Hello Pockets! 📚🖤
E se vocês reencontrassem alguém que amam ...mas essa pessoa deveria estar morta?
Foi exatamente essa pergunta que me acompanhou durante a leitura de: "A esposa do meu marido", de Carla Kovac - @carla_Kovach, da @faroeditorial.
Eva acreditava ter enterrado o passado cinco anos atrás, junto com Hugo, seu marido.
Ela seguiu em frente.
Reconstruiu a vida.
Mudou de cidade.
Casou-se novamente.
E acreditou que finalmente poderia respirar sem carregar o peso do que ficou para trás.
Até começar seu novo trabalho como organizadora de casamentos.
Seu primeiro casal deveria ser apenas mais um evento para organizar.
Madison e Theo chegam para planejar o casamento e parecem formar uma família feliz ao lado da pequena filha.
Até Eva olhar para Theo.
E reconhecer naquele homem o marido que ela acreditava ter enterrado.
A partir desse momento, a história muda completamente de direção.
Porque uma coisa é reconhecer alguém.
Outra é reconhecer alguém que oficialmente está morto.
E mais perturbador ainda é perceber que ele parece reconhecer você também.🖤
Carla Kovach constrói um thriller psicológico em que segredos, identidades, culpa, relacionamentos e mentiras vão se entrelaçando de uma maneira que me deixou desconfiada de praticamente todo mundo.
E eu adoro quando um livro faz isso comigo.
A narrativa também alterna perspectivas e, aos poucos, vai mostrando que cada personagem carrega muito mais do que deixa transparecer.
Eva foi uma personagem que me despertou sentimentos diferentes ao longo da leitura. Em alguns momentos eu queria acreditar nela; em outros, eu mesma começava a questionar aquilo que ela dizia.
E essa foi uma das coisas que mais gostei.
A autora não entrega facilmente em quem devemos confiar.
Ela deixa pistas.
Planta dúvidas.
Muda nossa percepção.
E quando pensamos que finalmente entendemos alguma coisa…
vem outra informação.
O livro tem aquele tipo de suspense que faz a gente pensar: “Só mais um capítulo.”
E, quando percebe, já está perto do fim.
Sem spoilers, porque essa história merece ser descoberta página por página, posso dizer que foi uma leitura envolvente, cheia de tensão e com aquela atmosfera de desconfiança que eu procuro em um bom thriller psicológico.
No final, fiquei pensando em uma coisa: até que ponto realmente conhecemos as pessoas que estão ao nosso lado?
Se vocês queridos gostam de histórias com segredos, identidades, relações aparentemente perfeitas, personagens cheios de camadas e muitas dúvidas pelo caminho, coloque este livro na sua lista.
Mas se preparem para desconfiar de tudo.
Beijocas e inté a próxima
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