Hello Pockets, como vão? Espero que bem, meu 2026 se inicia com vários desafios e leituras coletivas. A Primeira LC foi do grupo que faço parte @clubedasladies, temos vários desdobramentos lendo: romances, thrillers e títulos escolhidos por sorteios. Vamos falar sobre este último lido: Garotas Brilhantes da @jessicaknollauthor, @editorarocco.
Fiquei espantada com o tanto que este livro me surpreendeu. Um thriller perfeito sobre um assassino em série cuja história gira em torno dos laços intensos, profundos, alegres, dolorosos e muitas vezes tensos que se formam entre mulheres. Temos relações truncadas entre mães e filhas, entre amantes, amizades rompidas por preconceitos, isso tudo permeado a busca de um assassino que cometeu vários crimes ao longo de 10 anos.
Jessica nos conta a história pelos olhos de duas personagens: Pamela, cuja melhor amiga é uma das vítimas da fraternidade e Ruth, uma mulher que desapareceu em plena luz do dia, fictícias, porém com eventos reais.
“ Vão te chamar de histérica, não importa quanta dignidade você tenha. Então, você pode muito bem fazer o que bem entender. ”
Temos múltiplas linhas temporais, pontos de vista e relacionamentos se entrelaçam enquanto as personagens lutam para lidar com as tragédias horríveis infligidas a elas por um homem covarde, pequeno e, em grande parte, comum, retratado de forma equivocada pela mídia da época como uma espécie de conquistador carismático e habilidoso.
“As mulheres têm aquela sensação em relação a ele, aquela sensação estranha que todas nós temos quando sabemos que algo não está certo, mas não sabemos como nos desvencilhar educadamente da situação sem aumentar a ameaça de violência ou assédio. Essa não é uma habilidade que se ensina às mulheres, da mesma forma que os homens não aprendem que está tudo bem deixar uma mulher em paz se o que ela quer é ser deixada em paz.”
Janeiro de 1978. Um assassino em série aterrorizou mulheres por todo o noroeste do Pacífico, mas sua existência estava completamente fora dos planos das jovens e vibrantes integrantes da principal fraternidade feminina do campus da Universidade Estadual da Flórida, em Tallahassee. Esta noite promete ser repleta de emoção, entusiasmo e desejo, mas Pamela Schumacher, presidente da fraternidade, toma a impopular decisão de ficar em casa — uma decisão que, sem saber, salva sua vida. Acordada assustada às 3 da manhã por um som estranho, ela toma a fatídica decisão de investigar. O que ela encontra atrás da porta é uma cena de violência inacreditável: duas de suas irmãs mortas; outras duas, mutiladas. Nos dias seguintes, Pamela se vê envolvida em um mistério aterrorizante inspirado pelo crime que cativou o interesse público por mais de quatro décadas.
É impossível não perceber o paralelo entre Ted Bundy, este cruel ass@ssin0, como já disse pequeno e ao mesmo tempo ardiloso e cruel assassino.

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