Hello Pockets! 🖤
Há histórias que terminam na última página. E há aquelas que continuam acontecendo dentro da gente, mesmo muitos anos depois de fecharmos o livro.
A Cabana foi uma dessas histórias para mim!!!
Li em família, chorei em família e fiquei emocionalmente devastada por semanas. Depois, fomos todos juntos ao cinema assistir ao filme. A sala estava lotada e havia algo quase bonito em olhar ao redor e perceber que não éramos os únicos emocionados. Uma história que já havia nos atravessado em casa agora atravessava uma sala inteira.
Talvez seja por isso que retornar à história de Mack, tantos anos depois, tenha sido tão diferente para mim.
Eu não estava simplesmente começando uma continuação.
Eu estava voltando para um lugar que já havia deixado marcas em mim — agora pelas páginas de: "O Retorno à Cabana", de William P. Young __ @wmpaulyoung, publicado pela Editora Arqueiro (@editoraarqueiro).
Dez anos se passaram, mas a ausência de Missy continua presente na vida de Mack. No dia em que sua filha completaria 16 anos, ele recebe um pedido impensável: visitar, no corredor da morte, o homem responsável pelo assassinato dela.
Não para esquecer...Não para fingir que nada aconteceu...Mas para conversar. Para ajudar a encontrar outras vítimas. E, talvez, para descobrir se existe algum caminho entre a raiva e o perdão.
E foi justamente aí que @wmpaulyoung me pegou.
Porque perdão é uma palavra bonita quando ainda não precisamos colocá-la diante daquilo que nos feriu.
Mas o que acontece quando colocamos essa palavra diante de alguém que destruiu a nossa vida?
Mack precisa olhar para a própria dor, para a raiva e para todas as perguntas que ficaram sem resposta...
E o livro me fez pensar que perdoar não significa esquecer. Não significa dizer que não doeu. Talvez signifique apenas não permitir que aquilo que nos feriu continue decidindo quem seremos.
A leitura tem alguns momentos mais lentos e algumas passagens que poderiam ser mais enxutas. Ainda assim, quando a história volta para Mack, sua família, sua dor e sua relação com Deus, ela recupera a sensibilidade que tanto me marcou em A Cabana.
Algumas histórias mudam porque nós mudamos.
Hoje, volto para essa história carregando outras experiências, outras perguntas e uma compreensão diferente sobre algumas dores da vida.
E talvez seja por isso que O Retorno à Cabana tenha encontrado em mim um lugar diferente desta vez.
🕊️ Perdoar talvez não seja libertar quem nos feriu. Talvez seja, finalmente, libertar a nós mesmos daquilo que nos feriu.
E termino com uma pergunta que ainda permanece comigo: o que fazemos com uma dor depois que ela passa a fazer parte da nossa história?
Obrigada, William P. Young @wmpaulyoung, por me fazer voltar à cabana. Algumas histórias não terminam quando fechamos o livro, elas continuam vivendo dentro daquilo que nos ensinaram a sentir. ❤️
Beijocas e inté a próxima!

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