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Quando os pássaros voam para o sul de Lisa Ridzén

sexta-feira, 3 de julho de 2026


Hello Pockets! Há histórias que não são sobre o final da jornada, e sim sobre o que ainda insiste em permanecer… mesmo quando tudo começa a ir embora...

Quando os pássaros voam para o sul” de @lisaridzen da @editorarecord, me levou diretamente para dentro da cabeça de Bo, não foi algo confortável...Foi humano.

Bo, um vizinho de 80 anos, enfrenta o fim, agarrado ao que ainda reconhece: seu cão Sixten, suas rotinas, suas memórias… e, principalmente, à presença constante (mesmo que distante) de Frederika.

Mas a memória falha, o tempo se mistura, e o que é agora já não se separa do que foi. Ele não e apenas um homem envelhecendo,vé alguém tentando não desaparecer dentro de si mesmo. Hans seu filho, prático, preocupado… mas também distante daquilo que o pai sente. Representa o cuidado, mas também o conflito. Frederika, mesmo ausente, é presença o tempo todo, é com ela que Bo conversa, como se ainda pudesse segurar algo que já está escapando.

E o mais doloroso é isso:
ninguém está exatamente errado. Mas ainda assim… dói e muito.

Por vários momentos precisei respirar, a narrativa alterna entre o que Bo sente
e o que os outros registram sobre ele. E aí vem o impacto:
existem várias versões de uma mesma vida, mas só uma delas é a que vem de dentro.

Percebi cairmos medos, inclusive que também são meus: o silencioso de deixar de ser quem a gente foi, o peso de cuidar… e de precisar ser cuidado, e a saudade de algo que ainda nem acabou, mas já está indo.,.

Um susaurrobsobre a velhice e o que ela representa, e talvez seja isso que machuque mais e tanto...

Porque, no fundo, ele não fala só sobre Bo, fala sobre todos nós… e sobre aquilo que um dia também vamos esquecer.

E isso… fica. Queridos só no posto dizer leiam, com maestria passamos a refletir aquela que não cercam que assim como BO e que talvez ainda tenhamos tempo de ser mais carinhosos e atenciosos respeitando a história deles.





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