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CARRIE, A ESTRANHA - STEPHEN KING

Olá, Adoráveis Pockets!
Tudo bem?
Aqui é a Evelyn da Faixa King, vem comigo se envolver nessa história curiosa, cheia de simbolismos, sangue e mortes? Apertem os cintos, Carrie vem aí!

Título: Carrie, A Estranha
Autor: Stephen King
Editora: Objetiva
Ano: 1974/2007
Número de páginas: 137
Classificação Skoob: 4.1
Sinopse: Carrie tem 16 anos e não é feliz. Sufocada pela mãe, uma fanática religiosa dominadora e cruel, Carrie não pode desfrutar os mesmos prazeres que os jovens de sua idade. Na escola, ela é motivo de risos. Em casa, é perseguida pelo olhar onipotente da mãe. Sem amigos, Carrie vai alimentando, dia a dia, um profundo ódio. Só que existe um segredo. Carrie tem poderes sobrenaturais. E chega o dia em que ela decide dar um basta a essa vida de submissão. Tudo o que ela deseja é vingar-se. De todos. Por tudo. Grande sucesso do cinema, Carrie, a estranha é mais uma obra inesquecível do mestre Stephen King.Carrie, a estranha faz parte da coleção de obras esgotadas de Stephen King, reeditadas em novo formato pela Objetiva. É a oportunidade ansiosamente esperada por seus leitores fiéis que não abrem mão de uma boa dose de terror. Vale a pena se arrepiar de novo com mais esta trama de suspense do grande mestre americano.(Skoob)

Resenha:
Logo na introdução o Tio King revela o perrengue financeiro que estava passando, vendendo um conto aqui, publicando outro conto na PlayBoy acolá... de US$ 200,00 em US$200,00  (dólares) ele tocava a vida de escritor sem nome... até recordar de duas colegas da adolescência que o fizeram pensar em Carrie com sua timidez e seus possíveis poderes de telecinese, algo que poderiam muito bem se encaixarem no perfil dessas duas moças, entretanto, perfeccionista do jeitinho que é, Stephen amassou o rascunho, atirando tudo no fundo de uma lixeira qualquer.
Mas num agradabilíssimo feeling sua esposa - neste momento devemos fazer uma pausa e puxar uma salva de palmas para a maravilhosa Tabitha King - resgata o rascunho datilografado à margem mínima (economia de papel) e lê. O conto é bom, vale a pena persistir; e ele dá continuidade. Aleluia, arrepiei! Obrigada, dona King! Nasce então a Carrie, sua primeira obra!

O livro vai girar, como dito na sinopse, em torno da nada mole vida de Carrie White, adolescente de 16 anos bombardeada por todos os lados de gatilhos mentais que culminam em uma vida infeliz, dias de humilhação e uma noite onde todos os terrores são poucos, mas vamos por partes.


Com o formato de pesquisa, o livro é narrado num estilo único, variando entre depoimentos dos envolvidos com Carrie, os presentes no dia do famoso Baile de Sangue, os investigadores do caso e os estudiosos que pesquisam sobre a tal Carrie White e seus supostos poderes. Nesta vibe de fatos reais, a história envolve , nos instigando a continuar.

Carrie White: traumatizada, sendo chacota para os próprios colegas de classe, alienada pela fé doentia da mãe, sem amigos ou qualquer apoio, nutre dentro de si um ódio puro, amargo, que a consome que é canalizado por poderes extraordinários. 

Margaret White: munida de uma fé patológica, incute na mente da adolescente que até mesmo a mudança natural da puberdade é um pecado mortal, prende a própria filha num armário para que reze como punição por estar se tornando uma mulher - exemplo, os “travesseirosimundos” escrito/pronunciado como uma palavra só, alcunha pejorativa para seios -. 

Baile de Sangue: o ponto alto da história, onde Carrie recebe o traumático - e tão falado - banho de sangue, momento onde as habilidades sobrenaturais de Carrie alcançam seu ápice e que, literalmente, abala as estruturas a pequena cidade de Chamberlain no Maine.


O medo transforma, isto é um fato. Porém o que temos nesse livro é, parafraseando Chicago Tribune, “sangrento e horrorizante... não dá para largar”. Com personagens cheios de camadas, consciência e inconsequência Stephen King estreia no mundo das publicações com maestria - e não é opinião apenas de fã -, uma vez que ele dá luz - ou trevas? - para todos elementos envolvidos nesta trama que, como foi dito no New York Times, “com certeza te dará calafrios.” 

O icônico banho de sangue já foi representado em diversas situações como em um episódio de fim de ano  na série Sandy e Jr na emissora Rede Globo de Televisão em 1998, protagonizado pela atriz Mariana Ximenes, que coincidentemente viveu a experiência mais uma vez, na novela Chocolate Com Pimenta (2003). Em 2018 a série Riverdale voltou trazer à baila trechos marcantes do livro sobre A Estranha, no episódio intitulado como “A Night to Remember”. Sem falar nas alusões na novela Rainha da Sucada (Rede Globo, 1990) e no divertido seriado “Eu, a Patroa e as Crianças”.

Aclamada por seu enredo “lúgubre e assustador” - Publishers Weekly - a obra foi para as telonas três vezes, sendo a primeira em 1976 contando com Sissy Spacek e John Travolta no elenco - na opinião da autora, a melhor adaptação (risos) -. Em 2002, com Angela Bettis, Emilie de Ravin e Patrícia Clarkson abrilhantando o casting - muito boa também, a expressão da Carrie depois do banho de sangue é fabulosa (nota da autora) -. Finalmente, Chloë Grace Moretz e Julianne Moore dão vida a Carrie e Margaret White, respectivamente, em 2013 - numa adaptação não tão boa, embora a Moore dê um show (opinião de novo, parei!) - no cinema.

Repleto de medo, sofrimento e eventos paranormais, Carrie, a Estranha é uma excelente obra para quem deseja dar os primeiros mergulhos no mar de obras do Mestre do Terror; curto, intenso, inteligente, esta obra surpreende, cativa e trinca os dentes a cada virada de página. Um dos meus preferidos, com certeza.

Agora me fala: você já leu Carrie? E os filmes, viu algum? Eu vou adorar saber!

P.S.: você nunca mais irá olhar um posto de gasolina com os mesmos olhos. Pelo menos eu nunca mais olhei.

No mais, até a próxima Faixa King!
Beijos Trevosos.


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