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Bourbon e Mentiras de Victoria Wilder

quinta-feira, 13 de agosto de 2026
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Hello, queridos Pockets!

Amoooo livros em série! Adoro quando um primeiro volume consegue apresentar um universo tão interessante que já nos deixa ansiosos pelos próximos. E foi exatamente isso que senti com Bourbon e Mentiras, de @authorvictoriawilder da @editoraarqueiro. Bourbon e Mentiras consegue equilibrar muito bem e intensidade de romance e suspense, entregando uma leitura envolvente, sensual e cheia de mistérios.

Logo somos apresentados à pequena Fiasco, Kentucky, onde existe uma superstição curiosa: apaixonar-se por um dos irmãos Foxx pode ser fatal. Confesso que foi justamente essa premissa que despertou minha atenção e me fez querer descobrir tudo o que havia por trás dessa suposta maldição.

Grant Foxx é um protagonista marcado pela culpa e pelas perdas. Laney, por outro lado, chega à cidade tentando fugir do próprio passado. Entre olhares desconfiados, segredos, mentiras e uma atração impossível de ignorar, nasce um romance cercado por perigo.

Gostei bastante da ambientação na destilaria de bourbon. É um cenário diferente, muito bem explorado e que dá personalidade à narrativa. Também achei interessante a forma como a autora mistura investigação, romance e suspense sem deixar que um elemento ofusque o outro.

A química entre Grant e Laney funciona muito bem. Os diálogos alternam momentos leves e divertidos com cenas intensas, revelando aos poucos as fragilidades de cada personagem.

Embora o ritmo desacelere um pouco na parte central da história, a curiosidade permanece viva graças aos segredos que vão sendo revelados aos poucos. E, quando a trama volta a acelerar, fica difícil largar o livro.

Mais do que um romance, encontrei uma história sobre confiança, culpa, recomeços e sobre como o passado sempre encontra uma maneira de voltar quando acreditamos que ele ficou para trás.

Foi uma leitura envolvente e que despertou minha curiosidade para conhecer melhor os outros irmãos Foxx. Se este é apenas o começo da série, mal posso esperar para descobrir o que os próximos livros reservam.

🥃 Se você gosta de romances com suspense, cidades pequenas, famílias cheias de segredos, protagonistas marcados pelo passado e uma boa dose de tensão.



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A pequena loja dos grandes milagres do Keigo Higashin

terça-feira, 11 de agosto de 2026
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Hello, Pockets! 🤎
Vocês sabem o quanto eu amo um comfort book. Daqueles que abraçam a gente sem fazer barulho, aquecem o coração e deixam aquela sensação gostosa de que tudo vai ficar bem.

Foi exatamente isso que encontrei em A pequena loja dos grandes milagres, do Keigo Higashin (東野圭吾【公式】) da @editoraarqueiro.

Logo nas primeiras páginas, Keigo Higashino desperta nossa curiosidade com uma premissa inusitada. Três jovens entram em uma antiga mercearia abandonada acreditando que encontraram apenas um esconderijo. No entanto, aquele lugar guarda um segredo capaz de atravessar décadas e transformar não apenas a vida de quem escreve uma carta, mas também a de quem a responde.

Foi impossível não querer descobrir o que havia por trás de cada envelope.
O que mais me encantou, porém, não foi o mistério. Foi a delicadeza com que o autor fala sobre pessoas. Sobre dúvidas que todos nós carregamos, escolhas que parecem impossíveis de tomar e a necessidade, tão humana, de sermos ouvidos por alguém que nos responda com honestidade.

Cada carta abre uma nova história. Cada personagem chega carregando seus medos, sonhos e arrependimentos. E, sem que percebamos, começamos a criar laços com todos eles. Em determinado momento, deixei de tentar descobrir como tudo se conectaria e simplesmente me permiti viver cada encontro que o autor preparou.

Quando as histórias começam a se entrelaçar, acontece aquela mágica que adoro encontrar em um livro: a sensação de que nenhuma página estava ali por acaso. Tudo faz sentido. Tudo encontra seu lugar. E é impossível não admirar a inteligência com que Keigo Higashino constrói essa narrativa.
Também gostei muito do equilíbrio entre fantasia e realidade. A viagem no tempo existe, mas nunca se sobrepõe às emoções. Ela funciona apenas como um caminho para falar sobre esperança, arrependimentos, recomeços e sobre o impacto que nossas palavras podem ter na vida de alguém.

E talvez seja justamente aí que mora o verdadeiro milagre da Mercearia Namiya. Não nas cartas que atravessam o tempo. Mas na coragem de ouvir, de acolher e de responder com o coração. Ao terminar a leitura, fiquei pensando em quantas vezes uma conversa, um conselho ou um gesto de gentileza mudaram completamente o rumo da minha vida. Talvez nós nunca saibamos o alcance das palavras que oferecemos a alguém. Talvez o maior presente que podemos dar seja exatamente esse: estar presentes quando alguém precisa de uma resposta.

Mais do que um romance, encontrei uma história sobre humanidade. Daquelas que aquecem o coração, fazem a gente desacelerar e lembram que, mesmo em um mundo tão corrido, a empatia continua sendo capaz de realizar pequenos milagres.

✨ Agora nos contem: qual foi o último livro que fez vocês fecharem a última página com o coração quentinho? Quero muito aumentar a minha lista de comfort books!

Beijocas e inté! 🤎



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O fim chega para todos de Evelyn Clarke

segunda-feira, 10 de agosto de 2026
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Olá Pockets!
Carol Grayshadow por aqui e hoje trago a indicação do livro de Evelyn Clarke da editora Record

📚 O fim chega para todos.

“A imaginação precisa de ingredientes”

Essa frase acompanha toda a experiência de leitura e revela que este não é apenas um thriller de mistério, mas também uma homenagem ao próprio ato de criar histórias e poucas frases definem tão bem uma história quanto essa.

A premissa do livro é irresistível ao colocar seis escritores em uma ilha isolada, um autor lendário morto e um manuscrito sem final. A partir daí, a narrativa brinca com as expectativas do leitor ao mostrar que, para construir uma boa história, não basta talento, pois é preciso observar pessoas, compreender seus medos, seus desejos e as contradições que carregam com elas. Portanto, a imaginação realmente precisa de ingredientes.
O livro mistura todos esses ingredientes mais uma boa dose de metalinguagem, ao colocar escritores no centro da trama, tentando desvendar um enigma e concluir uma história inacabada.

Ao decorrer da história nos questionamos: Afinal, de onde vêm as boas histórias? De onde nasce a fonte criativa de um escritor?Existe um ritual de escrita? E o livro sugere que elas nascem da observação das pessoas, das emoções e dos acontecimentos mais inesperados, conluindo que a imaginação, sozinha, não basta; ela precisa ser alimentada.

O fim chega para todos é uma história sobre escritores, leitores e o poder das narrativas, como também sobre a dificuldade de se inserir no mercado editorial e ter o tão almejado sucesso literário.
Uma ótima escolha para quem aprecia escritores como Agatha Christie e seus mistérios.

E você leitor (a)? Já leu ou ficou interessado (a) nesse livro? Comenta 👇🏼 e vamos conversar sobre.



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Parceiras no Crime no Prime Video.

sábado, 8 de agosto de 2026
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Oi, Pockets!

Minha indicação de hoje é Parceiras no Crime, disponível no Prime Video.

Duas melhores amigas, Debbie e Judith, veem suas vidas virarem de cabeça para baixo quando Debbie descobre que Judith não é uma simples perita contábil, mas uma assassina internacional. Enquanto tentam escapar de pessoas que as perseguem, elas também precisam lidar com um esquema de corrupção envolvendo o marido de Debbie. O que se segue é uma corrida contra o tempo, recheada de reviravoltas, segredos e uma viagem pela Europa em busca da verdade.

A série conta com apenas 8 episódios, o que torna fácil para maratonar. É perfeita para assistir em um fim de semana!

Eu gostei muito dessa série! Foi daquelas que comecei sem grandes expectativas e terminei completamente envolvida com a história. A combinação entre ação, drama e humor ficou na medida certa. Em nenhum momento senti que um elemento ofuscava o outro, e isso tornou a experiência muito divertida.

O que mais me conquistou foi a amizade entre Debbie e Judith. Achei muito interessante conhecer o passado da Judith e acompanhar a forma como as duas se aproximam e constroem uma relação de confiança. Também gostei de como a série mostra que, muitas vezes, encontramos grandes amizades no ambiente de trabalho, e algumas delas levamos para a vida inteira.

Confesso que fiquei triste com a morte de um personagem. Eu tinha me apegado bastante a ele, rs.

Outro ponto que merece destaque é a escolha do elenco. É muito bom ver protagonistas femininas que fogem dos padrões que a sociedade costuma impor, tanto em relação à aparência quanto à idade. A série mostra que isso não define a força, a inteligência ou a capacidade de enfrentar desafios. Debbie e Judith têm seus próprios conflitos, medos e qualidades, e isso faz com que sejam personagens humanas e muito fáceis de gostar.

E preciso elogiar as atuações de Octavia Spencer e Hannah Waddingham. As duas entregam personagens carismáticas, divertidas e emocionantes, com uma química excelente em cena.

E me conta: vocês já assistiram ou ficaram com vontade de conhecer essa dupla?



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O Amor Não é Óbvio - Elayne Baeta

quinta-feira, 6 de agosto de 2026
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Contém spoilers kkkkk

Sabe aqueles livros que você aguarda ansiosamente pelo lançamento, compra e depois simplesmente vai deixando para ler “depois”? O Amor Não é Óbvio foi um desses para mim.

Demorei anos para finalmente dar uma chance a essa leitura e, na mesma hora, me arrependi de não ter lido antes. Mas, como sempre falo, se eu só li agora, é porque eu precisava de alguma coisa que estava escrita ali.

Acompanhar as histórias por toda São Patrique foi uma delícia. Como boa ouvinte, amei saber das fofocas e das vidas das personagens. E talvez tenha sido justamente isso que fez o livro me tocar tanto: enquanto eu acompanhava a história delas, também fui reencontrando pedaços da minha própria história.

A história começa com Íris investigando Édra depois do fim do casal mais perfeito da escola, Camila e Cadu - vulgo, a paixão de Íris desde sempre.

O romantismo e a paixão de Íris por novelas fizeram com que ela começasse essa investigação. Eu ri muito de como ela virou uma stalker, dizendo para si mesma que era apenas curiosidade para descobrir quem era a pessoa capaz de separar um casal tão perfeito. Ao mesmo tempo em que achei tudo muito engraçado, fiquei agoniada esperando o momento em que ela seria pega ou acabaria se machucando.

Íris me fez rir e voltar no tempo com as fofocas da escola. Lembrei de quando a primeira garota do nosso grupo “perdeu a virgindade” e isso virou assunto por semanas. Ao fim daquele ano, todas as garotas já não eram mais virgens e até quem era, como eu, fingia que não era para se enturmar. Vergonha da Kim de 15 anos. Kkkkk.

A primeira garota a ficar grávida na minha sala, por coincidência, foi também a primeira garota que eu beijei na vida — e o beijo que eu realmente conto como o primeiro, porque selinho eu dou até na minha vó. Kkkkk.

Acho que todos nós já tivemos uma amiga que surtou como a Poly em busca de um amor. No caso dela, especificamente, em busca da tão subestimada perda da virgindade antes da formatura.

Falando na Poly, eu amei a maneira como ela consegue ser meiga e, ao mesmo tempo, completamente surtada. Muitos livros colocam as personagens em caixinhas: ou elas são doces e delicadas, ou são maluquinhas e caóticas. Parece que uma pessoa não pode ser as duas coisas ao mesmo tempo. Poly mostra justamente o contrário.

Wilson também me conquistou. Ele mostra como um nerd muitas vezes é zoado e desvalorizado, mas, mesmo assim, nunca perdeu o seu brilho.

A semana de combate às DSTs na adolescência e o Wilson sendo o “homem preservativo” me fizeram lembrar das campanhas de prevenção na escola. A professora ensinando a usar o preservativo masculino em um tubo de cola e em uma banana, enquanto o esqueleto da sala de ciências era usado para mostrar como utilizar o preservativo feminino - que muitos de nós nem sabíamos que existia. Kkkkk.

Dona Símia me fez lembrar da amizade que eu tinha com Dona Maria, uma senhorinha que morou na kitnet aqui de casa. Fiquei muito amiga dela, e ela me ensinou a fazer tapete de retalhos. Às vezes, eu ficava até tarde conversando com ela enquanto ouvíamos as músicas dos tempos de menina dela, tomávamos chá e ela me contava algumas histórias.

A Dona Símia e sua insistência com o chá me fizeram perceber que, às vezes, tudo o que precisamos para realmente nos entendermos é dar o primeiro passo. A história da sua não formatura que ela conta para Íris e o conselho depois, me deixaram refletindo sobre muitas coisas que deixei passar.

As amizades e as conversas com Édra também me fizeram rir. Sempre fui uma alienígena e, ao mesmo tempo em que fui corajosa como Édra, também me escondi muitas vezes como Íris, me enfiando no meu próprio casulo e afastando todos ao meu redor.

As pessoas do Submundo mostraram como existem lugares em que muitos de nós, que nos escondemos do mundo, podemos realmente existir e ser quem somos sem as amarras do olhar dos outros.

Os amigos de Íris deixaram meu coração quentinho, porque amizades verdadeiras são assim. Podem ser aquelas que existem desde sempre ou aquelas que simplesmente surgem “do nada”. O mais importante é que vocês se enxerguem como indivíduos e se amem apesar de tudo.

Maurício foi um dos meus personagens favoritos. Além de trabalhar em uma livraria, que é um dos meus sonhos, ele é gay assumido e não leva desaforo para casa. Impossível não gostar dele.

Cadu também me surpreendeu. Ele ensinou mais para Íris em uma única noite do que “Amor em Atos” e Maritza conseguiram ensinar em meses. E eu também aprendi muito com ele.

Principalmente sobre como sempre achamos que conhecemos uma pessoa quando, na verdade, acompanhamos apenas um pedacinho dela. Isso diz muito sobre os recortes que vemos nas redes sociais: as pessoas mostram aquilo que querem que seja visto, e quase nunca temos acesso à história inteira.

Os pais de Íris me fizeram gargalhar e lembrar de acontecimentos da minha própria infância. Meu pai, superprotetor, não queria deixar que eu fizesse coisas básicas, enquanto minha mãe estava sempre me incentivando a conhecer o meu mundo.

E talvez por isso eu tenha entendido tanto a Édra.

A liberdade dela incomoda muita gente. Ela me fez revisitar a Kimberly adolescente, que vivia brigando com o pai porque queria viver intensamente, enquanto ele sempre queria me manter sob suas asas.

Édra nos mostra um lado muito bonito de assumir as próprias escolhas diante do mundo e não baixar a cabeça por causa delas. O maior enfrentamento dela nunca foi com o pai ou com seus amores. O maior enfrentamento dela acontece todos os dias, sendo uma alienígena vivendo em um mundo que, muitas vezes, também não consegue entender a si mesmo.

Já Íris... bom, Íris me irritou em alguns momentos. Kkkkk. Todo o melodrama que ela passa, e que, em boa parte, foi causado por ela mesma, me fez lembrar por que eu detestava a adolescência quando era adolescente. E o pior, para mim, foram as atitudes que ela tomou em relação à Édra sem sequer consultá-la.

Eu queria entrar no livro e sacudir a menina algumas vezes. Mas talvez seja justamente isso que torne Íris tão real. Ela erra, se precipita, cria histórias na própria cabeça, age baseada no que acredita saber e só depois percebe as consequências. Adolescente sendo adolescente, basicamente.

No fim, acho que esse é um dos maiores motivos para O Amor Não é Óbvio ter me tocado tanto: as personagens me fizeram lembrar de muitos acontecimentos da minha vida e, principalmente, de muitas pessoas queridas que já partiram.

A dedicatória me arrebentou. Assim como o pai da autora, o meu sempre me apoiou e queria muito me ver publicando um livro físico. Espero que, um dia, de onde quer que ele esteja, consiga ver esse sonho realizado.

E talvez seja por isso que eu tenha sentido tanto essa leitura.

Para falar a verdade, se eu tivesse lido O Amor Não é Óbvio em 2018 quando conheci a história, ou quando foi lançado pela Galera em 2019, provavelmente não teria sido tão tocada assim. Com certeza não seria um dos meus livros favoritos deste ano.

Mas eu não li naquela época. Eu li agora.

E cada lembrança que o livro despertou em mim desde as fofocas da escola, as amizades, a adolescência, meus pais, Dona Maria, meus próprios medos, a vontade de viver intensamente e até as pessoas que já não estão aqui, chegou no momento em que eu precisava delas.

Por isso eu sempre digo: o livro vai chegar até mim no momento certo.E O Amor Não é Óbvio chegou.



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