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RESENHAS
O Emboaba de Gabriel Sobolewski
sexta-feira, 28 de agosto de 2026
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Oi, Pockets!
Hoje a dica é O Emboaba, de Gabriel Sobolewski, uma leitura que acompanhei na leitura coletiva organizada pela @lcagcomunicacao.
A história acompanha Felipe de Miranda, um jovem capixaba que, no início do século XVIII, deixa para trás a família, a noiva e uma vida confortável para se aventurar pelos sertões em direção às Minas Gerais, no auge da corrida pelo ouro. Tudo isso é registrado por Felipe em seu diário, que teria permanecido escondido durante séculos até ser encontrado por um historiador nas ruínas do misterioso Arraial da Boa Nova.
Algo que ganhou muitos pontos comigo foi o fato de a história ser contada por meio de um diário. Esse tipo de narrativa sempre me dá uma sensação maior de proximidade com a história e com os personagens. Felipe vai registrando a viagem, os encontros pelo caminho, a chegada à região mineradora e, principalmente, a formação daquele novo espaço marcado pela corrida do ouro.
Aos poucos, aparecem pessoas vindas de diferentes regiões, além dos conflitos, disputas, doenças, fome, violência e toda a precariedade enfrentada por quem se aventurava pelo interior em busca de riqueza.
E não pensem que é um passeio bonito pelas Minas, não. 😂
A narrativa apresenta um Brasil colonial bastante duro. A busca pelo ouro expõe ganância, violência e exploração e, principalmente, mostra o quanto algumas pessoas eram capazes de perder a humanidade diante da possibilidade de enriquecimento.
Algumas passagens foram especialmente dolorosas para mim, principalmente aquelas envolvendo os povos indígenas e as diferentes formas de violência praticadas contra eles. Também incomoda perceber como determinados personagens simplesmente naturalizam o que está acontecendo ou preferem fechar os olhos quando aquilo não os atinge diretamente.
E eu passei raiva até com o nosso protagonista. 😂
Felipe, meu filho... teve momentos em que foi difícil defender você!
Apesar de acompanhar tudo pelo olhar dele, não consegui enxergá-lo como um grande herói. Em vários momentos, achei Felipe covarde e muito preocupado em provar alguma coisa, para os outros e talvez para ele mesmo. Para mim, parte da decisão de embarcar naquela aventura estava ligada justamente a esse desejo de se mostrar capaz. E algumas escolhas dele durante a história me fizeram querer entrar no livro só para dar uma boa sacudida no rapaz. 😂
Mas acho interessante quando uma leitura provoca isso. Felipe não é um personagem que simplesmente observamos de longe: concordamos com ele, discordamos, sentimos raiva e questionamos suas atitudes.
Outro ponto que tornou a experiência ainda mais especial para mim foi a ambientação em Minas Gerais. Como estou morando em Minas, acompanhar esse percurso pelo território e encontrar referências a lugares relacionados à formação de cidades que conhecemos hoje deixou a leitura ainda mais interessante. Em alguns momentos, parecia que eu estava fazendo um passeio pela história mineira junto com os personagens.
Outra coisa que achei muito interessante foi descobrir o próprio significado de “emboaba”. Eu não conhecia o termo antes dessa leitura e, como boa curiosa, fui pesquisar. Foi aí que descobri um pouco mais sobre os chamados emboabas e sobre a Guerra dos Emboabas, conflito que aconteceu justamente nesse contexto de disputas pelas regiões mineradoras.
E sabe quando um livro abre a porta para outros livros? Pesquisando sobre o assunto, descobri que existem outras obras que também retratam esse período e fiquei com vontade de continuar conhecendo essa parte da nossa história pela literatura.
Acho muito gostoso quando uma leitura faz isso: a gente termina uma história, mas ela deixa várias outras pelo caminho.
O Emboaba acabou sendo, para mim, não apenas uma leitura muito fluida, li em apenas dois dias, mas também um convite para conhecer melhor um período da história do Brasil sobre o qual eu sabia muito pouco.
E acho que esse foi um dos pontos mais legais da experiência: terminei o livro, mas a curiosidade continuou. Fiquei querendo pesquisar mais sobre os emboabas, sobre a Guerra dos Emboabas, sobre os lugares mencionados e até conhecer outras obras que abordam esse período.
No fim, O Emboaba foi uma leitura que me divertiu, me fez passar raiva, me incomodou em alguns momentos e, principalmente, despertou minha curiosidade. E eu gosto muito quando um livro consegue fazer tudo isso.
E vocês, Pockets, já conheciam o termo “emboaba”? Já leram algum livro ambientado nesse período da história do Brasil?
Acho muito gostoso quando uma leitura faz isso: a gente termina uma história, mas ela deixa várias outras pelo caminho.
O Emboaba acabou sendo, para mim, não apenas uma leitura muito fluida, li em apenas dois dias, mas também um convite para conhecer melhor um período da história do Brasil sobre o qual eu sabia muito pouco.
E acho que esse foi um dos pontos mais legais da experiência: terminei o livro, mas a curiosidade continuou. Fiquei querendo pesquisar mais sobre os emboabas, sobre a Guerra dos Emboabas, sobre os lugares mencionados e até conhecer outras obras que abordam esse período.
No fim, O Emboaba foi uma leitura que me divertiu, me fez passar raiva, me incomodou em alguns momentos e, principalmente, despertou minha curiosidade. E eu gosto muito quando um livro consegue fazer tudo isso.
E vocês, Pockets, já conheciam o termo “emboaba”? Já leram algum livro ambientado nesse período da história do Brasil?


