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A Náusea - Jean-Paul Sartre

Hello Pockets!

Cumprindo o desafio do @amigosdaleituraoficial do mês de abril, cujo tema 2 era: Um livro que já foi censurado, escolhi dois: A Náusea e A Idade da Razão ambos são de Jean Paul Satre e “Index Librorum Prohibitorum”

Náusea, que foi o primeiro romance filosófico de Sartre, apesar de todas as críticas já ouvidas, que é um livro denso, difícil, me surpreendi demais com o conteúdo e acabei me repreendendo por tê-lo deixado tanto tempo na lista dos não lidos. A obra realmente é bastante intensa e profunda, sendo necessário algumas pausas ou releitura para parágrafos, depois de lê-la entendi mais ainda o motivo dos livros de Satre terem sido incluídos na Index, eram proibidas pela Igreja Católica, pois eram exemplos de filosofia contra a humanidade. Antoine Roquentin, nosso protagonista cerca de 30 anos, já viajou muito, vive na pequena cidade de Bouville para onde se mudou para estudar a vida do Marquês de Rollebon, uma figura pitoresca da França que vivera no século XVIII

Então percebe ao ler uma biografia do tal Marques algumas “sensações”, “estranhamentos”, que chama de “náusea”. É superinteressante como nosso personagem desenha o ambiente e pessoas, nos fazendo imaginar perfeitamente o cenário. A crítica explicita ao estilo de vida da época, dos burgueses e do proletariado, enfim, das pessoas que causam esse sentimento de repulsa à humanidade no protagonista.Acompanhando seu pensamento de que tudo é sem sentido, não há explicação na vida para nada, discute isso inclusive bastante com o “Autodidata”, um personagem humanista, que passa muito tempo lendo todas as obras “por ordem alfabética” na Biblioteca Municipal

O Autodidata discorda de Roquentin, e acredita piamente que “devemos amar todos os seres humanos”, os dois nos fazem refletir, Satre na minha opinião é claro ironiza escancaradamente: o Humanismo. Há, outros personagens também que inclusive influenciam o modo de pensar de Roquentin, sua descrença em tudo tem alguns nomes atrelados por exemplo Anny, a ex-namorada. Um dos detalhes que mais chama a atenção é a relação de Antoine com uma música de Ella Fitzgerald, chamada “Some of These Days”, quando a ouve ele deixa de sentir ou perceber uma náusea.

Penso que mesmo que seja por minutos ele consegue através da melodia dar um sentido à existência.

“É preciso sofrer com compasso”.
O que nos surpreende são as mudanças do nosso protagonista que decide escrever um romance.  Quando a vida se torna insuportável, narrar é uma alternativa poderosa. 

Beijinhos e inté...




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