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A ROUPA DO CORPO - FRANCISCO AZEVEDO


Hello Pockets !!! 

Como vão? Passaram bem o Natal? Espero que sim. 

Hoje apresento a vocês um livro que estará entre os meus melhores lidos de 2.020. Minha resenha não será profunda, nem citarei todos os personagens porque certamente não conseguiria o resumir a contento, me amedrontei em não alcançar com poucas palavras a profundidade desta obra. Seria necessário um texto muito muito longo para poder expressar tudo o que ele representou para minha pessoa.   



Título: A roupa do Corpo
Autor: Francisco Azevedo
Editora: Record
Páginas: 532
Classificação: 
Sinopse: A roupa do corpo conclui a tetralogia iniciada pelo best-seller O arroz de Palma, seguido por Doce Gabito e Os novos moradores. Neste novo romance, Francisco Azevedo nos apresenta o narrador-personagem Fiapo, que nos conduz pela viagem de sua vida.
Com ele, seus caminhos e seus relacionamentos, acompanhamos as infinitas possibilidades que cabem em uma existência, quando dedicada à compreensão da alma. Entre os grandes movimentos planetários e os marcos históricos, a vida cotidiana acontece. É entre o nascer e o morrer que amamos, odiamos, nos ressentimos e nos reconciliamos. ""Nada é banal. E não existem pessoas comuns."" ""Podemos não perceber, mas tudo nesta vida é pura mágica"", como nos lembra o autor.

O livro percorre conflitos nascidos de encontros e desencontros, fragmentação e recomposição familiar, que propiciam o compartilhamento de uma memória comum e um destino coletivo que nos irmanam e aproximam; e trará aos veteranos leitores de Francisco Azevedo uma carga nostálgica, pois os personagens dos livros anteriores aparecem também aqui, apontando os vínculos que nos constituem e acompanham nossa existência.

Com uma jornada que se inicia entre o Rio de Janeiro e as cidades de Convés e de Santo Antônio da União, rumo ao difícil e desafiador ano de 2020, A roupa do corpo é um convite para que nos deixemos seduzir pela habilidade de Francisco Azevedo de contar histórias, criando personagens e conflitos com todas as complexidades e contradições da vida humana. (Skoob)


Este livro faz parte de uma tetralogia que se inicia por: “Arroz de Palma” seguida por “Doce Gabito”, “Os novos Moradores” e este que trago a resenha a vocês.

Foi tão surpreendente como conheci as obras deste autor, uma amiga um belo dia me perguntou se eu tinha e poderia emprestar para ler. Infelizmente não pude atendê-la não conhecia nenhuma das obras dele. E como boa virginiana que sou, curiosa e aflita par ter um livro novinho nas mãos, isso me tira sorrisos fáceis, quis saber um pouco mais e li “Arroz de Palma”.

E claro que me apaixonei é uma obra esplendorosa, uma história maravylynda sobre família, amizade, laços, pessoas e vidas.

     

Amizades fortes e encantadoras entre homens e mulheres, muitos dizem que pode ser uma relação difícil e nem sempre verdadeira, mas aos olhos do autor não, elas são as melhores, mais sinceras, mais importantes e emocionantes.

 

Nas palavras de Francisco Azevedo: “Sempre digo que amigo é quem ama, da mesma forma que amante é quem ama – o verbo é o mesmo”.

 

A Roupa do Corpo conseguiu me emocionar desde o primeiro parágrafo, suspirei, meus olhos marejaram e devorei o livro ao virar da noite, simplesmente não consegui dormir porque queria chegar ao fim, e que grata surpresa, um romance simples, delicado, tocante, uma história de amizade na sua forma mais plena, pura e linda.


                                  


O contexto familiar foi perfeito, a simplicidade do amor dos pais de Pedro, nosso protagonista, ainda sinto cada frase, cada emoção diferente que tive ao virar as páginas, ainda respiro a obra.


Francisco Azevedo depois destas leituras faz parte da minha enorme lista de autores prediletos, morará eternamente do lado esquerdo do peito, um exímio escritor, todas as suas obras possuem figuras de linguagem minuciosamente muito bem colocadas, e posso dizer ele é um verdadeiro poeta.

As histórias são contadas com uma leveza e com frases tão impactantes que é impossível não sentir as lágrimas caírem em várias passagens. Capítulos curtos recheados de bom humor, e ao mesmo tempo tão permeados de emoção que lemos sem notar a passagem das horas.  


Deixo aqui algumas frases que me marcaram:

“Papai era homem de bons modos, mas não abotoava a camisa. Mamãe o censurava por andar daquele jeito decomposto, e a resposta que ouvia era sempre a mesa: Botão é que nem filho, não se prende em casa, maldade. Além do mais, é saudável manter o peito,  exposto aberto. E o coração, ventilado.”

“Sãos os ruídos familiares, as coisas todas ficam ali a nossa espera- porque vivem e se realizam em nós com prestativa e silenciosa amizade. São as janelas que vamos abrindo, e as portas que dão acesso ao que nos é familiar”.

“Contrastes convivem dentro de mim. Posso ser romântico ou perverso, e não vejo pecado onde há prazer doado e consentido. Sinto-me confortável no esplendor das festas da Vicenza Dalla Luce e na simplicidade franciscana de um restaurante sem nome da Rua do Ouvidor. Parte de mim é a excitação do Rio de Janeiro, parte é o sossego de Convés. Parte é João , parte é Fiapo. Parte é bicho solto no mato. Parte é aliança no dedo, é pretendente comportado com chocolates e flores a oferecer”.

“Chegadas que desconcertam, estradas que acolhem ou metem medo, partidas que emocionam ou dão alívio. Tijolo, companheiro de quatro rodas, conhece tão  bem quanto eu os confins por onde nos embrenhamos. Em  cada paragem, aprendi mais do ensinei, mais ouvi do que falei, e ri muito mais do que chorei. Ente luzes e sombras, em alguns momentos fui místico, interpretei sinais, em alguns momentos fui ateu, nem um plano adiante do nariz- devagar com  o andor, que o santo é de barro, e não sou flor que se cheire.“    

“ 2020 o ano do espelho, como se o numero 20 se visse refletido, se espantasse com a triste imagem de si mesmo e se perguntasse: porque me causam tantos males? Porque o ódio cego dentro e fora dos lares? Como chegaram a este ponto?”

Indicarei este livro para várias pessoas que amo, certamente deveria ser um clássico, ele me reconstruiu, digo isso com coração cheinho de ternura. Terá um lugar de destaque em minhas estantes, me marcou de dentro para fora, o li com a alma, o guardarei com imenso carinho junto a tantos outros que foram um presente para meu espírito.    

Gostaram da resenha? Deixem seus comentários. 

Beijocas!!




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