Uma Maldição para Samantha da Denise Flaibam


Olá Pockets, tudo bem?

Hoje apresento para vocês uma leitura mágica, divertida e cheia de coração. Uma Maldição para Samantha, da Denise Flaibam, publicado pela Plataforma21, é daqueles livros que juntam bruxaria, cidade pequena, mistério e romance, e eu amei cada pedacinho. rsrs

O livro conta a história de Samantha Lopez, uma bruxa de 29 anos, superestudiosa, cheia de diplomas e de uma família muito prestigiada do Mundo Bruxo. Só que, para terminar a sua tese sobre feitiços de cura, ela invade a área restrita da Grande Biblioteca e tenta copiar um pergaminho secreto, sem saber que ele era proibido por conter magia necromântica.

“Samantha não era uma ladra. Era uma expropriadora.”

Ela é presa e, graças à intervenção da avó, Petúnia, que é a Bruxa Suprema, em vez de ser exilada e perder todas as memórias ligadas à magia, ela é banida para o Mundo Simples, o mundo dos humanos, por pelo menos três meses, sem poder usar magia. Ela só tem direito a dois feitiços complexos, em caso de vida ou morte, e se usar os dois perde a magia para sempre.

O refúgio de Samantha é a casa da tia-avó Berenilda, a Berê, irmã gêmea da avó, que foi exilada há muitos anos, perdeu os poderes e não lembra o motivo. E a Berê é o oposto da família de Samantha: calorosa, divertida, usa camiseta do Black Sabbath, tem uma padaria famosa pelos bolinhos de chuva, um clube de novelas com as amigas e um gato branco de quase 30 anos, o Shakespeare, que detesta a Samantha. rsrs

Samantha chega a Santa Margarida, uma cidadezinha do interior, e já no primeiro dia pega uma tempestade repentina, quase é atropelada, rola morro abaixo e quebra os óculos. E logo descobre que a cidade tem fama:

“Bem-vinda a Santa Margarida, cidade dos acidentes inexplicáveis e das catástrofes mais absurdas da face da Terra.”

Quem quase atropelou Samantha foi Daniel Santiago, um bombeiro gentil, cético e pai solo de Calíope, uma menina de 10 anos, surda, que se comunica em Libras, ama astronomia e acredita em magia. E é ela quem descobre primeiro que Samantha é bruxa. A relação entre Samantha e Daniel começa cheia de provocações, e é muito engraçado acompanhar os dois. Ele tem uma frase que diz muito sobre a cidade:

“Aqui na cidade, a gente ri de dias ruins porque isso faz com que eles parem de ser tão ruins assim.”

Carros explodem, tempestades e nevascas surgem do nada, e Samantha percebe que existe uma maldição rondando a cidade, que nenhum bruxo conseguiu desfazer até agora, ou se importou o bastante para tentar. Mesmo proibida de usar magia, ela decide investigar, e a cada tentativa a maldição responde com acidentes ainda piores.

Uma coisa que gostei muito é o contraste entre o Mundo Bruxo, frio, burocrático e que não gosta de emoções, e Santa Margarida, que é cheia de cor, de fofoca e de gente que acolhe quem chega. Samantha não foi ensinada a sentir, e aos poucos vai aprendendo com a cidade, com a Berê, com os bombeiros e com as senhoras do clube de novelas.

“Abraços não são coisa de bruxo.”

Com a ajuda de Daniel, Calíope e Berenilda, Samantha vai juntando as pistas e descobre que a maldição tem ligação com a sua própria família e com um segredo que o Mundo Bruxo escondeu por trinta anos. Mas será que ela vai conseguir quebrar a maldição sem perder a magia para sempre? E será que vai cumprir a promessa de não se apaixonar pelo bombeiro? rsrs

“Uma bruxa não precisa de coragem. Só precisa de teimosia. E disso Samantha Lopez está cheia.”

Essa história é sobre família, tanto a de sangue quanto a que a gente escolhe, sobre luto, memória e sobre aprender a sentir. Tem uma parte com a Berê que me deixou emocionada:

“E o amor pode ser triste, sim. Deixa a vida bem vazia quando vai embora, mas também deixa ela bem sem graça quando não existe.”

Também gostei muito da representatividade, com a Calíope sendo o coração da história, os diálogos em Libras, e de todo o jeitinho brasileiro, com pão de queijo, bolo de fubá, feira de domingo e Uno velho. rsrs Os títulos dos capítulos são como manchetes de jornal e são muito engraçados. A autora conta nos agradecimentos que se inspirou na série A Feiticeira, por isso o nome Samantha.

É uma leitura leve, divertida e emocionante, uma comédia romântica com fantasia que flui muito fácil. Os personagens secundários são maravilhosos e deixam a cidade ainda mais viva. Só um aviso: tem palavrões e uma cena de sexo, mas nada muito detalhado.

Bom galera é isso, espero que gostem e super indico, pois o livro é encantador.
Beijos e até logo!!

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