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Lenda das Pedras - Edson Freitas de Araújo

Hello Pockets, Como vão? Espero que super bem.

Hoje trago a vocês uma obra dolorida e delicada, cujo tema de fundo é  alienação parental. Fomos selecionados para esta LC organizada pela querida @lgcacomunicacao o que foi um grato presente, pois amei o livro.

Lenda das Pedras de @edsonfreitasdearaújo nos  apresenta uma história que mescla o realismo mágico e a realidade. Este livro nos apresenta a origem de duas serras: Copioba e Aporá, uma lenda que é contada em uma noite de lua cheia estonteante pela genitora do nosso personagem. Este mito popular se conecta emocionalmente com nosso protagonista, suas decisões, as lembranças da infância permeiam sua vida adulta influenciando a busca por sua identidade.
"Então, a melancolia, aproximando-se, dele se apoderou ante as impressões dessas lembranças, ante o frio, enquanto ele se encontrava decrépito, dominado pelos sussurros maternos,bque branindo internamente, ainda respondiam por parte de sua clausura atual."
As inúmeras mensagens contidas na contação genitora nos deixa claro o quanto nós os pais somos raízes e como podemos influenciar no desenvolvimento de uma criança vindo a ser um adulto feliz ou não. As ausências, as cobranças excessivas, podem destruir definitivamente uma pessoa ou levá-la a querer ser totalmente diferente daquilo que conheceu no seio familiar, o que também pode ocasionar sérios danos psicológicos em uma criança.

Edson Freitas passeia nos tempos: passado, presente e futuro, nos mostrando tudo o que ficou em suas memórias e tudo aquilo que o marcou deixando cicatrizes que teimam em doer.  A escrita é fluída e em muitos momentos a pausa se faz necessária, não por se tornar cansativa mas bem emotiva, as lições permeiam as páginas e ficamos nos questionado se em algum momento cometemos os mesmos erros, e se os mesmos ocorreram por falta de atenção.


Penso ainda que se pararmos para pensar nós que somos pais, em algum momento ou outro já nos comparamos com os nossos, ou ainda já nos arrependemos em outras tantas situações, será que fui repreensivo ou exigente demais, será que cobramos demais ou ainda se deveríamos estar muito mais presentes.

Esta obra nos relembra que a primeira infância é marcada por profundas descobertas e mudanças, e se ela for feliz permitirá um ótimo convívio e  desenvolvimento, fortalecendo a formação de vínculos e emoções.
"...as águas negras e calmas do rio Paraguaçu, que lhe fazem esse convite... Que lhes dão as boas-vindas... E as pedras lá estão, na amplidão do recôncavo, inertes, caladas, sem mais nada revelar."
Enfim uma obra reflexiva que merece ser lida e relida. 
Beijocas e inté a próxima.



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