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NÃO HOMEM, NÃO BRANCO – Toni Grado

Hello Pockets como vão? Espero que bem sextou e hoje trazemos para vocês uma LC que participamos fomos selecionados pela @Lcagcomunicacao e que prazer participar desta leitura com pessoas tão incríveis. Foram dois debates perfeitos com muitas trocas, um deles tivemos a presença do autor @Tonigrado.

Nome: Não Branco, Não Homem
Autor: Toni Grado
Páginas: 287
Ano: 2.021
Editora: Independente

Sinopse: Num cenário pré eleitoral na metrópole imaginária Cravos, o destino de Greenville, bairro pobre ocupado pelo narcotráfico e incrustado no bolsão rico da cidade, afeta diretamente as intenções de voto dos dois principais partidos. O partido de direita prega uma desocupação sumária comandada pelo exército, e o de esquerda opõe a isso uma política de inclusão social. Com planos radicalmente opostos para Greenville, Robert Kotac, o alucinado banqueiro fanático por rachas noturnos de carros terá como antagonista seu arqui-inimigo Alexandre Denigras, um homem de partido, esquerdista vigoroso e obsessivo. Moderação definitivamente não fará parte desse jogo.Quando Gurizinho, braço direito violento do lendário Não Branco, importante líder do narcotráfico, assassina brutal e gratuitamente um engenheiro de uma obra da prefeitura em Greenville, os ânimos se acirram de vez, com a comoção pública. Em meio a essa guerra, surge a candidatura independente de Não Homem, uma genial pesquisadora universitária e hermafrodita, que recusa ser identificada com qualquer gênero, porque “não gosta de fazer parte de bandos”. Quem vencerá todas essas múltiplas eleições? E a que preço?

RESENHA

Bem vamos ao livro, desde a capa me conquistou com desenhos perfeitos, nos lembra uma HQ, visualizamos as ações que nos seduzirão no interior de suas páginas.  São histórias que se entrelaçam através da mesma premissa, Toni utiliza falas coloquiais nos transportando para o ambiente em que se passam, todos os personagens foram muito bem construídos, tal qual uma colcha de retalhos, lutam com ou pela disputa de poderes.
“Nada realmente é bom ou ruim, é naquilo que transformamos as coisas que faz a diferença.”
Logo no início temos personagens “envolvidos” que precisam tomar uma decisão perante as ordens recebidas e que se encontram em meio a uma guerra entre chefes do tráfico em uma comunidade, do outro lado temos a disputa entre os três poderes. Senti-me no topo do prédio invadido ao lado dos garotos, assistindo de perto o diálogo deles, tentando decifrar qual seria o destino de cada um observando suas decisões sem volta ou arrependimentos.

“Violência é coisa de fracos”.

As eleições na Cidade de Cravos poderá definir o destino de Greenville um bairro dominado pelo narcotráfico que necessita de reurbanização com uma regularização fundiária urgente, mas é interessante para o que estão no topo do poder? Ou seria apenas uma mera simulação para obtenção de votos?

“Não Branco mandou dizer que é para vocês Pará de vim aqui nas quebrada dizer o que a gente precisa. Eu quero o que eu quero, p@@@@”.


Os temas são muito bem trabalhados, a luta pelo poder através da corrupção, valores morais feridos ou inexistentes, pobreza, violência e sobrevivência, todos eles somados as diferenças sociais gritantes. “Não Branco tá na crença dum mundo sem violência onde todos pode viver que nem irmão, tá ligado? Que nem Irmão. -Que nem irmão? Irmão de Quem?”

Quem sairá vencedor o partido que acredita na inclusão ou o que luta pela reintegração e desocupação através do exército?

“Sabe o benefício de se trabalhar em um banco é que aprendemos a enxergar pó ser humano de um amaneira bem simples e pragmática. A humanidade se divide em dois tipos de gente, Carvalhosa: os invejosos e os invejados”.

Beijinhos e inté..




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