Hello Pockets, como vão?
Dando continuidade ao desafio do mês de janeiro do @amigosdaleituraoficial, cujo segundo tema é “um livro sobre recomeços”, escolhi Como Arruinar um Casamento, de Alison Espach, publicado pela @harlequinnbooks.
Phoebe, nossa protagonista, está enfrentando uma tristeza profunda após o fim de seu casamento. Em uma decisão impulsiva, tomada durante uma videochamada, ela resolve ir até um hotel luxuoso em Newport, Rhode Island — sem malas e com apenas um objetivo em mente.
Ao chegar, porém, descobre que todos os quartos estão reservados por uma semana para um casamento tão pomposo quanto o local. Phoebe é a única hóspede que não faz parte do evento, mas acaba se envolvendo ao conhecer a noiva dentro do elevador.
Lila é o tipo de pessoa cuja vida sempre pareceu fácil. Fica horrorizada ao ouvir os planos de Phoebe e, tomada pela curiosidade (e pela falta de limites), invade seu quarto para dizer algumas verdades. O que começa como um confronto acaba se transformando em uma troca inesperada de confidências entre duas mulheres em momentos muito diferentes — e, ao mesmo tempo, igualmente frágeis.
“Seu marido não vai cuidar de você do jeito que você pensa. Ninguém pode cuidar de você da maneira que você precisa cuidar de si mesma. É sua responsabilidade cuidar de si mesma.”
“É muito mais fácil ficar sentado esperando que algo nos salve.”
Phoebe havia sonhado por anos em conhecer aquele hotel: velejar ao pôr do sol, comer ostras com o marido, viver ali um momento especial. Agora, o lugar se torna um marco solitário — e simbólico — de sua vida.
Conhecer Lila mudará tudo. Lila é jovem, mimada e gastou cerca de um milhão de dólares em um casamento que precisa ser absolutamente perfeito. À primeira vista, parece insuportável, mas carrega uma característica marcante: é sincera, direta e surpreendentemente honesta. Ela vai se casar com Gary, um médico bem-sucedido, recém-viúvo e muitos anos mais velho. Nada disso importa para Lila — o que ela deseja é um evento monumental.
Ao longo da narrativa, conhecemos profundamente Phoebe: seu passado, seu casamento, a tentativa frustrada de engravidar e sua carreira. Ao final, é impossível não compreender os motivos que a levaram a tomar uma decisão tão drástica. Ainda assim, seguir adiante não será fácil. Ao se aproximar dos convidados e das pessoas envolvidas no casamento, Phoebe passa a questionar tudo: o amor de Lila por Gary, as promessas feitas ao pai falecido durante a pandemia e as escolhas que sustentam aquela união.
Paralelamente, observando os outros, Phoebe começa a enxergar as pequenas falhas do próprio relacionamento com Matt — não um grande erro, mas o desgaste cotidiano que, aos poucos, destruiu o vínculo.
Um acesso de Lila funciona como gatilho para que Phoebe finalmente diga verdades que estavam engasgadas. Confesso: amei esse momento. Corajoso, necessário — e libertador. A partir daí, o desfecho se constrói de forma memorável.
Ameiiii a história. Apesar de abordar temas densos como depressão, perda da individualidade, infidelidade, divórcio, aceitação e recomeços, tudo é tratado de forma leve, sensível e envolvente. A grande reflexão que fica é clara: se uma relação causa dor constante, desrespeito ou esgotamento, talvez seja hora de soltar — e não de consertar. Amar não é aceitar tudo, mas construir, juntos, algo saudável.
Beijocas e inté a próxima 💙

Nenhum comentário
Postar um comentário