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Em Agosto Nos Vemos - Gabriel Garcia Marquez

Hello Queridos!!! Livros que causam polêmicas me deixam com uma curiosidade insana, mal pude esperar para tê-lo em minhas mãos, estou falando de “Em Agosto Nos Vemos” do querido e amado Gabo, Gabriel Garcia Marquez, da @record.

Uma edição maravylynda, capa dura, que está em todas as mídias possíveis, pois Gabo não o queria lançado, ele havia dado ordens expressas para destruir o manuscrito, eu concordo em número e gênero e grau com os filhos, esta novela teria que alcançar os fãs, mesmo que alguns se objetassem.

Uma publicação póstuma, nem me passou pela cabeça julgar Rodrigo e Gonzalo, pois para nos agradar e matar um tico a saudade das obras primas do autor, heis que ele chega as nossas mãos.

Quando o @amigosdaleitura oficial, aliás um grupo que amo além da vida, propôs a leitura coletiva e um debate entrei em êxtase. Então me joguei nestas perfeitas páginas e pude reconhecer apesar da senilidade de Gabo suas características que ali estariam marcadas.

Para quem como eu que é fã de carteirinha, logo no início reconhece os símbolos, flores, uma mãe morta e o cemitério, impossível não os ligar ao caráter da nossa protagonista, Gabo sempre foi esplêndido em nos fazer raciocinar e localizar nas entrelinhas que tudo que fora posto no papel, tinha sentido.

Há várias mensagens, como o nome da nossa protagonista, Ana Magdalena Bach, apresenta também a musicalidade pois seu nome nos remete a segunda esposa de Johann Sebastian Bach, que sufocada mesmo que inconscientemente pela rotina de seu casamento, ano após ano em agosto visita o tumulo da mãe e deixa gladíolos.

A música e a literatura valsam em poucas páginas, mas que de fato são intensas para aqueles que conseguem identificar os traços de Gabo mesmo em meio a demência que o visita.

Enfim, não temos que compará-lo a: “Cem Anos De Solidão” Ou “O Amor Nos Tempos Do Cólera”, mas não deixa de ser uma joia rara, mesmo a doença que o debilitava nos deixa a mensagem que casamentos não devem ferir o princípio da individualidade, que mulheres podem e devem ser o que elas quiserem, sem julgamentos moralistas, ele nos expõe o que cada uma de nós carrega dentro de seu mais íntimo ser.

Quem nunca olhou para trás e não se questionou depois de anos de relacionamento e “se”, atire a primeira pedra.

Gabo foi e será sempre o nosso exímio exemplo de belíssima prosa, conhecimento humano e poder imenso de descrição de fatos e desejos.

Beijocas e inté a próxima.



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