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Bruxo do Vento da Susan Dennard

quinta-feira, 11 de junho de 2026
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Oi, Pockets! 💙

A indicação de hoje é o livro Bruxo do Vento, da autora Susan Dennard, publicado pela Astral Cultural.

Se em A Bruxa da Verdade eu já tinha ficado encantada com esse universo, em Bruxo do Vento a autora amplia ainda mais a história e mostra o quanto esse mundo é complexo, cheio de alianças, disputas e segredos.

Uma das coisas que mais gosto na escrita da Susan é a forma como acompanhamos diferentes pontos de vista. Aos poucos vamos conhecendo melhor cada reino, entendendo suas tramas e descobrindo como tudo está conectado. É aquele tipo de história em que cada nova informação parece encaixar mais uma peça de um grande quebra-cabeça.

Entre todos os personagens, gostei especialmente de acompanhar a trajetória de Merik. Desde o primeiro livro ele já tinha chamado minha atenção, mas neste volume conseguimos conhecê-lo de forma muito mais profunda. Foi interessante ver seu amadurecimento ao longo da história e perceber como os acontecimentos o obrigam a enxergar situações e pessoas de uma forma diferente. E preciso dizer que Cam teve um papel importante nisso, funcionando como aquele choque de realidade que abriu seus olhos para muitas coisas.

Outro destaque são as mulheres da história. Safiya, Iseult, Vivia, Vaness e Cam são personagens fortes, determinadas e dispostas a lutar por aquilo em que acreditam e por aqueles que amam. E ainda conhecemos uma nova personagem que, apesar de muito jovem, parece ter tudo para mudar os rumos da trama nos próximos livros.

Também gostei muito da forma como a autora trabalha as diferentes perspectivas. Em vários momentos mudei minha opinião sobre alguns personagens conforme novas informações eram reveladas. Inclusive, uma personagem que antes não estava entre as minhas favoritas acabou conquistando minha simpatia quando percebi que nem tudo era como parecia e que ela não era responsável por certos acontecimentos que eu imaginava.

Além disso, continuo extremamente curiosa para descobrir quais são os verdadeiros planos de Esme e qual é sua ligação com Iseult. Tenho a sensação de que ainda há muitos segredos para serem revelados.

Uma coisa que adorei foi que a história começa exatamente onde A Bruxa da Verdade terminou. Foi muito fácil voltar para esse universo, porque a sensação era de que eu apenas tinha virado a página e continuado acompanhando a jornada dos personagens. Isso tornou a leitura ainda mais envolvente para mim.

Terminei a leitura com várias respostas, ainda mais perguntas e, principalmente, com uma enorme vontade de começar o próximo volume.

E vocês, gostam de fantasias com intrigas políticas? Me contem nos comentários!



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Protetores: O livro das magias ambíguas de Bruno Panda Lopes

quarta-feira, 10 de junho de 2026
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Hello Pockets, como vão? Mais uma LC Perfeita, da querida @lcagcomunicacao um livro nacional incrível; “Protetores: O livro das magias ambíguas” de Bruno Panda Lopes, @autorpanda da @edmultifoco.

Em um cenário que amo além da vida o “érrejota”, este livro transforma o Rio de Janeiro em um organismo vivo, espiritual e ameaçador. 📖🖤
Bruno Panda Lopes usa o Rio não apenas como cenário, mas como parte da própria narrativa. As ruas movimentadas, os becos silenciosos, as madrugadas abafadas, as igrejas antigas e a sensação constante de caos urbano criam uma atmosfera onde o sobrenatural parece existir logo ao lado da realidade cotidiana. É impossível ler sem imaginar que, enquanto a cidade segue sua rotina apressada, existe uma guerra invisível acontecendo entre sombras e entidades.

O mais fascinante é como o autor consegue capturar a dualidade do Rio de Janeiro: uma cidade ao mesmo tempo bela e perigosa, luminosa e sufocante, isso combina perfeitamente com o coração da história, nada é totalmente puro, nem a magia, nem as intenções, nem os próprios Protetores...
Com personagens peculiares, cada qual à sua maneira, carregando cicatrizes, segredos e um humor ácido que surge justamente nos momentos mais sombrios — como se rir fosse a última forma de permanecer humano diante do caos que ronda as ruas do Rio de Janeiro e estas 378 páginas. Eles carregam um desgaste emocional muito humano, não enfrentam apenas forças sobrenaturais, mas sim: culpa, medo e a pressão de sobreviver em uma cidade que parece absorver a dor das pessoas e devolvê-la em silêncio.
Em vários momentos senti que o Rio observava tudo, como uma presença viva acompanhando cada escolha errada.

A escrita cria imagens extremamente cinematográficas, há cenas que parecem envoltas pela luz amarelada dos postes cariocas, pelo som distante da cidade durante a madrugada e pela sensação de que algo antigo habita os espaços esquecidos.

O livro também acerta ao não transformar magia em algo bonito ou confortável, como tudo que estamos acostumados, nestas páginas ele atem peso, consequência, desgaste. Cada ritual parece arrancar algo de quem o pratica, como se o sobrenatural cobrasse um preço inevitável pela sobrevivência.
Terminei a leitura com a sensação inquietante de que talvez o Rio, não seja tão diferente, talvez esconda mais mistérios espirituais do que imaginamos, históricas não contadas, e talvez algumas pessoas caminhem entre nós carregando batalhas invisíveis atrás do olhar cansado.

"A tensão se espalhava como fumaça, infiltrando-se em cada gesto e pensamento. E não era só deles, mas da própria cidade aguardando o próximo passo. Sabiam que teria um preço. Ninguém precisava dizer, mas algo tinha sido quebrado, e não voltaria ao lugar.”

 Uma fantasia urbana nacional intensa e original, que transforma o Rio de Janeiro em um personagem sombrio, vivo e impossível de ignorar.



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Toda a Beleza do Mundo de Patrick Bringley

terça-feira, 9 de junho de 2026
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Hello Pockets, como vão? Amo autobiografia, e esta de @patrickbringley da @editorarecord: “Toda a Beleza do Mundo”, é lindo, sensível e dolorido.

Tem dores que não passam, aoenas mudam de lugar dentro da gente. Bringley, começa com uma ausência impossível de organizar: a perda do irmão. E, diante disso, ele faz algo que parece quase um ato de resistênca, ele desacelera.

Enquanto o mundo exige movimento, ele escolhe ficar, enquanto tudo empurra pra frente, ele decide observar, e é assim que ele chega ao museu. Não por ambição, mas por necessidade.

Vestindo um uniforme simples, cercado por milhões de obras que contam histórias de séculos, aprende algo que não está nos livros de arte: que olhar também é um tipo de cura não uma que soluciona, e sim uma que sustenta.

Entre corredores silenciosos e multidões que passam sem perceber, Bringley encontra pequenos instantes de sentido — em um quadro, em um detalhe, em uma luz que atravessa a sala, aos poucos, a dor deixa de ser só ausência…
e começa a coexistir com a beleza.

Com isso refletimos que: nem tudo precisa ser superado para continuar, que parar também é um caminho, e que a arte não responde, mas acolhe...

E talvez seja justamente isso que mais emocione,
a ideia de que, mesmo quebrados, ainda podemos encontrar algo bonito o suficiente… para ficar e não desistir.

Queridos só posso dizer leiam, uma obra que não fala sobre aprender arte e sim sobre aprender a permanecer.

Beijocas e inté a próxima!


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Antologia do Folclore Brasileiro vol.1 de Luís da Câmara Cascudo

segunda-feira, 8 de junho de 2026
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Olá Pockets!!!

Mais uma resenha saindo, e é de um livro maravilhoso da nossa parceira @editoraglobal, Antologia do Folclore Brasileiro vol.1.

A obra do grande Luís da Câmara Cascudo é um passeio por toda a história e registro do folclore brasileiro, termo esse que não sou muito fã (trocaria por mitologia brasileira), mas entendo a proposta do uso dela, reúne os mitos e lendas que permeiam o desenvolvimento da nossa cultura, cantigas, e registros históricos de pessoas que tiveram contato e estudos etnográficos com os povos originários.

O valor documental para estudo histórico, antropológico é inegável, como também para ter mais conhecimento de como é estruturado a nossa identidade a partir das relações de povos diferentes, um adendo importante à obra nesse sentido é a parte dos relatos, como do famoso Hans Staden, o qual vive uma situação trágica e hilária, que prova que a origem da zoeira BR é indígena 😂. 

E do Padre de Nóbrega, onde vemos como era a mentalidade sobre os indígenas na época, tido como selvagens à margem de qualquer tipo de desenvolvimento social, esse termo totalmente em desuso e preconceituoso, estamos falando aqui de século XVI, porém causa estrago até hoje, pois esse tipo de pensamento está vivo em muitas pessoas “desenvolvidas e globalizadas” com o acesso à tecnologia do século XXI.



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Animação Como Mágica

domingo, 7 de junho de 2026
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Oi, Pockets!

Hoje vim indicar a animação Como Mágica, disponível na Netflix. Confesso que resolvi assistir depois de ver tanta gente comentando sobre o famoso peixe do filme (rsrs). A curiosidade falou mais alto e não me arrependo nem um pouco!

A história se passa no Vale, um lugar repleto de criaturas fantásticas e paisagens encantadoras. É nesse cenário que conhecemos Ollie, um Pookoo, uma pequena criatura da floresta curiosa e aventureira, e Ivy, uma Javan, uma ave imponente que carrega responsabilidades desde muito jovem. Embora pertençam a espécies diferentes e que aprenderam a se enxergar como rivais, um acontecimento inesperado faz com que os dois troquem de corpo. A partir desse momento, eles precisam aprender a conviver, compreender as dificuldades um do outro e encontrar uma maneira de desfazer a magia que mudou suas vidas.

O que mais gostei foi a forma como a amizade é trabalhada ao longo da narrativa. O filme mostra que conexões podem surgir mesmo entre aqueles que cresceram acreditando que deveriam ser inimigos. Fiquei pensando em como muitos conflitos poderiam ser resolvidos de maneira simples, mas como o medo do novo e do diferente acaba criando barreiras desnecessárias. Muitas vezes, as pessoas acreditam que precisam seguir apenas aquilo para o que nasceram ou foram ensinadas, sem se permitirem descobrir novos caminhos.

Ollie é um personagem curioso (cheio de ideias para tentar descobrir tudo ao seu redor), mas que vive limitado pelos medos e preconceitos transmitidos por sua própria espécie. Ele passa boa parte da história acreditando que não existe outra forma de viver além daquela que lhe foi apresentada. Já Ivy demonstra maturidade, já que precisou cuidar de suas irmãs, porém ela é bem mandona e nada humilde, rs. Olli e Ivy acabam embarcando em uma jornada que vai muito além de tentar recuperar suas formas originais: é também uma história sobre compreensão, perdão e superação de mágoas do passado, já que eles já se conheciam e o que fez mudar a vida de cada.

Outro ponto que gostei bastante foi o “vilão”. Sabe aquele personagem que você entende os motivos, mesmo sem concordar com suas atitudes? Foi exatamente assim para mim. Não consegui simplesmente desgostar dele, porque a animação apresenta suas razões de uma forma que nos faz refletir, talvez a solidão o tenha transformado.

Além disso, a ambientação está linda! Os cenários são cheios de cores e detalhes que tornam a experiência ainda mais divertida. A única reclamação que tenho é que achei o filme curto demais. Quando percebi, já estava chegando ao final e queria passar mais tempo naquele universo. Foi uma surpresa e super recomendo!

E vocês, já assistiram? Me contem nos comentários o que acharam!



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Nordeste de Gilberto Freyre

quarta-feira, 3 de junho de 2026
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Hello, Queridos Pockets! Como vão? ✨🌵📚

Existem leituras que nos ensinam, há as que nos encantam, e existem aquelas raras obras que conseguem fazer as duas coisas ao mesmo tempo.
Nordeste: Uma Visão em Quadrinhos da Civilização do Açúcar, inspirado na obra de Gilberto Freyre e adaptado por André Balaio e Roberto Beltrão, com arte de Luciano Félix, da @globaleditora, foi uma surpresa maravilhosa.

Confesso que logo no início já fiquei maravilhada, encontrei algo muito maior do que o esperado: uma leitura que me surpreendeu pela capacidade de transformar conhecimento em encantamento.

Muito mais do que uma HQ, esta obra é uma viagem pelas raízes de uma das regiões mais fascinantes e complexas do Brasil. A cada página somos convidados a percorrer paisagens, rios, matas, engenhos, tradições, dores e resistências que ajudaram a construir a identidade nordestina.

O que mais me impressionou foi a forma como os quadrinhos conseguem dar vida a temas que, muitas vezes, parecem distantes ou excessivamente acadêmicos. Aqui, a história ganha cor, movimento e emoção. Os cenários respiram. Os rios correm. Os canaviais se espalham pelo horizonte. E as pessoas que ajudaram a construir essa história finalmente ocupam o espaço que merecem.

A obra não apenas revisita o pensamento de Gilberto Freyre, mas também dialoga com o presente. Ao abordar a contribuição dos povos para a formação cultural da região, a HQ amplia perspectivas e nos convida a refletir sobre heranças que ainda moldam nossa sociedade.

Foi impossível não me encantar com a riqueza visual desta edição. Cada quadro parece cuidadosamente construído para nos lembrar que a história não vive apenas nos livros: ela vive na terra, na água, nos costumes, na comida, na linguagem e na memória coletiva daqueles que nos apresentam a alma de um lugar, que nos ajudam a compreender nossas origens, que com sua simplicidade traduzem a identidade de uma região e nos levam ao encontro das nossas raízes.

Porque conhecer a história de um povo é também uma forma de entender quem somos.


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Meus Amigos de Fredrik Backman

terça-feira, 2 de junho de 2026
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Hello Pockets, como vão? Há autores que leio sem pensar, porque adoro o modo como escreve, porque para muitos sua escrita pode parecer meio confusa, mas não, ele explora as fragilidades humanas, a nossa verdadeira natureza e isso me fascina, falo de Fredrik Backman @backmansk com seu mais novo lançamento: "Meus Amigos" da rocco.

Esse livro chega de mansinho e quando vemos já nos atravessou. Tudo se inicia começa com uma pintura, e entrega tanto que não o esquecemos mesmo tempos depois.

Louisa vê o que ninguém vê, enquanto todos olham o mar, ela enxerga três figuras esquecidas — e decide que não vai ignorar aquilo. Talvez porque ela também saiba como é se sentir… invisível.

E então chega Ted, cansado, quebrado, carregando mais do que consegue dizer.
Ele não queria uma jornada.
Mas, de algum jeito, acaba fazendo parte de uma.

E no passado…existem eles.

Um grupo de adolescentes que não tinham quase nada,
mas tinham uns aos outros, e os verões, amizade, apesar dos traumas...

Eles riam alto demais, escondiam dores grandes demais, e encontravam naquele cais abandonado, um lugar onde podiam existir sem medo.

E é impossível não sentir, e não se emocionar, algumas amizades não mudam o mundo… mas nos salvam, e isso basta.

O que marca: a dor de crescer rápido demais, a beleza de ser visto por alguém e a certeza de que certas pessoas nunca vão embora de verdade!

Backman entende a fragilidade de existir, sem exageros, sem pressa, só as verdades.

E quando termina…
fica a sensação de que aquelas pessoas ainda estão ali, sentadas no cais, rindo de algo bobo e, ao mesmo tempo, salvando umas às outras.

E isso queridos não tem como esquecer, por isso leiammmm!!!




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Antes e depois de Alba de Céspedes

segunda-feira, 1 de junho de 2026
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Hello Pockets, como vão?
Hoje eu não vim falar de um livro…venho falar de um sentimento que fica depois dele. "Antes e depois" de Alba de Céspedes da @bazardotempo, não é uma leitura fácil de se explicar, é uma que se sente...

Eu achei que esse livro falava sobre liberdade, mas não fala sobre o que acontece… depois que a gente a conquista.

Conhecemos Irene, uma mulher que fez tudo “certo” dentro do que acreditava: construiu sua independência, sua rotina, sua própria forma de existir no mundo. Até que Erminia, sua jovem empregada, vai embora.

E o que se quebra não é a rotina. É a certeza. Porque, às vezes, a gente só entende a própria vida quando algo aparentemente pequeno sai do lugar.

Irene não desmorona — ela se desloca. E isso é ainda mais inquietante. .
Erminia, não era só presença. Era estrutura. E a gente só percebe isso quando se esvai...

Esse livro me deixou com uma sensação estranha e questionamentos, não há segurança nenhuma em nosso caminhar, há solidão mesmo tentando negar, e a liberdade… também pode ser um local solitário.

Super indico, aliás todas as obras de Céspedes , pq são perfeitas, atemporais e um grito para a nossa emancipação na sociedade patriarcal.

Beijocas e um inté a próxima!


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Mensagem para Você da Tamara Balliana

sábado, 30 de maio de 2026
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Oi Pockets!

A dica de hoje é Mensagem para Você, da autora Tamara Balliana, publicado pela editora Galuba.

Na história, acompanhamos Solène e Léo, dois desconhecidos que acabam se aproximando por causa de um simples engano. O que começa como uma troca de e-mails enviada para a pessoa errada vai se transformando em uma amizade cheia de conversas sinceras, confidências e uma conexão construída pouco a pouco.

Uma das coisas que gostei na leitura foi essa construção do relacionamento dos protagonistas. A troca de e-mails é divertida, leve e muito natural. Em vários momentos me peguei sorrindo acompanhando as conversas dos dois. Acho que existe algo muito verdadeiro na forma como, às vezes, conseguimos nos abrir mais facilmente por mensagens do que pessoalmente.

Outro ponto que adorei foi a questão dos protagonistas serem gêmeos. Tanto Solène quanto Léo possuem irmãos gêmeos, e achei muito interessante acompanhar essas relações familiares ao longo da narrativa. Mesmo envolvendo acontecimentos difíceis, especialmente no caso do Leo, a autora conseguiu construir tudo de uma forma muito sensível.

Confesso que em alguns momentos fiquei um pouco chateada com a Solène. Ela frequentemente se mostrava muito fechada e até um pouco grossa com as pessoas que tentavam ajudá-la. Em vários momentos eu só queria dizer: “Solène, aceita esse carinho!”. Porque era visível que seus amigos e familiares estavam ali por amor e preocupação, não por pena.

Mas justamente por isso gostei do desenvolvimento da Sol. Aos poucos ela vai percebendo que também possui falhas e que, muitas vezes, acabava usando sua deficiência como uma barreira para afastar as pessoas antes que elas pudessem se aproximar de verdade.

Também gostei da forma como a autora trabalhou o Léo. Em vários momentos ele estava tão preocupado em agradar todo mundo ao seu redor e corresponder às expectativas dos outros que acabava deixando de lado os próprios desejos. Muitas vezes ele se escondia atrás das responsabilidades, do trabalho e da necessidade de ser sempre o “forte” para quem ama, sem realmente parar para pensar no que o faria feliz.

preciso destacar: a representatividade. Ainda encontramos poucos romances com protagonistas com deficiência, e gostei muito da forma como a autora construiu uma personagem forte, independente, inteligente e cheia de personalidade. A deficiência faz parte da vida da Sol, mas não define quem ela é.

Foi uma leitura que me divertiu bastante, me fez rir e trouxe reflexões importantes sem perder a leveza. A escrita da Tamara faz com que a gente se apegue facilmente aos personagens e torça por eles do início ao fim 💜

Disponível na Amazon e no Kindle Unlimed 😉
Livro físico no site da @galubaeditorial



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Entre Vidas de Mario Salerno Junior

sexta-feira, 29 de maio de 2026
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Hello Pockets, como vão? Mais uma leitura marcante, este livro é baseado em fatos reais, um livro nacional incrível, dolorido e delicado: ”Entre Vidas” de @mario.salernojr da @ipedasletras, enviado pela @elvineassessoria.

Existem histórias sobre reencarnação que parecem distantes da realidade. Entre Vidas, de Mario Salerno Junior, emociona justamente porque transforma esse tema em algo íntimo, humano e dolorosamente sensível. Júnior é um jovem tentando viver sua própria vida enquanto carrega memórias que não deveriam existir. Aos poucos, ele começa a compreender as razões pelas quais se recorda de uma existência passada — quando era Valdir, um adolescente apaixonado por música, integrante de uma banda de fanfarra escolar, cuja vida foi interrompida de forma trágica em um acidente no ano de 1960, no Rio Turvo, em São José do Rio Preto.

O livro trabalha a reencarnação de maneira muito emocional, como continuidade de sentimentos, lembranças e feridas que atravessam o tempo. O mais tocante é perceber como Júnior vive dividido entre duas identidades, tentando entender por que determinadas dores, medos e memórias parecem maiores do que sua própria vida atual.

Com delicadeza e respeito o autor aborda uma tragédia que marcou profundamente a cidade. O acidente não aparece apenas como pano de fundo — ele se transforma em um ponto de ligação entre passado e presente, entre vidas interrompidas e almas que talvez ainda estejam tentando encontrar respostas.

A narrativa possui uma melancolia muito bonita, há música, saudade, perda e uma sensação constante de que certas conexões humanas sobrevivem mesmo depois da morte. Em muitos momentos, a leitura parece perguntar silenciosamente até onde uma alma consegue carregar suas lembranças. O mais marcante é como Valdir continua vivo dentro de Júnior não apenas pelas memórias, mas pelas emoções. Como se o passado ainda respirasse dentro dele, tentando ser compreendido.

✨ “Algumas almas não retornam para reviver o passado. Retornam para finalmente entendê-lo.”

Entre Vidas é uma obra sobre memória, espiritualidade e pertencimento. Um livro que fala sobre reencarnação não apenas como renascimento, mas como a tentativa da alma de cicatrizar aquilo que nunca conseguiu deixar para trás.


🖤 Uma leitura profundamente humana, sensível e emocionalmente inesquecível.



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Quando o amor nos trouxe de volta da Nanda Brasil

quinta-feira, 28 de maio de 2026
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Oi Pockets!

A dica de hoje é Quando o amor nos trouxe de volta, da autora Nanda Brasil, lido durante a leitura coletiva organizada pela editora Codal.

Na história, conhecemos Sophie, uma jovem artista que retorna para New York cheia de planos para reencontrar o namorado, mas tudo desmorona quando ela recebe um término por mensagem de texto justamente no aniversário de namoro. Como se isso não bastasse, ela ainda o vê ao lado de outra mulher, o que faz todas as suas inseguranças sobre o próprio corpo e autoestima virem à tona.

Em meio ao caos emocional, Sophie encontra Johny, um homem misterioso, intenso e extremamente provocante, que parece enxergar nela algo que ela mesma não consegue ver. E é justamente nesse jogo de aproximações, provocações e vulnerabilidades que a história começa a ganhar força. Além disso, Tae Wun, o melhor amigo da protagonista, rouba muitas cenas com seu cuidado, proteção e amizade inabalável.

Uma das coisas que mais gostei foi justamente o fato de Sophie e Johny terem uma conexão muito forte desde o início. Mesmo nos primeiros encontros já existe aquela química carregada de tensão, curiosidade e intensidade que deixa a leitura extremamente envolvente. Os diálogos entre eles são divertidos, provocadores e cheios de personalidade (e Johny faz a gente suspirar viu, rs).

E preciso confessar uma coisa: mesmo adorando o Tae Wun e entendendo completamente o carinho e proteção que ele sente pela Sophie… eu desconfiei dele em vários momentos, rs. Perdão, Tae! Mas aquele jeitinho super protetor e sempre presente me deixou com a pulga atrás da orelha durante boa parte da leitura.

Outro ponto que me conquistou muito foi toda a atmosfera do livro. As referências musicais deixaram tudo ainda mais conectado com a história, principalmente para quem ama doramas e o universo do BTS. Achei muito legal como cada capítulo possui uma música, porque isso ajuda demais a entrar no clima da história e nas emoções dos personagens. Sem contar que estava indo tudo bem até uns 70% do livro e, do nada, vem uma bomba! Quase morri do coração achando que teria um final trágico, rs.

Além disso, gostei bastante da forma como a autora trabalhou temas como autoestima, insegurança, aceitação e amor-próprio sem deixar a narrativa pesada. A Sophie é uma personagem muito humana e, em vários momentos, senti vontade de abraçá-la.

Foi aquele tipo de romance que me prendeu facilmente e que vai muito além do clichê romântico, porque também aborda vários temas importantes. E uma das coisas que mais gostei foi justamente acompanhar o processo da Sophie voltando a acreditar em si mesma.

Recomendo muito a leitura para quem gosta de romances e BTS.

Até a próxima!


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Casa Moretti: Estrada para o Inferno de Leonardo Martins

quarta-feira, 27 de maio de 2026
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Hello Pockets, como vão? Recebemos por aqui para uma LC da querida @lcagcomunicacao um livro nacional perfeitooooo, falo de: “Casa Moretti: Estrada para o Inferno”, @casamoretti1, de Leonardo Martins da @editoraviseu.

Logo nas primeiras páginas já percebemos que a leitura será fluida, e muito interessante, é aquele thriller que te prende pelo silêncio dos corredores, pelo peso dos segredos e pela sensação constante de que algo terrível está prestes a acontecer novamente. A mansão da família Moretti não é apenas um cenário — ela respira, observa e sufoca.

Leonardo Martins escreve sobre heranças emocionais que afetam gerações inteiras, a casa é um organismo vivo construído de: culpa, silêncio e poder. Cada corredor parece carregar o eco de pessoas que desaprenderam a amar sem destruir umas às outras.

A morte do patrono multimilionário deixa rastros, cicatrizes e pavor em todos, não há um só personagem que não tema seu retorno seja por lembranças ou cobranças. O mais perturbador na narrativa não são os acontecimentos sombrios, mas a sensação de que todos ali estão presos a uma espécie de condenação invisível. Como se o inferno não fosse um lugar, mas uma continuidade: decisões, erros repetidos, dores herdadas, rejeição e verdades sufocadas por décadas.

Otelo Giordano Moretti surge quase como a personificação desse legado cruel — alguém cuja presença permanece mesmo quando o silêncio toma conta da história. E talvez seja isso que o livro faça de mais brilhante: mostrar que algumas pessoas continuam assombrando ambientes e várias pessoas muito depois de partirem.

A escrita me conquistou, tanto pela construção dos personagens, quanto pelos locais descritos minuciosamente, é sufocante e elegante ao mesmo tempo. Há cenas em que o medo não vem do que acontece, mas do que permanece em suspenso. Daquilo que ninguém diz. Da sensação de que todos os personagens carregam um abismo particular dentro de si.

✨ “Toda família enterra segredos. Algumas apenas escolhem morar em cima deles.”

✨ “O inferno raramente começa com violência. Às vezes ele começa com silêncio.”

✨ “A Casa Moretti não destruiu aquela família. Ela apenas revelou aquilo que já existia nela.”

erminei a leitura com a sensação de que certas casas absorvem tanto sofrimento que deixam de ser construções e passam a ser testemunhas. E a Casa Moretti observa tudo, pacientemente, como se soubesse que ninguém sai dela completamente inocente.

Ansiosa pelo próximo volume, Leonardo apenas adiantou que seria uma série, e nós leitores seguimos aqui torcendo para que o próximo volume chegue o mais rápido possível.

Só posso dizer queridos, leiam esta obra incrível que irá com certeza mexer.



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