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TOMATES VERDES FRITOS - FANNIE FLAGG

Olá Pockets!

Espero que estejam bem e aproveitando o domingo. Hoje nossa dica é do livro Tomates verdes fritos da autora Fannie Flagg.  Podemos acompanhar a trajetória da família Threadgoode, através das histórias narrada por Ninny, uma senhora divertida e animada com a vida e suas lembranças e que vai encontra em Evelyn Couch, uma mulher insatisfeita com a vida, uma amiga e confidente.

RESENHA

Evelyn é uma mulher que está nos 40 anos e passando por vários estágios da menopausa, além disso, é insatisfeita com a vida e seu marido (tem várias momentos cômicos, que ela faz para “salvar” o casamento”). Mas ao conhecer Ninny sua vida vai mudando, ela acaba fazendo amizade com Ninny e acompanhar o marido, mas para ficar ao lado de Ninny e assim saber mais sobre a história dos Threadgoode, principalmente a amizade de Idgie e Ruth, que vivem juntas e abriram o Café da Parada do Apito no Alabama.

“Engraçado, quando a gente é criança, pensa que o tempo nunca vai passar, mas quando chega lá pelos vinte, o tempo passa como se a gente estivesse no expresso para Memphis."

Através de Ninny temos o desenvolvimento da família, principalmente Idgie, que sempre foi Uma jovem rebelde, determinada, mas com um grande coração e que em um verão se encantou por Ruth era tímida e seguidora dos princípios religiosos. Mesmo sendo tão diferentes, as duas criaram laços de amizade e em determinado momento de amor. Porém Ruth acaba se casando com Frank. Idgie não aceita bem, e acaba sempre indo na cidade ver como Ruth está, e ao descobrir que ela estava sofrendo violência do marido tenta ajudar e é Ruth que acaba pedindo ajuda, quando sua mãe morre. A família de Idgie, acolhe Ruth e as duas vivem a vida com o filho Buddy, mas sempre com muitos aventuras e travessuras de Idgie.

“Acredito em Deus, mas não acho que seja preciso enlouquecer para provar isso”, disse ele aos filhos."

Uma obra maravilhosa, sensível e que traz temas como homossexualidade, racismo, papel da mulher, amizades, família, período da depressão entre outros. Uma narrativa que intercala do período de 1930 a 1980, e mostra as nuances do período. Uma obra recheada de detalhes e surpreende ao mostra a vida simples da família, mas que nos deixa unidos a ela, e que também salvou Evelyn. Super recomendo a leitura e o filme (no final do livro tem algumas receitas preparado no café).

"Eu me sinto presa... Sem saída... O feminismo chegou tarde demais para mim... Já estava casada, com dois filhos, quando descobri que não precisava casar." 

A obra também tem uma adaptação de 1991 com o mesmo título, teve mudanças, mas é uma ótima adaptação.  Fiquem com o trailer.

Foi uma ótima leitura coletiva com o Clube Doses de Literatura mediado pela Professora Miriam.

"Ouça o que vou lhe dizer: não se deve prolongar o sofrimento, porque isso é pior que qualquer outra coisa.”

Vocês já conhecem essa história? 


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