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Animação Como Mágica

domingo, 7 de junho de 2026
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Oi, Pockets!

Hoje vim indicar a animação Como Mágica, disponível na Netflix. Confesso que resolvi assistir depois de ver tanta gente comentando sobre o famoso peixe do filme (rsrs). A curiosidade falou mais alto e não me arrependo nem um pouco!

A história se passa no Vale, um lugar repleto de criaturas fantásticas e paisagens encantadoras. É nesse cenário que conhecemos Ollie, um Pookoo, uma pequena criatura da floresta curiosa e aventureira, e Ivy, uma Javan, uma ave imponente que carrega responsabilidades desde muito jovem. Embora pertençam a espécies diferentes e que aprenderam a se enxergar como rivais, um acontecimento inesperado faz com que os dois troquem de corpo. A partir desse momento, eles precisam aprender a conviver, compreender as dificuldades um do outro e encontrar uma maneira de desfazer a magia que mudou suas vidas.

O que mais gostei foi a forma como a amizade é trabalhada ao longo da narrativa. O filme mostra que conexões podem surgir mesmo entre aqueles que cresceram acreditando que deveriam ser inimigos. Fiquei pensando em como muitos conflitos poderiam ser resolvidos de maneira simples, mas como o medo do novo e do diferente acaba criando barreiras desnecessárias. Muitas vezes, as pessoas acreditam que precisam seguir apenas aquilo para o que nasceram ou foram ensinadas, sem se permitirem descobrir novos caminhos.

Ollie é um personagem curioso (cheio de ideias para tentar descobrir tudo ao seu redor), mas que vive limitado pelos medos e preconceitos transmitidos por sua própria espécie. Ele passa boa parte da história acreditando que não existe outra forma de viver além daquela que lhe foi apresentada. Já Ivy demonstra maturidade, já que precisou cuidar de suas irmãs, porém ela é bem mandona e nada humilde, rs. Olli e Ivy acabam embarcando em uma jornada que vai muito além de tentar recuperar suas formas originais: é também uma história sobre compreensão, perdão e superação de mágoas do passado, já que eles já se conheciam e o que fez mudar a vida de cada.

Outro ponto que gostei bastante foi o “vilão”. Sabe aquele personagem que você entende os motivos, mesmo sem concordar com suas atitudes? Foi exatamente assim para mim. Não consegui simplesmente desgostar dele, porque a animação apresenta suas razões de uma forma que nos faz refletir, talvez a solidão o tenha transformado.

Além disso, a ambientação está linda! Os cenários são cheios de cores e detalhes que tornam a experiência ainda mais divertida. A única reclamação que tenho é que achei o filme curto demais. Quando percebi, já estava chegando ao final e queria passar mais tempo naquele universo. Foi uma surpresa e super recomendo!

E vocês, já assistiram? Me contem nos comentários o que acharam!



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Nordeste de Gilberto Freyre

quarta-feira, 3 de junho de 2026
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Hello, Queridos Pockets! Como vão? ✨🌵📚

Existem leituras que nos ensinam, há as que nos encantam, e existem aquelas raras obras que conseguem fazer as duas coisas ao mesmo tempo.
Nordeste: Uma Visão em Quadrinhos da Civilização do Açúcar, inspirado na obra de Gilberto Freyre e adaptado por André Balaio e Roberto Beltrão, com arte de Luciano Félix, da @globaleditora, foi uma surpresa maravilhosa.

Confesso que logo no início já fiquei maravilhada, encontrei algo muito maior do que o esperado: uma leitura que me surpreendeu pela capacidade de transformar conhecimento em encantamento.

Muito mais do que uma HQ, esta obra é uma viagem pelas raízes de uma das regiões mais fascinantes e complexas do Brasil. A cada página somos convidados a percorrer paisagens, rios, matas, engenhos, tradições, dores e resistências que ajudaram a construir a identidade nordestina.

O que mais me impressionou foi a forma como os quadrinhos conseguem dar vida a temas que, muitas vezes, parecem distantes ou excessivamente acadêmicos. Aqui, a história ganha cor, movimento e emoção. Os cenários respiram. Os rios correm. Os canaviais se espalham pelo horizonte. E as pessoas que ajudaram a construir essa história finalmente ocupam o espaço que merecem.

A obra não apenas revisita o pensamento de Gilberto Freyre, mas também dialoga com o presente. Ao abordar a contribuição dos povos para a formação cultural da região, a HQ amplia perspectivas e nos convida a refletir sobre heranças que ainda moldam nossa sociedade.

Foi impossível não me encantar com a riqueza visual desta edição. Cada quadro parece cuidadosamente construído para nos lembrar que a história não vive apenas nos livros: ela vive na terra, na água, nos costumes, na comida, na linguagem e na memória coletiva daqueles que nos apresentam a alma de um lugar, que nos ajudam a compreender nossas origens, que com sua simplicidade traduzem a identidade de uma região e nos levam ao encontro das nossas raízes.

Porque conhecer a história de um povo é também uma forma de entender quem somos.


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Meus Amigos de Fredrik Backman

terça-feira, 2 de junho de 2026
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Hello Pockets, como vão? Há autores que leio sem pensar, porque adoro o modo como escreve, porque para muitos sua escrita pode parecer meio confusa, mas não, ele explora as fragilidades humanas, a nossa verdadeira natureza e isso me fascina, falo de Fredrik Backman @backmansk com seu mais novo lançamento: "Meus Amigos" da rocco.

Esse livro chega de mansinho e quando vemos já nos atravessou. Tudo se inicia começa com uma pintura, e entrega tanto que não o esquecemos mesmo tempos depois.

Louisa vê o que ninguém vê, enquanto todos olham o mar, ela enxerga três figuras esquecidas — e decide que não vai ignorar aquilo. Talvez porque ela também saiba como é se sentir… invisível.

E então chega Ted, cansado, quebrado, carregando mais do que consegue dizer.
Ele não queria uma jornada.
Mas, de algum jeito, acaba fazendo parte de uma.

E no passado…existem eles.

Um grupo de adolescentes que não tinham quase nada,
mas tinham uns aos outros, e os verões, amizade, apesar dos traumas...

Eles riam alto demais, escondiam dores grandes demais, e encontravam naquele cais abandonado, um lugar onde podiam existir sem medo.

E é impossível não sentir, e não se emocionar, algumas amizades não mudam o mundo… mas nos salvam, e isso basta.

O que marca: a dor de crescer rápido demais, a beleza de ser visto por alguém e a certeza de que certas pessoas nunca vão embora de verdade!

Backman entende a fragilidade de existir, sem exageros, sem pressa, só as verdades.

E quando termina…
fica a sensação de que aquelas pessoas ainda estão ali, sentadas no cais, rindo de algo bobo e, ao mesmo tempo, salvando umas às outras.

E isso queridos não tem como esquecer, por isso leiammmm!!!




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Antes e depois de Alba de Céspedes

segunda-feira, 1 de junho de 2026
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Hello Pockets, como vão?
Hoje eu não vim falar de um livro…venho falar de um sentimento que fica depois dele. "Antes e depois" de Alba de Céspedes da @bazardotempo, não é uma leitura fácil de se explicar, é uma que se sente...

Eu achei que esse livro falava sobre liberdade, mas não fala sobre o que acontece… depois que a gente a conquista.

Conhecemos Irene, uma mulher que fez tudo “certo” dentro do que acreditava: construiu sua independência, sua rotina, sua própria forma de existir no mundo. Até que Erminia, sua jovem empregada, vai embora.

E o que se quebra não é a rotina. É a certeza. Porque, às vezes, a gente só entende a própria vida quando algo aparentemente pequeno sai do lugar.

Irene não desmorona — ela se desloca. E isso é ainda mais inquietante. .
Erminia, não era só presença. Era estrutura. E a gente só percebe isso quando se esvai...

Esse livro me deixou com uma sensação estranha e questionamentos, não há segurança nenhuma em nosso caminhar, há solidão mesmo tentando negar, e a liberdade… também pode ser um local solitário.

Super indico, aliás todas as obras de Céspedes , pq são perfeitas, atemporais e um grito para a nossa emancipação na sociedade patriarcal.

Beijocas e um inté a próxima!


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Mensagem para Você da Tamara Balliana

sábado, 30 de maio de 2026
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Oi Pockets!

A dica de hoje é Mensagem para Você, da autora Tamara Balliana, publicado pela editora Galuba.

Na história, acompanhamos Solène e Léo, dois desconhecidos que acabam se aproximando por causa de um simples engano. O que começa como uma troca de e-mails enviada para a pessoa errada vai se transformando em uma amizade cheia de conversas sinceras, confidências e uma conexão construída pouco a pouco.

Uma das coisas que gostei na leitura foi essa construção do relacionamento dos protagonistas. A troca de e-mails é divertida, leve e muito natural. Em vários momentos me peguei sorrindo acompanhando as conversas dos dois. Acho que existe algo muito verdadeiro na forma como, às vezes, conseguimos nos abrir mais facilmente por mensagens do que pessoalmente.

Outro ponto que adorei foi a questão dos protagonistas serem gêmeos. Tanto Solène quanto Léo possuem irmãos gêmeos, e achei muito interessante acompanhar essas relações familiares ao longo da narrativa. Mesmo envolvendo acontecimentos difíceis, especialmente no caso do Leo, a autora conseguiu construir tudo de uma forma muito sensível.

Confesso que em alguns momentos fiquei um pouco chateada com a Solène. Ela frequentemente se mostrava muito fechada e até um pouco grossa com as pessoas que tentavam ajudá-la. Em vários momentos eu só queria dizer: “Solène, aceita esse carinho!”. Porque era visível que seus amigos e familiares estavam ali por amor e preocupação, não por pena.

Mas justamente por isso gostei do desenvolvimento da Sol. Aos poucos ela vai percebendo que também possui falhas e que, muitas vezes, acabava usando sua deficiência como uma barreira para afastar as pessoas antes que elas pudessem se aproximar de verdade.

Também gostei da forma como a autora trabalhou o Léo. Em vários momentos ele estava tão preocupado em agradar todo mundo ao seu redor e corresponder às expectativas dos outros que acabava deixando de lado os próprios desejos. Muitas vezes ele se escondia atrás das responsabilidades, do trabalho e da necessidade de ser sempre o “forte” para quem ama, sem realmente parar para pensar no que o faria feliz.

preciso destacar: a representatividade. Ainda encontramos poucos romances com protagonistas com deficiência, e gostei muito da forma como a autora construiu uma personagem forte, independente, inteligente e cheia de personalidade. A deficiência faz parte da vida da Sol, mas não define quem ela é.

Foi uma leitura que me divertiu bastante, me fez rir e trouxe reflexões importantes sem perder a leveza. A escrita da Tamara faz com que a gente se apegue facilmente aos personagens e torça por eles do início ao fim 💜

Disponível na Amazon e no Kindle Unlimed 😉
Livro físico no site da @galubaeditorial



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