Olá Pockets!!
Mais uma resenha saindo pra vocês, e essa é especial, nossa, como um livro que conta uma história tão simples e cotidiana consegue nos prender tanto a ponto de esquecer de parar de ler Esse é o grande feito de Anne Tyler em "3 dias em junho", publicado pela Editora Astral Cultural.
A história se passa em 3 dias vividos pela Gail Baines: O Dia da beleza, que antecede o casamento de sua filha Debbie; o Dia D, o do casamento; e o Dia seguinte a ele.
Logo na véspera do casamento, conhecemos a protagonista da história, que está enfrentando um dia atípico, e não só pelo fato de estar prestes a "perder" sua única filha, mas também seu emprego como vice-Diretora em sua escola. Isto instala uma crise em Gail, pois já está com 61 anos e não vê com tanto ânimo todo o processo cansativo que é, recomeçar sua vida. Após o impacto da notícia, ela se "tranca" em sua casa para assimilar o que ocorreu, e neste interim, recebe a visita de seu ex-marido, Max, que não chega sozinho, traz uma gata idosa para adoção. Essa situação entra em choque com o estilo de vida solitário de Gail e que ela se sente confortável em ter.
Neste ponto da história, pela necessidade de fazer um trato nos cabelos em um Salão, quando retorna para casa, ela recebe a visita de sua filha e descobre que o futuro marido, Kenneth, cometeu um erro gravíssimo e o casamento corre o risco de não acontecer. Esta revelação, aliada ao jeito de Gail de ver o mundo e as pessoas, revela sua principal característica: não ser sociável (inclusive acha que é por isso que vai ser demitida da escola, e de não querer um animal de estimação, mesmo conhecendo bem os gatos), e como essa característica molda todos a sua volta, a relação com sua filha, sua mãe e se ex-marido, e nestes, não tão breves assim, 3 dias, somos levados para uma história de vida, tão normal, cotidiana, mas encantadora, que revela o quanto nossas decisões implicam em erros, acertos e mudanças inesperadas.
Nesses 3 dias, conhecemos o passado de Gail, seu relacionamento com Max, e o fim dele, com tanta naturalidade, graças ao poder da escrita de Anne, que é impossível não se identificar de cara com ela. Anne não enche a história com exageros narrativos, nem clichês de romance, enche com humanidade, que faz a gente torcer por Gail mudar, se arrepender. Sentimos raiva pelas consequência de suas decisões, e esperança nas consequências dela durante o Dia seguinte ao casamento.
Quando percebemos, lemos uma história de vida que pode ter acontecido, ou estar acontecendo conosco ou com alguém próximo, que pode dar certo ao seu modo, pois como cada ser humano é único, os desdobramentos da vida também o é.
Ficam com vontade de ler?
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