, que nos auxilia tão bem com respostas rápidas e precisas sobre um assunto seria suficiente para recomeçarmos uma vida de modo sustentável? E o fator humano, perde sua utilidade?
O livro traz diversas pautas para discussão, desde religião ao comportamento humano (destrutivo e egoísta) diante da necessidade de sermos úteis à terra, no sentido de nos educarmos para a regeneração ambiental, social e a vida em comunidade. Me questionei várias vezes se esse modelo de sociedade apresentada nos daria liberdade pra sermos o que quisermos ou se estaríamos presos a um modelo de vida programada, assim como em Admirável mundo novo: controle e propósito.
Sobre as impressões, confesso que me incomodei bastante no início, com a forma de apresentação do texto, mas o livro segue uma lógica interessante, aos poucos tudo vai fazendo sentido. Me deu uma sensação de desespero no final porque fiquei na dúvida se o Noah (sétimo do conselho) deveria ou não participar de tudo isso. Mas fiquei satisfeita!

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