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MAIA MESQUITA #EULEIONACIONAISCP

Oi Pockets!

Tudo bem com vocês?

Hoje vamos conhecer nossa autora de março, a Maia Mesquita. Ela é escritora no Wattpad, Nyah, LuvBook e Amazon. Além de ser nossa autora do mês, seu conto “Numa noite de domingo” é a nossa leitura coletiva no grupo #EuLeioNacionaisCP .

Fale um pouco sobre você.

Me chamo Elisama, atualmente uso o pseudônimo Maia Mesquita no Wattpad, Nyah, LuvBook e redes sociais. Tenho 28 anos, nasci e moro com meus pais e irmão mais novo em Feira de Santana, Bahia. Tenho um namorado. Eu sou professora de dança e artesã, criadora da marca Jujuba boutique de Laço e, nas horas vagas, gosto de escrever.

 

Quando você começou a escrever?

Minha primeira história foi criada quando eu tinha 15 anos, mas acabei perdendo por conta de um problema no computador. Depois disso, só voltei a escrever aos 19, logo após descobrir um site de fan fiction. Acho que ver que havia a possibilidade de mostrar minhas próprias histórias a outras pessoas, reascendeu esse lado meu.

 

Por que escrever?

Eu sempre fui apaixonada por leitura, sempre achei incrível a capacidade de imaginação que os escritores têm, descobrir que eu também posso fazer isso foi meio que mágico pra mim. Eu amo fazer parte desse mundo mágico que são os livros. Eu amo principalmente o fato de eu ser a proporcionadora de momentos de distração, abstração e, até mesmo, reflexão, momentos felizes e emocionantes para quem lê o que eu escrevo. Estas são as sensações que eu tenho quando eu leio um livro, então eu gosto de pensar que eu também passo isso pras pessoas. É por isso que eu escrevo.

 

O que você tem em comum com os seus livros e/ou personagens?

Minhas personagens sempre têm um pouco de mim, nem que seja o nome, como a Sílvia (este era um dos meus possíveis nomes) ou o humor um tanto ácido e o sarcasmo, como a Lana. Ainda não consegui escrever um livro sem que haja pelo menos uma personagem com uma característica minha. Não se sei isso é possível, se for, alguém me dá a dica kkkkkkkk.

Acho que uma das coisas que tem em todos os livros que escrevi até aqui é a família. A minha família é muito unida, se ajuda em tudo e eu aprecio muito e valorizo isso demais, então vocês sempre verão a importância da família na vida das minhas personagens. Este, sem dúvida, é um ponto muito forte na minha vida e simplesmente não há como não passar isso pros meus livros.


Qual foi o maior obstáculo que você já enfrentou ou enfrenta para se tornar escritora?

Logo de início, quando comecei a postar minhas histórias nos sites de fan fiction, era a faculdade. Eu não tinha tempo de escrever por conta da demanda do curso e diversas vezes as tensões emocionais que eu passava por causa da faculdade, me rendiam vários bloqueios. Cheguei a ficar dois anos sem conseguir escrever nem uma frase por conta disso. Agora enfrento a dificuldade de recomeçar, tenho que me adaptar novamente ao meio literário e às mudanças dos últimos cinco anos pra cá.

Como são as postagens e interações no Wattpad?

Eu sou muito indisciplinada, confesso. Mas isso é muito ruim porque o público demanda frequência e constância, então, com meu livro mais recente, estabeleci dia de postagem e estou conseguindo cumprir direitinho. Tô lá toda segunda, quarta e sexta.

Quanto às interações, tenho que dizer que o Wattpad está um tanto (ou muito) parado. Quando comecei a postar lá, em 2013, cheguei milhares de visualizações em poucas semanas e os leitores comentavam muito, agora pra alcançar mil leituras é um sacrifício e os comentários também são escassos. Eu acredito que isso possa se dever ao fato de a popularidade da plataforma ter crescido absurdamente e eu ter ficado um bom tempo sem aparecer por lá, então fiquei de escanteio. Vamos ver o que acontece daqui pra frente.


Como é a publicação pela Amazon? E o retorno dos leitores?

Publicar na Amazon é muito bom e super fácil. O próprio site disponibiliza ferramentas que facilitam muito a vida do autor independente. Quanto ao retorno dos leitores, mais uma vez tenho que retomar o fato de eu ter ficado um bom tempo afastada da escrita, então é natural que não haja tanta interação. Tenho algumas boas avaliações nos meus primeiros livros, no entanto.

Você já pensou em publicar seu livro de forma independente?

Sim e desisti dez minutos depois de me inteirar das etapas necessárias pra isso kkkkkkkk. Aqui cabe eu explicar que não tenho pretensão de viver de livro e a publicação independente demanda uma disponibilidade que eu não tenho. Estou muito satisfeita com a possibilidade de publicar meus livros na Amazon.

Como é transitar entre romances e fantasia?

Não é tão difícil, são dois estilos que eu amo ler e respeito muito. Os romances são mais fáceis de escrever por serem histórias que poderiam se passar com qualquer pessoa, já a fantasia requer a criação de um mundo, seja ele paralelo ao nosso ou inserido nele. Dá mais trabalho? Sim! Mas é muito gostoso de escrever, porque as possibilidades são maiores. Eu gosto do real e do palpável, mas também gosto das impossibilidades de um cruzamento de uma fada com um dragão. 

Como funciona o processo criativo para você?

Vocês me pegaram nessa kkkkk. Eu sou muito aleatória, eu vi uma foto de um menino com uma mochila em formato de dragão e criei um conto sobre um dragão e uma fada e, desse conto, saiu um livro enorme, boa parte desse livro foi “pensada” enquanto eu dormia. Às vezes tenho uns insights, às vezes me inspiro em histórias reais (como no meu atual romance) e vou explorando os vários “e se” que poderiam acontecer.

De modo algum eu me forço, gosto da leitura fluida e, pra isso, eu prefiro escrever quando as ideias estão borbulhando na minha mente. 

Quais os escritores que influenciam seu modo de escrever?

Definitivamente, Richelle Mead e J. R. Ward, acho que tenho um pouco do Rick Riordan também.

Quando está criando uma história você cria uma playlist para ajudar neste processo?

Eu tenho playlist pra tudo, mas nunca criei uma específica para cada hístória. Tanto que agora, quando vou escrever, estou dando preferência pra músicas instrumentais e sons binaurais, me ajudam a me concentrar na escrita.

Algum dos seus personagens é inspirado em você ou em amigos? Se sim qual?

Sim! tenho várias homenagens a amigas em Armadilhas dos teus braços, as primas da Sílvia: Li, Patrícia e Jessica, são homenagens às autoras Li Oliveira, Patrícia Rossi e Jessica Silvia, que são minhas amigas. No mesmo livro, as amigas de infância dela, Michele e Jaqueline, também são homenagens a pessoas reais.

O conto de Letícia e Gustavo, de Numa noite de domingo..., foi feito com pessoas reais. A Ingrid é minha melhor amiga, fiz uma homenagem a ela, e a Letícia sou eu, contei brevemente a história da nossa amizade no conto.

Quantos livros você já publicou?

Contando com os que estão no Wattpad, sete.

Qual o livro favorito entre os que publicou?

Eu realmente não sei dizer qual o favorito. Tenho apenas um menos favorito, que é Reencontro de amor, segundo livro da trilogia Laços. O romance da Scarlet e do Arthur foi criado inicialmente para ser um romance secundário de Armadilhas dos teus braços, eu resolvi separar e, no final, eu acabei não curtindo muito o resultado.


Quais canais usa para divulgar seu trabalho?

Atualmente, basicamente o Instagram e o próprio Wattpad.

O que podemos esperar para o futuro em termos de história?

Bem, eu lancei há pouco tempo, no Wattpad, À Flor da pele, um romance new adult que eu tô curtindo muito escrever e, assim que finalizar vou lançar na Amazon, estava com saudade de escrever um romance cheio de drama e histórias complicadas. A Colina das Fadas está em fase de revisão e, em breve vai pra Amazon, também, com alguns extras. Tenho em mente uma nova história, mas ainda não decidi se vai ser livro ou mais um conto para integrar Numa noite de verão... E estou estudando a possibilidade de escrever Os segredos da Floresta, que seria uma continuação/ spin-off de A Colina das fadas, mas protagonizado pela Sarah, melhor amiga da Lana.

Como você sente que as pessoas têm recebido os novos autores?

Acredito que muito bem. Pelo menos é o que tem acontecido comigo pela segunda vez. Quando eu comecei a escrever e agora, depois de muito tempo sem aparecer, é como se eu fosse alguém novo e eu fui e estou sendo muito bem recebida por todos com quem entro em contato e quem lê minhas histórias.

Acha importante o autor procurar se profissionalizar?

Eu acho que a busca pela informação e aperfeiçoamento é importante no que quer que as pessoas se proponham. Eu não me considero uma escritora profissional, mas estou sempre procurando melhorar minha escrita, já fiz cursos, tenho alguns na lista para fazer mais pra frente e sempre que posso acompanho canais e perfis que dão dicas para autores.

Qual a característica mais marcante da sua escrita?

O humor. Mesmo nas tramas mais dramáticas, sempre há momentos leves e bem-humorados. Eu gosto de quebrar a tensão no meio do texto.


O que de melhor e de pior a escrita te trouxe?

A liberdade de criar o mundo e a história que eu quiser é a melhor parte de escrever, não ter regras em alguma coisa é muito bom, me faz extravasar.

Escrevendo eu descobri os bloqueios criativos e descobri que eu sou muito controlada pelas minhas emoções, apesar de ser fleumática. Quando se trata de escrever, se eu estiver emocionalmente abalada, não vou pra lugar nenhum e isso é horrível. Já aconteceu de eu estar com uma cena toda na cabeça e simplesmente sumir tudo por questões emocionais.


O que são seus leitores para você?

Eles são como as cores em um desenho. As histórias que eu crio tem formas e nuances definidas, mas quando alguém lê e, especialmente, quando me dá algum tipo de retorno, eu tenho uma perspectiva mais assertiva acerca do que escrevi, às vezes, até vejo de um modo diferente, assim como quando se colore um desenho em uma folha de papel.

 

 

PING PONG

Cor? Preto.

Filme? Jonh Wick.

Série? Game of Thrones.

Música? Alive (P.O.D).

Cantor(a)? For Today.

Raiz ou Nutella? Raiz.

Dia ou noite? Dia.

Frio ou calor? Calor.

Livro físico ou e-book? Depende.

Casar ou comprar uma bicicleta? Casar.

Ficção ou Não-ficção? Ficção.

Viajar ou ficar em casa? Viajar.

Gato ou cachorro? Nenhum dos dois.

Fast Food ou Comida caseira? Comida caseira.


4 comentários:

  1. Bela entrevista! Esta escritora é muito criativa. Parabéns!

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  2. Amo os livros da Maia Mesquita eu super indico... Vcs irão se apaixonar tbm. Parabéns

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