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VINGANÇA V.02 - V. E. SCHWAB


Hey, Pockets! Tudo certinho?

Aqui é a Evelyn e venho com as mãos trêmulas dar a notícia de que a autora Victoria Schwab elevou o nível (mais uma vez) do gênero ficção científica, sambou de salto alto (piadinha pra Marcella, daqui a pouco você entende) no suspense e roubou a cena bonito no quesito suspense. MEU DEEEEEEUS! Se Vilão (Vol. 1) já foi de descompassar o bate-bate - glossário: coração - em Vingança tudo foi ainda mais impressionante, bem desenvolvido e esclarecedor.

Título: Vingança (Vol. 2 Vilões)
Autor: V. E. Schwab
Editora: Editora Record
Ano: 2018-2020
Número de páginas: 532
Nota Classificação Skoob: 4.2

Sinopse: Victor Vale e Eli Ever. Grandes amigos no passado, mas agora inimigos mortais que se enfrentam em Vingança, o capítulo final da série Vilões, de V. E. Schwab. Um mês e meio antes, Marcella tinha a vida com a qual sempre havia sonhado. Casada com Marcus, um mafioso em ascensão na cidade de Merit, ela vivia numa mansão e tinha todas as roupas e acessórios que desejava, frequentava as melhores festas e, nos bastidores, planejava com o marido os próximos passos de sua carreira. Sua vida teria seguido exatamente como o planejado, se ela não houvesse descoberto que Marcus a traía. Então, Marcella tentou esfaqueá-lo, mas Marcus era um homem forte, acostumado a matar, por isso não demorou a desacordá-la e abandoná-la para que morresse no incêndio da mansão do casal. Mas esse não seria o fim de Marcella... Cinco anos antes, Victor Vale morreu. Porém, depois do embate com seu antigo amigo de faculdade, Eli Cardale – ou Eli Ever, o assassino de ExtraOrdinários –, Sydney Clarke o trouxe de volta à vida. Mas os poderes da menina tinham limitações, e Victor não ressuscitou exatamente como era. Então, ele passou a dedicar sua vida em busca de uma cura, caçando EOs com poderes capazes de ajudá-lo. Cinco anos antes, Eli Ever foi preso. Após deixar um rastro de cadáveres de EOs, os quais, segundo ele, eram uma afronta a Deus, Eli caiu numa armadilha preparada por Victor. Então, sob custódia de uma nova força-tarefa responsável por lidar com casos envolvendo ExtraOrdinários, ele se tornou uma ferramenta dessa instituição. Com isso, Eli se manteve informado sobre os acontecimentos externos, que alimentaram sua suspeita de que ele não havia testemunhado o verdadeiro fim de Victor. Agora, Merit é o palco de um novo confronto capaz de alterar a balança do poder para sempre. E os caminhos de Marcella, Victor e Eli estão fadados a se cruzar em um encontro que vai definir a vida de todos em Vingança, a conclusão explosiva da série Vilões. “Os leitores não vão conseguir largar essa história sobre poder e vingança.” Kirkus Reviews (Skoob)


RESENHA

Sabe quando o autor faz sucesso com um livro e resolve escrever a parte dois e simplesmente dá tudo errado? Então... é exatamente o que NÃO acontece em Vingança (Vol. 2 - Vilões). Ajeita os óculos de leitura, se enrosca no sofá e aprecie as mais de 530 páginas desta continuação de tirar o fôlego. 

ALERTA: Spoiler de Vilão.

"Victor nunca gostou de médicos. Mesmo na época em que queria se tornar um, ele jamais havia se interessado em salvar os pacientes. Sentia-se atraído pelo campo da medicina por causa do conhecimento, da autoridade, do controle. Ele queria ser a mão que empunhava o bisturi, não a carne que se partia sob ele."

Os nossos arqui-inimigos Victor Vale e Elliot Cardale - Eli Ever - já passaram por aqui, você lembra. Assim como o Gigante Gentil, Mitch e a adorável Sydney - com seu peludo e fiel cão escudeiro Dol -; porém cinco anos passaram, Eli está encarcerado na ONE, acreditando piamente que seu rival número um está mortinho da Silva. O justiceiro, neutralizador de EOs - ExtraOrdinários - contribui na caçada de outros iguais para que sejam detidos e na pior das hipóteses, neutralizados. Enquanto isso, Vale está vivo, mas morrendo de vez em quando; tirando isso, levando uma vida “Okay”. O que nenhum dos dois imagina é o nascimento - pós-morte, claro - de uma das mais poderosas EOs que já se viu: Marcella Riggins. Ela não deixa passar nada! Após uma trágica e vil morte, provocada por seu amor, a moça volta com dois quentes e três fervendo - o poder dela é queimar e destruir, não pude resistir à piadoca - chamando a atenção da organização enquanto se vinga e de quebra, toma o poder escuso que paira sobre a cidade de Merit.

Se os extraordinários Victor e Eli foram apresentados sem muitos detalhes em “Vilão”, a autora desdobra os mistérios pregressas da vida dos rapazes, dando sentido para muitas atitudes tomadas no primeiro volume, abrindo caminho para as situações que vão surgindo aos borbotões na parte atual. Sem encher linguiça, Victoria conta desde a infância problemática dos meninos até o fatídico dia em que Elliot dá espaço ao Eli Ever e Victor Vale deixa de ser o mediano universitário, transformando-se no sobrevivente das próprias escolhas. Já aí a autora mostra a que veio, uma vez que ela vai pingando os detalhes sobre o enredo brilhantemente envolto pelo passado e futuro - o presente não sabemos quando ou o que esperar -, instigando a leitura para desvendar o mistério do dia marcador do tempo.


Precisamos falar das personagens - fabulosas - incorporadas ao elenco. Como já citada, Marcella é a estrela do momento. Belíssima - não vamos problematizar a beleza padrão da personagem, pode ser? - , curvilínea, empoderada, sempre trabalhada no saltão - aí o salto citado - perigosa e misteriosamente mortal, Marce é a típica mulher cujo clique de seu potencial ilimitado surge diante do sofrimento. A ciência destas peculiaridades a tira de uma fossa mortal - trocadilho - dando a jovem uma nova chance; definitivamente a diva não está disposta a deixar a oportunidade passar. Vingativa, vai atrás de seu algoz, dos que a subestimaram e de todos que têm a péssima sorte de cruzar seu caminho.

"Inacreditável, pensou Marcella. Sem dúvida Hutch tinha visto seu trabalho na partida de pôquer, e ainda assim a tratava como se ela fosse um enfeite, uma buginganga bonita, mas impotente. Quantos homens ela teria que transformar em pó antes que um deles a levasse a sério?"

Outra novidade é a - perfeição - June. Sem sobrenome, sem histórias, sem rosto, a garota é nada mais, nada menos do que uma metamorfo! Protagonizando situações tensas, curiosas e até mesmo divertidas, June está no propósito da vingança, sua lista de alvos não têm a menor chance com ela! Com Marce e Jonathan - outro EO, com poderes de proteção - June se permite além da vingança, se conectar a outras pessoas - inclusive à menina Syd - e tocar o terror no audacioso plano da tomada de Merit. Os três EOs poderiam se destruir, contudo a necessidade de cada um é a peça que se encaixa nos outros.

"Por meio de alguma combinação de estratégia e sorte, Marcella conseguiu se cercar com dois poderes compatíveis. Ele [Eli] os alinhou na mente. A destruidora. A metamorfo. O campo de força. (...) Juntos, os poderes dos três era quase inexpugnável. Porém, se ele encontrasse uma maneira de separá-los, Marcella morreria como qualquer outra pessoa."

Chegamos à jovem Sydney. Cinco anos também passaram para a menina - de então 12 anos - desde quando ressuscitou Victor. Muitas coisas mudaram, exceto sua aparência. Plena adolescência, aparência de menina, Syd não consegue aceitar a estagnação visual, em meio à tantas questões, seus poderes de trazer de volta os mortos desabrocha com toda força, se mostrando uma condição forte e em ascensão. Imagina só: aparência de 12, cabeça de 16, poderes impressionantes, uma solidão profunda. É aí que entra June. As melhores personagens - na minha opinião - estreitam os laços, nutrindo uma amizade que tem tudo para ou dar muito certo ou totalmente errado.

As mais de 500 páginas correm num ritmo frenético, reviravoltas caledoscopicas - glossário: sucessão rápida de acontecimentos - destaque positivo para as personagens femininas - elas deixam os machos no chinelo, mesmo - e criatividade assombrosa, é um livro que lhe dá duas opções: virar a noite lendo ou ler dois capítulos em três dias - passei pelos dois estágios, confesso -.

"(...) Ainda assim, ele soube que era ela. Não porque havia visto uma foto, mas por causa da postura, com toda graça e casualidade de um predador. Victor estava acostumado a ser a pessoa mais poderosa no recinto, e era tanto familiar quanto desconcertante ver aquela confiança em outra pessoa."
Ponto para as meninas!

Fechando cadeados, abrindo outras portas, “Vingança” é uma sequência daquelas que supera sua obra antecessora com maestria. Batendo os saltos - olha eles de novo - do começo ao fim, Marcella Riggings - assim como todos seus coleguinhas de trama - mostra com graça e selvageria a ineficiência do maniqueísmo - glossário: se limita em dividir todas as coisas em apenas dois opostos: “o bem e o mal”, “o certo e o errado”, “isso ou aquilo” - comprovando que os vilões são vilões por um motivo e os mocinhos não são legais o tempo todo. Ela fez por merecer sua imagem na capa.

É importante frisar que, embora seja o volume dois, Vingança pode tranquilamente ser compreendido sem a leitura de Vilão, todavia a emoção de ler na sequência é indescritível.

As últimas cinquenta páginas é um misto perfeito entre arrebatamento, empolgação, emoção e um baita - glossário: enorme. - gancho para um possível terceiro livro; embora a história feche por si só.

"- O senhor tem tanta certeza assim que eles são todos monstros? - desafiou Stell.
- Tenho - respondeu ele, com firmeza. Houve uma época em que Eli achava que esse rótulo não se aplicava a ele. Agora, tinha ciência da verdade. - O EOS podem até parecer humanos, Stell, mas não pensam nem agem como pessoas."
Resta dizer: Victoria Schwab balança as estruturas com os elementos na construção não só das personagens, mas também dos ambientes, atitudes, situações e narrativa. Pois é, nobre gafanhoto... o segundo livro supera o primeiro. E isto é divino maravilhoso - obrigada por ajudar a definir, Gilberto Gil e Caetano Veloso! -.


No mais, é isso.
Fiquem bem e seguros!
Juízo!
Beijos trevosos!

 


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