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FOGO MORTO - JOSÉ LINS DO REGO

Oi Pockets!!!
Hoje eu vim trazer a resenha de um livro que talvez vocês até já tenham ouvido falar: Fogo Morto do autor José Lins do Rego. Recebemos esta obra através da parceria que temos com a Editora Global.

Fogo morto fecha uma série de 5 romances que autor chamou de “Ciclo da cana-de-açúcar”, sendo eles: Menino de Engenho (1932), Doidinho (1933), Banguê (1934), Usina (1936) e Fogo Morto (1943).

Resenha: Assim como o nome sugere a história se passa no período de declínio dos Engenhos de cana-de-açúcar, no intervalo relatado a escravidão já havia sido abolida, percebemos o impacto que a ausência desta mão-de-obra pode ser sentida na produção de muitos dos engenhos que perderam sua força de trabalho.

O livro é divido em três partes e apresenta como foco três personagens:

Primeira Parte - O mestre José Amaro: Um seleiro experiente que aprendeu seu oficio com o pai e mora nas terras do Coronel Lula. O personagem é muito amargo, está desiludido com a vida e sua família, não vê esperança nem para si nem para os seus. Sua filha única Marta, já passou dos 30 sem ter conseguido um casamento e vive pelos cantos a chorar, a esposa não suporta mais a vida que leva e a forma como o marido trata a filha. Ele por sua vez se martiriza por não ter tido um filho a uem ensinar o oficio, e rude coma as pessoas do local onde mora e devido as suas andanas noturna e ao amarelo dos olhos acaba com fama de ser lobisomem


Segunda Parte – Capitão Lula: Neste conhecemos mais a história do Engenho Santa Fé e seus moradores. Lula chegou à Santa Fé sem dinheiro, mas aparentava ser um homem distinto e por isso o Capitão Tomas Cabral de Melo, fundador do engenho, o julgou dígno de sua filha Amélia e de cuidar do local. Porém ao longo dos anos  percebemos que além de não ter aptidão para o trabalho no campo ele se mostra um senhor de engenho cruel, sendo abandonado por seus escravos na ocasião da abolição.

Terceira Parte – Capitão VitorinoEste talvez seja o personagem menos amargurado da trama. Apesar de pobre ele é bem relacionado e parente dos senhores de engenho, vive assim como Dom Quixote em um mundo de fantasias, julgando sua importância maior do que realmente é, fala pelos cotovelos e se julga capaz de defender os fracos, mesmo não sendo.

Confesso que a primeira vista achei que seria uma história arrastada, mas me senti ouvindo um “causo contado” por meus avós. O autor consegue nos manter atentos aos acontecimentos e tudo o que vai acontecendo na vila do Pilar de forma gradativa, além das informações sobre o passado de cada  personagem que fazem com que você se afeiçoe a eles e seus dramas.

Outro detalhe que chamou minha atenção foram os personagens femininos, ao lado de cada um destes homens da narrativa temos também uma grande mulher.  Sinhá esposa de mestre José Amaro e sua filha Marta sofrem muito com a rudeza dele. A filha claramente está em um estagio avançado de depressão e a mãe sem saber como ajudá-la.

Vitorino tem ao seu lado Adriana, que mesmo não concordando com suas loucuras tem para com ele uma paciência digna de uma santa, se mostra uma mãe zelosa e também muitas vezes é a voz da razão quando tenta ajudar a comadre Sinhá e sua filha.

Dona Amélia esposa de Lula, apesar de no inicio não ter agido para defender a mãe do marido, batalha pelo sustento da família e da manutenção do engenho que o pai lhe deixou.  Neném, a filha de Lula tevê sua chance de seguir seu próprio caminho, pois era impedida pelo pai, que erroneamente julgava não existir nenhum homem da cidade que seria digno dela, agora passa seus dias a cuidar do jardim.

Quando lia parte sobre o engenho Santa Fé, D Mariquinha, mãe de Amélia, também chamou muito a minha atenção, pois tudo o que o marido conseguiu construir foi com a ajuda dela, após a morte dele e da apatia do genro ela toma a frente do engenho sendo que a única coisa capaz de abalar sua força foi a distânciada neta.

Este livro é um daqueles livros que ao terminar nos questionando o porque de nunca tinha lido antes, conhecemos um pouco mais do nosso Brasil e do nosso povo, nos vemos sendo representados na narrativa que está sendo contada.

Mesmo tendo começado pelo ultimo meu objetivo é ler os outros livros desta série e aprender um pouco mais da nossa história.

O livro foi adaptado para filme em 1976 e ao final da leitura tive a oportunidade de assistir, porém não me agradadou tanto quanto o livro acho que principalmente devido ao tempo para construção dos personagens que no livro e eita aos poucos e na tela eles acabam ficando rasos.

As imagens dos persosnagens neste post são dos atores que os representaram nesta adaptação.

E se quiser adquirir o livro clica aqui.

Você já leu algum romance regionalista?

Já conhecia a obra de Jose Lins do Rego?

Vamos conversar um pouco mais nos comentários.



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