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"O GAROTO QUE SEGUIU O PAI PARA AUSCHWITZ" – Jeremy Dronfiled


Hello Pockets, Como vão? Espero que bem !!!

Hoje venho aqui apresentar o segundo titulo escolhido para o desafio da família @pocketcultura que também veio cumprir outra devido ao “Dia Internacional da Memória ao Holocausto”


Por mais que algumas pessoas possam achar que é um tema batido ou até que se tenha esgotado já todas as informações pertinentes a segunda guerra, na minha humilde opinião ainda virão gerações e mais gerações que descobrirão ainda mais e mais fontes e documentos que relatem os horrores da segunda guerra.

Não acredito que todos os fatos já vieram à tona, mesmo porque os sobreviventes apagaram de suas memórias os momentos que mais doeram em seus âmagos a perdas de muitos familiares e amigos, e como é normal para nós seres humanos tudo que machuca, espezinha, e maltrata fica guardado lá no fundo quanto mais fundo melhor para tentarmos prosseguir com as lutas e a sobrevivência.

O livro nos traz a família Kleinmann – o pai Gustav, a mãe Tini e os filhos Fritz, Edith, Herta e Kurt – que levavam a vida numa boa em Viena, capital da Áustria, mas após Adolf Hitler e seus capangas invadirem o país, as coisas começaram a mudar. Antes mesmo de oficiais nazistas aparecerem para destroçar famílias judias, os próprios vizinhos se inspiraram nos discursos contra os judeus e começaram a perseguir os Kleinmann. Sentindo-se fortalecidos pela estupidez que emanava de quem estava no poder, ameaçavam e humilhavam publicamente aqueles que até outrora eram tratados amistosamente.

Ler esta obra me fez derramar inúmeras lágrimas, uma história estupenda e extraordinária de sobrevivência e amor entre familiares. Jeremy Dronfield nos trás o diário secreto do pai Gustav Kleinmann somado a uma meticulosa pesquisa com provas documentais criando uma narrativa maravilhosa, apesar de dura, cruel extremamente real e envolvente.

Amo livros que relatam fatos verídicos, através de cartas e ou diários, neste conhecemos vemos de pertinho o como as traições eram comuns para se obter o mínimo de privilégio junto aos alemães. Vizinhos nem pestanejavam para entregar os judeus para serem escravizados e exterminados.

Gustav e Fritz, seu filho, foram capturados pelos nazistas em Viena e enviados ao campo de concentração de Buchenwald, após torturas, maus-tratos, doenças e presenciarem inúmeras mortes, o pai recebe transferência para Aushwitz no auge da guerra e o filho se voluntaria para ir junto.

Gustav escreve diariamente escondido ao longo dos seis anos em que habitou os campos de extermínio, e o próprio Fritz desconhecia este fato, pois claro se o pai fosse pego o filho ainda teria uma chance de sobrevivência.                                                                

Nas páginas temos as saudades, as dores ao ter seus familiares desaparecidos ou enviados à Inglaterra e USA, apesar da crueldade existente nos campos de concentração Gustav consegue transformar tudo em poesia.  

“Entra dia, sai dia, o triturador chacoalha, chacoalha, chacoalha e quebra a rocha, e masca o calhau, hora após hora. De pazada em pazada em sua bocarra. E os que o alimentam com seu labor, sabem que come, mas nunca fica saciado. Primeiro devora a pedra, depois são eles os devorados. (O caleidoscópio da pedreira, Gustav Kleinmann)”

 

Os dois possuíam habilidades como pedreiros e o que era garantia a sobrevivência dos dois era a sentença de morte de outros, eles auxiliavam a construir as câmaras de gás.

Em um dos relatos dele é exposto que algumas eram especificas para execrar através do fogo opositores políticos, eslavos, homossexuais e deficientes físicos.

Lágrimas caem sem esforço ao lermos os momentos de confrontos com guardas sádicos e agentes torturadores da Gestapo.                                                                     

Gustav um sobrevivente resistente se apoia em Fritz e encontra milhares de motivos para  para não esmorecer, uma verdadeira mensagem de amor paterno, o afeto vencendo qualquer provação. 

Jeremy Dronfield através dos relatos de Gustav nos mostra o pior e mais feio lado da humanidade, com certeza merecia uma adaptação cinematográfica.

Uma história única e incrível, apesar de dolorida e implacável é maravilhoso saber que eles apesar de todos os abusos, violências sofridas permaneceram juntos e sobreviveram a estes cinco anos inimagináveis, e isto tudo relatado minuciosamente em um diário que nos é oferecido através da magnificência de Jeremy Dronfield.


E vocês também curtem esta temática? Deixe seus comentários. 


Espero que tenham  gostado da resenha, beijocas e até a próxima.  




 


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