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Meus Amigos de Fredrik Backman

terça-feira, 2 de junho de 2026
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Hello Pockets, como vão? Há autores que leio sem pensar, porque adoro o modo como escreve, porque para muitos sua escrita pode parecer meio confusa, mas não, ele explora as fragilidades humanas, a nossa verdadeira natureza e isso me fascina, falo de Fredrik Backman @backmansk com seu mais novo lançamento: "Meus Amigos" da rocco.

Esse livro chega de mansinho e quando vemos já nos atravessou. Tudo se inicia começa com uma pintura, e entrega tanto que não o esquecemos mesmo tempos depois.

Louisa vê o que ninguém vê, enquanto todos olham o mar, ela enxerga três figuras esquecidas — e decide que não vai ignorar aquilo. Talvez porque ela também saiba como é se sentir… invisível.

E então chega Ted, cansado, quebrado, carregando mais do que consegue dizer.
Ele não queria uma jornada.
Mas, de algum jeito, acaba fazendo parte de uma.

E no passado…existem eles.

Um grupo de adolescentes que não tinham quase nada,
mas tinham uns aos outros, e os verões, amizade, apesar dos traumas...

Eles riam alto demais, escondiam dores grandes demais, e encontravam naquele cais abandonado, um lugar onde podiam existir sem medo.

E é impossível não sentir, e não se emocionar, algumas amizades não mudam o mundo… mas nos salvam, e isso basta.

O que marca: a dor de crescer rápido demais, a beleza de ser visto por alguém e a certeza de que certas pessoas nunca vão embora de verdade!

Backman entende a fragilidade de existir, sem exageros, sem pressa, só as verdades.

E quando termina…
fica a sensação de que aquelas pessoas ainda estão ali, sentadas no cais, rindo de algo bobo e, ao mesmo tempo, salvando umas às outras.

E isso queridos não tem como esquecer, por isso leiammmm!!!




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Antes e depois de Alba de Céspedes

segunda-feira, 1 de junho de 2026
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Hello Pockets, como vão?
Hoje eu não vim falar de um livro…venho falar de um sentimento que fica depois dele. "Antes e depois" de Alba de Céspedes da @bazardotempo, não é uma leitura fácil de se explicar, é uma que se sente...

Eu achei que esse livro falava sobre liberdade, mas não fala sobre o que acontece… depois que a gente a conquista.

Conhecemos Irene, uma mulher que fez tudo “certo” dentro do que acreditava: construiu sua independência, sua rotina, sua própria forma de existir no mundo. Até que Erminia, sua jovem empregada, vai embora.

E o que se quebra não é a rotina. É a certeza. Porque, às vezes, a gente só entende a própria vida quando algo aparentemente pequeno sai do lugar.

Irene não desmorona — ela se desloca. E isso é ainda mais inquietante. .
Erminia, não era só presença. Era estrutura. E a gente só percebe isso quando se esvai...

Esse livro me deixou com uma sensação estranha e questionamentos, não há segurança nenhuma em nosso caminhar, há solidão mesmo tentando negar, e a liberdade… também pode ser um local solitário.

Super indico, aliás todas as obras de Céspedes , pq são perfeitas, atemporais e um grito para a nossa emancipação na sociedade patriarcal.

Beijocas e um inté a próxima!


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Mensagem para Você da Tamara Balliana

sábado, 30 de maio de 2026
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Oi Pockets!

A dica de hoje é Mensagem para Você, da autora Tamara Balliana, publicado pela editora Galuba.

Na história, acompanhamos Solène e Léo, dois desconhecidos que acabam se aproximando por causa de um simples engano. O que começa como uma troca de e-mails enviada para a pessoa errada vai se transformando em uma amizade cheia de conversas sinceras, confidências e uma conexão construída pouco a pouco.

Uma das coisas que gostei na leitura foi essa construção do relacionamento dos protagonistas. A troca de e-mails é divertida, leve e muito natural. Em vários momentos me peguei sorrindo acompanhando as conversas dos dois. Acho que existe algo muito verdadeiro na forma como, às vezes, conseguimos nos abrir mais facilmente por mensagens do que pessoalmente.

Outro ponto que adorei foi a questão dos protagonistas serem gêmeos. Tanto Solène quanto Léo possuem irmãos gêmeos, e achei muito interessante acompanhar essas relações familiares ao longo da narrativa. Mesmo envolvendo acontecimentos difíceis, especialmente no caso do Leo, a autora conseguiu construir tudo de uma forma muito sensível.

Confesso que em alguns momentos fiquei um pouco chateada com a Solène. Ela frequentemente se mostrava muito fechada e até um pouco grossa com as pessoas que tentavam ajudá-la. Em vários momentos eu só queria dizer: “Solène, aceita esse carinho!”. Porque era visível que seus amigos e familiares estavam ali por amor e preocupação, não por pena.

Mas justamente por isso gostei do desenvolvimento da Sol. Aos poucos ela vai percebendo que também possui falhas e que, muitas vezes, acabava usando sua deficiência como uma barreira para afastar as pessoas antes que elas pudessem se aproximar de verdade.

Também gostei da forma como a autora trabalhou o Léo. Em vários momentos ele estava tão preocupado em agradar todo mundo ao seu redor e corresponder às expectativas dos outros que acabava deixando de lado os próprios desejos. Muitas vezes ele se escondia atrás das responsabilidades, do trabalho e da necessidade de ser sempre o “forte” para quem ama, sem realmente parar para pensar no que o faria feliz.

preciso destacar: a representatividade. Ainda encontramos poucos romances com protagonistas com deficiência, e gostei muito da forma como a autora construiu uma personagem forte, independente, inteligente e cheia de personalidade. A deficiência faz parte da vida da Sol, mas não define quem ela é.

Foi uma leitura que me divertiu bastante, me fez rir e trouxe reflexões importantes sem perder a leveza. A escrita da Tamara faz com que a gente se apegue facilmente aos personagens e torça por eles do início ao fim 💜

Disponível na Amazon e no Kindle Unlimed 😉
Livro físico no site da @galubaeditorial



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Entre Vidas de Mario Salerno Junior

sexta-feira, 29 de maio de 2026
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Hello Pockets, como vão? Mais uma leitura marcante, este livro é baseado em fatos reais, um livro nacional incrível, dolorido e delicado: ”Entre Vidas” de @mario.salernojr da @ipedasletras, enviado pela @elvineassessoria.

Existem histórias sobre reencarnação que parecem distantes da realidade. Entre Vidas, de Mario Salerno Junior, emociona justamente porque transforma esse tema em algo íntimo, humano e dolorosamente sensível. Júnior é um jovem tentando viver sua própria vida enquanto carrega memórias que não deveriam existir. Aos poucos, ele começa a compreender as razões pelas quais se recorda de uma existência passada — quando era Valdir, um adolescente apaixonado por música, integrante de uma banda de fanfarra escolar, cuja vida foi interrompida de forma trágica em um acidente no ano de 1960, no Rio Turvo, em São José do Rio Preto.

O livro trabalha a reencarnação de maneira muito emocional, como continuidade de sentimentos, lembranças e feridas que atravessam o tempo. O mais tocante é perceber como Júnior vive dividido entre duas identidades, tentando entender por que determinadas dores, medos e memórias parecem maiores do que sua própria vida atual.

Com delicadeza e respeito o autor aborda uma tragédia que marcou profundamente a cidade. O acidente não aparece apenas como pano de fundo — ele se transforma em um ponto de ligação entre passado e presente, entre vidas interrompidas e almas que talvez ainda estejam tentando encontrar respostas.

A narrativa possui uma melancolia muito bonita, há música, saudade, perda e uma sensação constante de que certas conexões humanas sobrevivem mesmo depois da morte. Em muitos momentos, a leitura parece perguntar silenciosamente até onde uma alma consegue carregar suas lembranças. O mais marcante é como Valdir continua vivo dentro de Júnior não apenas pelas memórias, mas pelas emoções. Como se o passado ainda respirasse dentro dele, tentando ser compreendido.

✨ “Algumas almas não retornam para reviver o passado. Retornam para finalmente entendê-lo.”

Entre Vidas é uma obra sobre memória, espiritualidade e pertencimento. Um livro que fala sobre reencarnação não apenas como renascimento, mas como a tentativa da alma de cicatrizar aquilo que nunca conseguiu deixar para trás.


🖤 Uma leitura profundamente humana, sensível e emocionalmente inesquecível.



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Quando o amor nos trouxe de volta da Nanda Brasil

quinta-feira, 28 de maio de 2026
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Oi Pockets!

A dica de hoje é Quando o amor nos trouxe de volta, da autora Nanda Brasil, lido durante a leitura coletiva organizada pela editora Codal.

Na história, conhecemos Sophie, uma jovem artista que retorna para New York cheia de planos para reencontrar o namorado, mas tudo desmorona quando ela recebe um término por mensagem de texto justamente no aniversário de namoro. Como se isso não bastasse, ela ainda o vê ao lado de outra mulher, o que faz todas as suas inseguranças sobre o próprio corpo e autoestima virem à tona.

Em meio ao caos emocional, Sophie encontra Johny, um homem misterioso, intenso e extremamente provocante, que parece enxergar nela algo que ela mesma não consegue ver. E é justamente nesse jogo de aproximações, provocações e vulnerabilidades que a história começa a ganhar força. Além disso, Tae Wun, o melhor amigo da protagonista, rouba muitas cenas com seu cuidado, proteção e amizade inabalável.

Uma das coisas que mais gostei foi justamente o fato de Sophie e Johny terem uma conexão muito forte desde o início. Mesmo nos primeiros encontros já existe aquela química carregada de tensão, curiosidade e intensidade que deixa a leitura extremamente envolvente. Os diálogos entre eles são divertidos, provocadores e cheios de personalidade (e Johny faz a gente suspirar viu, rs).

E preciso confessar uma coisa: mesmo adorando o Tae Wun e entendendo completamente o carinho e proteção que ele sente pela Sophie… eu desconfiei dele em vários momentos, rs. Perdão, Tae! Mas aquele jeitinho super protetor e sempre presente me deixou com a pulga atrás da orelha durante boa parte da leitura.

Outro ponto que me conquistou muito foi toda a atmosfera do livro. As referências musicais deixaram tudo ainda mais conectado com a história, principalmente para quem ama doramas e o universo do BTS. Achei muito legal como cada capítulo possui uma música, porque isso ajuda demais a entrar no clima da história e nas emoções dos personagens. Sem contar que estava indo tudo bem até uns 70% do livro e, do nada, vem uma bomba! Quase morri do coração achando que teria um final trágico, rs.

Além disso, gostei bastante da forma como a autora trabalhou temas como autoestima, insegurança, aceitação e amor-próprio sem deixar a narrativa pesada. A Sophie é uma personagem muito humana e, em vários momentos, senti vontade de abraçá-la.

Foi aquele tipo de romance que me prendeu facilmente e que vai muito além do clichê romântico, porque também aborda vários temas importantes. E uma das coisas que mais gostei foi justamente acompanhar o processo da Sophie voltando a acreditar em si mesma.

Recomendo muito a leitura para quem gosta de romances e BTS.

Até a próxima!


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