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De volta pra mim da Elena Armas

domingo, 5 de julho de 2026
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Oi, Pockets!

A dica de hoje é De volta pra mim da Elena Armas publicado pela @editoraarqueiro

A história acompanha Frankie, uma escritora de romances que está enfrentando um momento difícil na carreira e ainda precisa lidar com um stalker que começa a invadir sua vida. Durante uma convenção literária, ela reencontra Turner, melhor amigo do seu irmão e também seu amigo de infância. Os dois carregam sentimentos que nunca foram totalmente resolvidos e acabam sendo obrigados a conviver novamente, revisitando o passado enquanto tentam entender o que ainda existe entre eles.

Eu gosto bastante da escrita da Elena. Os livros dela sempre conseguem misturar romance, momentos divertidos, personagens carismáticos e cenas hots de uma forma natural.

Mesmo sendo uma história curta, achei que ela foi muito bem desenvolvida. Gostei bastante da forma como Frankie e Turner se reencontram e, principalmente, de como finalmente começam a conversar sobre tudo o que sentem. Esse sentimento existe desde a adolescência e acompanhar os dois tentando entender o que fazer com isso tantos anos depois.

Claro que eu fiquei um pouco chateada em vários momentos. 😂 Tudo poderia ter sido resolvido muito antes com uma conversa. O amor sempre esteve ali, bastante evidente para quem estava lendo.

Outra coisa que me incomodou foi aquele velho discurso de "não mexe com a minha irmã". Sinceramente, acho que os irmãos deveriam ficar felizes em ver a irmã se relacionando com alguém de confiança, ainda mais com uma pessoa como o Turner, que demonstra o tempo todo ser alguém respeitoso, cuidadoso e que realmente gosta dela.

Apesar da história envolver um stalker, achei que esse mistério foi bem conduzido. A autora consegue criar uma tensão ao longo da narrativa e gostei da forma como tudo foi explicado no final.

Não foi uma das minhas histórias favoritas da Elena Armas, mas ainda assim foi uma leitura gostosa. É aquele romance que se lê rapidinho, perfeito para distrair a mente, sair de uma ressaca literária e passar algumas horas acompanhando um casal que a gente torce para finalmente criar coragem de falar o que sente.

Leitura disponível na @audible_



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Quando os pássaros voam para o sul de Lisa Ridzén

sexta-feira, 3 de julho de 2026
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Hello Pockets! Há histórias que não são sobre o final da jornada, e sim sobre o que ainda insiste em permanecer… mesmo quando tudo começa a ir embora...

Quando os pássaros voam para o sul” de @lisaridzen da @editorarecord, me levou diretamente para dentro da cabeça de Bo, não foi algo confortável...Foi humano.

Bo, um vizinho de 80 anos, enfrenta o fim, agarrado ao que ainda reconhece: seu cão Sixten, suas rotinas, suas memórias… e, principalmente, à presença constante (mesmo que distante) de Frederika.

Mas a memória falha, o tempo se mistura, e o que é agora já não se separa do que foi. Ele não e apenas um homem envelhecendo,vé alguém tentando não desaparecer dentro de si mesmo. Hans seu filho, prático, preocupado… mas também distante daquilo que o pai sente. Representa o cuidado, mas também o conflito. Frederika, mesmo ausente, é presença o tempo todo, é com ela que Bo conversa, como se ainda pudesse segurar algo que já está escapando.

E o mais doloroso é isso:
ninguém está exatamente errado. Mas ainda assim… dói e muito.

Por vários momentos precisei respirar, a narrativa alterna entre o que Bo sente
e o que os outros registram sobre ele. E aí vem o impacto:
existem várias versões de uma mesma vida, mas só uma delas é a que vem de dentro.

Percebi cairmos medos, inclusive que também são meus: o silencioso de deixar de ser quem a gente foi, o peso de cuidar… e de precisar ser cuidado, e a saudade de algo que ainda nem acabou, mas já está indo.,.

Um susaurrobsobre a velhice e o que ela representa, e talvez seja isso que machuque mais e tanto...

Porque, no fundo, ele não fala só sobre Bo, fala sobre todos nós… e sobre aquilo que um dia também vamos esquecer.

E isso… fica. Queridos só no posto dizer leiam, com maestria passamos a refletir aquela que não cercam que assim como BO e que talvez ainda tenhamos tempo de ser mais carinhosos e atenciosos respeitando a história deles.





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Nada Nasce ao Luar de Torborg Nedreaas

quinta-feira, 2 de julho de 2026
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Olá Pockets!

Há obras que simples fato de serem lançados eternizam em nossas peles e nos atravessa, assim é “Nada Nasce ao Luar”, de Torborg Nedreaas da @companhiadasletras.

Neste romance perfeito para aqueles que como eu que amam ler Ernaux, Alba de Céspedes e Tove Ditlevsen, acompanhamos um retrato visceral da busca das mulheres por autonomia. Não só sobre suas escolhas, mas sobre algo ainda mais íntimo: o direito ao próprio corpo, à própria história, à própria voz.

A narrativa é intensa, silenciosa e carregada de uma tensão emocional que cresce aos poucos, como algo que sempre esteve ali… esperando para vir à tona. Nedreaas escreve com uma delicadeza quase cruel — porque é justamente na sutileza que a dor se revela mais profunda.

Aqui, não há excessos, há contenção, silêncio e verdades nuas, cruas, difíceis e dolorosas.

É um livro que fala sobre o que é ser mulher em um mundo que constantemente tenta limitar, moldar e silenciar. E faz isso com uma sensibilidade que também transforma o íntimo em algo universal. Este livro é inquietante, necessário, impossível de ignorar e arrebatador. Ele não busca respostas fáceis, ele provoca, incomoda e permanece, e talvez seja exatamente isso que o torna tão poderoso.

E vocês também gostam de livros com essa carga emocional mais profunda, nos contem !!!



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A Outra Face da Morte do Pedro Luiz Sarro

quarta-feira, 1 de julho de 2026
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Oi, Pockets! 💙📚

A dica de hoje é A Outra Face da Morte, do Pedro Luiz Sarro, leitura realizada na leitura coletiva organizada pela @lcagcomunicacao.

Falar sobre a morte nunca é fácil. É um tema sensível, que cada pessoa vivencia de uma forma diferente. Justamente por isso achei muito interessante a maneira como o autor conduz essa história. Em vez de tratar a morte apenas como um momento de dor, ele nos convida a refletir sobre a vida, o luto, a espiritualidade e nossas escolhas.

A narrativa acompanha Neto, um jovem que, após enfrentar perdas importantes, inicia uma jornada de autoconhecimento. Nesse caminho, Peter, seu avô, se torna a figura mais marcante da história. Vindo da Noruega e carregando uma enorme bagagem de experiências, ele compartilha sua visão sobre a vida e a morte com muita serenidade. Foi, sem dúvidas, meu personagem favorito.

O amor entre Peter e Maria da Luz é retratado de uma forma muito bonita, mas também me chamou a atenção o carinho que ele demonstra pela filha Helena e pela esposa Vitória. São relações construídas com muito respeito, cuidado e afeto, que tornam os personagens ainda mais humanos e fazem a gente se apegar à família ao longo da história.

Outro ponto que despertou minha curiosidade foi a abordagem da doutrina espírita. Mesmo sendo católica, gosto muito de conhecer outras formas de compreender a morte e o que pode existir além dela. É um tema que sempre me faz refletir e amplia minha forma de enxergar a vida.

Confesso que, em alguns momentos, fiquei com um pé atrás em relação ao Neto. Tive a impressão de que ele demorou para valorizar tudo o que tinha ao seu redor e foi somente após as perdas que sofreu que começou a enxergar o mundo de outra maneira. Ainda assim, gostei de acompanhar sua evolução.

As viagens por diferentes países também enriquecem a narrativa, mostrando como novas culturas e experiências podem transformar uma pessoa.

A história nos convida a olhar para a morte com menos medo. Afinal, o luto faz parte da vida de todos nós, mas cada pessoa aprende a vivê-lo de uma forma única.

💙 O livro está disponível para compra na Amazon.




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Parir monstros; devorar filhos de Raul Damasceno

segunda-feira, 29 de junho de 2026
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Oi, Pockets!

A dica de hoje é Parir monstros; devorar filhos, do Raul Damasceno, publicado pela Astral Cultural. Esse foi o meu primeiro contato com a escrita do Raul e já posso dizer que quero ler tudo o que ele escrever.

É uma história pesada, dolorosa e humana. Não é uma leitura fácil, mas também é daquelas impossíveis de largar. A escrita tem uma beleza quase poética que contrasta com a dureza dos acontecimentos, fazendo a narrativa ganhar ainda mais força.

Ao longo da leitura vivi um verdadeiro turbilhão de emoções. Em alguns momentos fiquei angustiada, em outros revoltada e, em vários, precisei fechar o livro por alguns minutos para respirar.

Essa leitura também me tocou de uma forma muito pessoal. Em 2024, eu perdi um bebê, e foi impossível não me emocionar ao acompanhar as diferentes formas como Raul aborda a maternidade. Não existe apenas um jeito de ser mãe. O livro apresenta mulheres que desejam um filho, mulheres que rejeitam essa experiência e mulheres atravessadas pela culpa, pelo medo, pelo amor e pelas expectativas impostas pela sociedade. Ler tudo isso despertou sentimentos que eu nem imaginava revisitar.

E é justamente aí que está uma das maiores forças da obra: ela não julga suas personagens. Apenas nos coloca diante delas e nos deixa sentir.

A relação entre Juriti e Sáusa foi uma das partes que mais me marcou. É uma amizade complexa, construída entre amor, inveja, culpa, acolhimento e dor. Em vários momentos eu não sabia exatamente o que sentir por elas, e acho que esse era justamente o objetivo do autor.

Os filhos também carregam marcas profundas. O livro mostra como a forma como somos criados, os silêncios, os traumas e os afetos atravessam gerações. Ninguém sai ileso dessa história. E os homens... sinceramente? Até agora eu não sei definir meus sentimentos em relação a eles. Em alguns momentos senti compaixão. Em outros, raiva. Depois compreensão. Logo em seguida, indignação novamente. São personagens humanos, cheios de contradições, e isso torna tudo ainda mais desconfortável.

A forma como Raul constrói a narrativa é incrível. As referências às músicas, especialmente às canções de Fagner, não estão ali apenas como trilha sonora, elas ajudam a contar a história deixando a escrita quase musical e poética.

Foi impossível não querer marcar o livro inteiro. Alguns trechos ficaram comigo:

✨ "O amor, quando se entranha na gente, é em tudo parecido com o anzol: te fisga e te segura de tal maneira que só sai se for rasgando tudo."

✨ "Amar é coisa de sangue."

✨ "Amizade é se deixar guiar pela cegueira do outro."

A ambientação da pequena vila de pescadores também merece destaque. O mar deixa de ser apenas cenário e passa a respirar junto com os personagens. Tudo parece ter vida: o vento, a água, o silêncio e até as canções.

A história mexeu comigo o tempo inteiro. É uma leitura que inquieta, faz questionar, sentir, sofrer e refletir. Não é um livro para passar o tempo; é daqueles que continuam morando na gente muito depois da última página. Foi a leitura que mais me impactou este ano e, sem dúvida, entrou para a lista das minhas favoritas. 



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