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Dica de livro - Entre noites e fins de semana

quarta-feira, 15 de abril de 2026

 


Hello Pockets, como vão? Nossa parceria com a @astral.cultutral, tem sido incrível, e um dos lançamentos que recebemos me deixou impactada, falo de:  Entre Noites E Fins De Semana de Oisin McKenna, @ois_mck91. 


A história nos leva a um fim de semana escaldante em Londres, acompanharemos as vidas entrelaçadas de personagens que tentam equilibrar subempregos, crises de identidade e a complexidade dos relacionamentos modernos. É um retrato cru da geração que vive "entre", sonho e a realidade, noite e o dia.


Temos Maggie, uma força que tenta não desmoronar, nostálgica, carrega saudade e o futuro que ainda não chegou ao mesmo tempo entrega a doçura do cuidado a quem  necessita, mesmo estando exausta, e Ed, um coração inquieto que busca nos encontros e nas noites uma resposta para o vazio, personificando a busca eterna por conexão em um mundo desconectado.


Este livro é um verdadeiro abraço á aqueles que já se sentiram fora do contexto, é sobre encontrar beleza nas frestas, nos apartamentos apertados e nos amores que acontecem entre um turno de trabalho e outro. Uma obra que sussurra que, mesmo no meio da incerteza, ainda somos capazes de sentir intensamente.


Uma leitura perfeita, porque soma a asfixia do cotidiano retratando o capitalismo tardio, feito um cansaço crônico que molda as pessoas e suas escolhas, uma crítica ao sistema que não nos ataca de frente e sim nos esvaziando lentamente e diariamente. 


Ler Oisín McKenna é como caminhar por uma Londres ensolarada e melancólica, onde o amor é urgente e o amanhã é uma promessa incerta. Esta obra não nos entrega apenas uma história; é um sentir sem tamanho, é um estado de espírito. McKenna escreve sobre a beleza trágica de ser jovem, queer e estar à deriva. Ele transforma a precariedade e o cansaço em passagens de uma sensibilidade cortante, capturando o brilho das luzes da cidade nos olhos de quem ainda não sabe para onde ir.


“A vida parecia sempre acontecer em outro lugar — nunca exatamente onde ele estava.” 

“Havia intimidade ali, mas era uma intimidade que não sobreviveria à luz do dia.” 

“Ninguém dizia o que sentia; todos esperavam ser adivinhados.” 


Beijocas e inté a próxima. 


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