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LEITURA COLETIVA O JARDIM DAS BORBOLETAS - DOT HUTCHISON

Olá Pocktes!!

"Não fazer uma escolha é uma escolha. Neutralidade é um conceito, não um fato. Ninguém vive a vida desse jeito, não realmente."

 Final do mês já, janeiro passou rápido né? E com ele, mas uma leitura coletiva concluída. O livro do mês foi O Jardim das Borboletas da autora Dot Hutchison, ele ganhou em votação e quase unânime.

Esse livro trás uma história tensa, que nem sempre estamos preparados para ler, mas é uma leitura que aborda um tema impossível de não ser discutido e refletido pelo teor de emoções e sentimentos que ao lê gera em cada pessoa.


Título: O Jardim das Borboletas
Série: V.1, The Collector
Autora: Dot Hutchison
Editora: Planeta
Ano: 2017
N° Páginas:304
Classificação: 5


Sinopse: Quando a beleza das borboletas encontra os horrores de uma mente doentia. Um thriller arrebatador, fenômeno no mundo inteiro. Perto de uma mansão isolada, existia um maravilhoso jardim. Nele, cresciam flores exuberantes, árvores frondosas... e uma coleção de preciosas “borboletas”: jovens mulheres, sequestradas e mantidas em cativeiro por um homem brutal e obsessivo, conhecido apenas como Jardineiro. Cada uma delas passa a ser identificada pelo nome de uma espécie de borboleta, tendo, então, a pele marcada com um complexo desenho correspondente. Quando o jardim é finalmente descoberto, uma das sobreviventes é levada às autoridades, a fim de prestar seu depoimento. A tarefa de juntar as peças desse complexo quebra-cabeça cabe aos agentes do FBI Victor Hanoverian e Brandon Eddinson, nesse que se tornará o mais chocante e perturbador caso de suas vidas. Mas Maya, a enigmática garota responsável por contar essa história, não parece disposta a esclarecer todos os sórdidos detalhes de sua experiência. Em meio a velhos ressentimentos, novos traumas e o terrível relato sobre um homem obcecado pela beleza, os agentes ficam com a sensação de que ela esconde algum grande segredo.
RESENHA:

A história começa com o interrogatório da personagem Maya, uma menina de 17 anos, que vai relatando tudo que passou, juntamente com as outras 20 meninas no cativeiro chamado jardim, onde um psicopata milionário criou um jardim para aprisionar e abusar de meninas, a qual ele achava linda. Todas recebia um nome de borboletas, que correspondia com o tipo de tatuagem que receberiam nas costas, além disso recebia um novo nome, e para terror maior das meninas as borboletas tinham um prazo de vida determinado, que era até os 21 anos.

No inicio da leitura, percebemos que os investigadores Hanoverin e  Eddison desconfiam da participação de Maya no caso, pois para uma vitima, ela tem uma confiança e uma inteligencia diferenciada pela idade. 
"- Nós somos o FBI. Normalmente, as pessoas acham que somos bonzinhos.
- E por acaso Hitler se achava um homem mau?"


Por ter filhas da idade de Maya, Hanoverin consegue dialogar melhor com ela, e nessa troca de confiança, Maya vai contando todos os detalhes do que as "borboletas" passavam no dia a dia do jardim, dos abusos e crueldades que sofria tanto na mão do jardineiro, como de seu filho Avery, que era um verdadeiro escroto, maniaco, sádico, que sentia prazer em machucar as borboletas, tanto que algumas até morreram com seus abusos físicos.

Mas Maya não entregava tudo muito fácil, sempre levava a conversa para o ponto que queria,por isso levantada suspeitas, Maya parecia querer esconder algo. E vamos percebendo suas atitudes, através do que vamos sabendo da sua vida, desde a infância até a adolescência quando vai morar sozinha, e com uma identidade falsa.
"Essa garota nunca teve um super-herói. Ele se pergunta se algum dia ela tinha desejado um."

"(...) Você parece sempre imaginar que fui uma criança perdida, como se tivessem me largado na rua como lixo. Mas as crianças como eu nunca estão perdidas. Talvez sejamos as únicas que nunca se perdem. Sempre sabemos exatamente quem somos e aonde podemos ir. E onde não podemos ir, é claro."

Maya, mesmo não querendo acaba se tornando a líder das meninas, além disso o jardineiro tem um "amor" diferente para com ela, pois ela é forte e luta pelas melhoras das meninas, e Avery a odeia, pois ela mão a temer, como ele gosta. Maya luta para que as meninas consigam pequenas liberdades, para que suas mentes não acabem desmoronando.

Pelos olhos de Maya, enxergamos meninas talentosas, que busca não esquecer quem realmente são, assim como outras parecem aceitar que jamais serão elas de verdade. Existem as que tentaram ganhar a atenção do jardineiro para que pudesse se livres, mas perceberam que não adiantaria, pois ele acredita cegamente que está fazendo um bem a elas.

Mas as coisas mudam, quando surge o filho mais novo do jardineiro Desmond. Ele é uma incógnita para as meninas, principalmente para Maya. Mas Desmond é apresentado as meninas, e parece ser igual ao pai, "ama" as borboletas como se fossem delicadas. Maya tenta mostrar a ele o que realmente acontece dentro do jardim, e vai tentar usar o amor dele para libertar as meninas.
- Sempre dá para ficar mais maluca. - Ela sorri ao dizer isso, mas ele sabe que não deve confiar. Não se trata de um sorriso simpático, não é o tipo de sorriso que deveria ser facilmente exibido em uma garota de sua idade. - É a vida, certo?"

Mas as coisas não acontece muito bem, pois Desmond parece acreditar no pai, e além disso, cria um ciúme e obsessão maior em Avery, que acaba tratando as meninas ainda pior, e ainda mais que o pai, "deixou" Maya apenas para Desmond.

Quando Avery machuca tanto uma das meninas, que ela acaba não aguentando, Maya se utiliza disso para mostrar a verdade sobre o pai e sobre o jardim. E é quando Desmond enxergar o que realmente acontece, mas Maya não confia nele para fazer a denúncia, pois ele só pensa em proteger a mãe dele. Sabemos desde o inicio que as meninas foram libertadas, mas não sabíamos como, e esse desfecho do livro nos deixar surpreendidos, principalmente com Maya e sua história final. 

A história é intensa, forte e com uma temática que deixa muitos em pedaços, pois rapto, abusos físico e psicológico, e família não são fácies de lidar, ainda mais quando é descrito de modo realista e com os detalhes cruéis que cada menina passou. A história mesmo sendo tensa, é maravilhosa, que te prende do inicio ao fim, apenas peca em uns detalhes, pois deixa pontos soltos que deixa o leitor curioso para saber mais.

Foi uma leitura coletiva que rendeu debate, e desabafo de sentimentos contraditórios em todos. Indicamos a leitura, mas para quem tem estômago para aguentar a verdade nua e crua.
(...) Se você não olhar para a coisa ruim, a coisa ruim não pode ver você, certo?"
Beijos até a próxima.



2 comentários:

  1. Caramba, esta leitura me deu medo antes de iniciar. Depois eu nao conseguia largar o livro. Me deixou muitas vezes com lágrimas nos olhos. Adorei a resenha.

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    1. Acho que essa leitura foi um misto de sentimentos para todos que leram, não tem como não querer chorar e abraçar as meninas, assim como querer bater ou matar esses psicopatas. Mas a história trouxe algo tão intenso, e mesmo não querendo acreditar isso realmente acontece na vida real, e a autora expor isso foi chocante, mas é algo para ficar mais atentos.

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