Olá Pockets!!! Carol Grayshadow por aqui e hoje convido a todos para conhecer e ler a novela do grande escritor Machado de Assis: O Alienista.
É por meio desse questionamento que começo a falar de O Alienista, na qual acompanhamos a vida da personagem Dr. Bacamarte, que chega da Europa com um propósito muito “nobre” de estudar a mente humana e curar a loucura em uma cidade do Rio de Janeiro chamada Itaguaí.
No início da novela Machadiana o povo da cidade encara essa situação como algo bom para todos, pois um homem da ciência veio para agregar e desenvolver seu método e encontrar a cura para o mal da mente, mas ao decorrer da história essa se torna uma decisão arbitrária e prepotente por parte do grande doutor.
Simão constrói, com a ajuda de autoridades da cidade, um asilo para internar as pessoas com algum tipo de comportamento ou pensamento que se diferencia dos outros, a chamada Casa Verde. É a partir daí que podemos perceber que ter atitudes fora do comum ou de acordo com uma sociedade poderia ser a sua sentença para ser colocado na Casa Verde e ser estudado por Simão.
Nessa novela percebemos três partes bem distintas, a primeira é a construção e inauguração da Casa Verde, com todos achando que seria um grande benefício a população, a segunda é quando essa mesma população percebe a forma com a qual o Dr. Bacamarte estava diagnosticando seus pacientes e incitam uma revolta para fechar o asilo e libertar seus internos e finalmente a terceira que é quando o próprio Dr. percebe que talvez toda a sua pesquisa seria um ledo engano.
Durante a leitura podemos encontrar a ironia e sátira Machadiana tão marcante em seus livros, principalmente quando ressalta que o que é considerado normal é o esperado por parte de autoridades e pela sociedade que é condicionada a seguir um certo padrão, mas um padrão determinado por aqueles que se dizem “da ciência” com seus discursos de que o problema se encontra no que é diferente, contestador e de certa forma estranho.
Por fim Dr. Simão Bacamarte tinha um ego enorme e de forma aleatória tentou ditar quem era louco ou não na cidade.
A questão da arbitrariedade com discurso científico para justificar atrocidades ainda é bem atual e essa leitura foi muito rica ao me mostrar essas reflexões.
Quem pode determinar o que é o normal? É por meio da força que se encerra pessoas em asilos em prol da ciência? Esse livro ainda é muito atual ou eu estou imaginando?
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