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Parceiras no Crime no Prime Video.

sábado, 8 de agosto de 2026
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Oi, Pockets!

Minha indicação de hoje é Parceiras no Crime, disponível no Prime Video.

Duas melhores amigas, Debbie e Judith, veem suas vidas virarem de cabeça para baixo quando Debbie descobre que Judith não é uma simples perita contábil, mas uma assassina internacional. Enquanto tentam escapar de pessoas que as perseguem, elas também precisam lidar com um esquema de corrupção envolvendo o marido de Debbie. O que se segue é uma corrida contra o tempo, recheada de reviravoltas, segredos e uma viagem pela Europa em busca da verdade.

A série conta com apenas 8 episódios, o que torna fácil para maratonar. É perfeita para assistir em um fim de semana!

Eu gostei muito dessa série! Foi daquelas que comecei sem grandes expectativas e terminei completamente envolvida com a história. A combinação entre ação, drama e humor ficou na medida certa. Em nenhum momento senti que um elemento ofuscava o outro, e isso tornou a experiência muito divertida.

O que mais me conquistou foi a amizade entre Debbie e Judith. Achei muito interessante conhecer o passado da Judith e acompanhar a forma como as duas se aproximam e constroem uma relação de confiança. Também gostei de como a série mostra que, muitas vezes, encontramos grandes amizades no ambiente de trabalho, e algumas delas levamos para a vida inteira.

Confesso que fiquei triste com a morte de um personagem. Eu tinha me apegado bastante a ele, rs.

Outro ponto que merece destaque é a escolha do elenco. É muito bom ver protagonistas femininas que fogem dos padrões que a sociedade costuma impor, tanto em relação à aparência quanto à idade. A série mostra que isso não define a força, a inteligência ou a capacidade de enfrentar desafios. Debbie e Judith têm seus próprios conflitos, medos e qualidades, e isso faz com que sejam personagens humanas e muito fáceis de gostar.

E preciso elogiar as atuações de Octavia Spencer e Hannah Waddingham. As duas entregam personagens carismáticas, divertidas e emocionantes, com uma química excelente em cena.

E me conta: vocês já assistiram ou ficaram com vontade de conhecer essa dupla?



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O Amor Não é Óbvio - Elayne Baeta

quinta-feira, 6 de agosto de 2026
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Contém spoilers kkkkk

Sabe aqueles livros que você aguarda ansiosamente pelo lançamento, compra e depois simplesmente vai deixando para ler “depois”? O Amor Não é Óbvio foi um desses para mim.

Demorei anos para finalmente dar uma chance a essa leitura e, na mesma hora, me arrependi de não ter lido antes. Mas, como sempre falo, se eu só li agora, é porque eu precisava de alguma coisa que estava escrita ali.

Acompanhar as histórias por toda São Patrique foi uma delícia. Como boa ouvinte, amei saber das fofocas e das vidas das personagens. E talvez tenha sido justamente isso que fez o livro me tocar tanto: enquanto eu acompanhava a história delas, também fui reencontrando pedaços da minha própria história.

A história começa com Íris investigando Édra depois do fim do casal mais perfeito da escola, Camila e Cadu - vulgo, a paixão de Íris desde sempre.

O romantismo e a paixão de Íris por novelas fizeram com que ela começasse essa investigação. Eu ri muito de como ela virou uma stalker, dizendo para si mesma que era apenas curiosidade para descobrir quem era a pessoa capaz de separar um casal tão perfeito. Ao mesmo tempo em que achei tudo muito engraçado, fiquei agoniada esperando o momento em que ela seria pega ou acabaria se machucando.

Íris me fez rir e voltar no tempo com as fofocas da escola. Lembrei de quando a primeira garota do nosso grupo “perdeu a virgindade” e isso virou assunto por semanas. Ao fim daquele ano, todas as garotas já não eram mais virgens e até quem era, como eu, fingia que não era para se enturmar. Vergonha da Kim de 15 anos. Kkkkk.

A primeira garota a ficar grávida na minha sala, por coincidência, foi também a primeira garota que eu beijei na vida — e o beijo que eu realmente conto como o primeiro, porque selinho eu dou até na minha vó. Kkkkk.

Acho que todos nós já tivemos uma amiga que surtou como a Poly em busca de um amor. No caso dela, especificamente, em busca da tão subestimada perda da virgindade antes da formatura.

Falando na Poly, eu amei a maneira como ela consegue ser meiga e, ao mesmo tempo, completamente surtada. Muitos livros colocam as personagens em caixinhas: ou elas são doces e delicadas, ou são maluquinhas e caóticas. Parece que uma pessoa não pode ser as duas coisas ao mesmo tempo. Poly mostra justamente o contrário.

Wilson também me conquistou. Ele mostra como um nerd muitas vezes é zoado e desvalorizado, mas, mesmo assim, nunca perdeu o seu brilho.

A semana de combate às DSTs na adolescência e o Wilson sendo o “homem preservativo” me fizeram lembrar das campanhas de prevenção na escola. A professora ensinando a usar o preservativo masculino em um tubo de cola e em uma banana, enquanto o esqueleto da sala de ciências era usado para mostrar como utilizar o preservativo feminino - que muitos de nós nem sabíamos que existia. Kkkkk.

Dona Símia me fez lembrar da amizade que eu tinha com Dona Maria, uma senhorinha que morou na kitnet aqui de casa. Fiquei muito amiga dela, e ela me ensinou a fazer tapete de retalhos. Às vezes, eu ficava até tarde conversando com ela enquanto ouvíamos as músicas dos tempos de menina dela, tomávamos chá e ela me contava algumas histórias.

A Dona Símia e sua insistência com o chá me fizeram perceber que, às vezes, tudo o que precisamos para realmente nos entendermos é dar o primeiro passo. A história da sua não formatura que ela conta para Íris e o conselho depois, me deixaram refletindo sobre muitas coisas que deixei passar.

As amizades e as conversas com Édra também me fizeram rir. Sempre fui uma alienígena e, ao mesmo tempo em que fui corajosa como Édra, também me escondi muitas vezes como Íris, me enfiando no meu próprio casulo e afastando todos ao meu redor.

As pessoas do Submundo mostraram como existem lugares em que muitos de nós, que nos escondemos do mundo, podemos realmente existir e ser quem somos sem as amarras do olhar dos outros.

Os amigos de Íris deixaram meu coração quentinho, porque amizades verdadeiras são assim. Podem ser aquelas que existem desde sempre ou aquelas que simplesmente surgem “do nada”. O mais importante é que vocês se enxerguem como indivíduos e se amem apesar de tudo.

Maurício foi um dos meus personagens favoritos. Além de trabalhar em uma livraria, que é um dos meus sonhos, ele é gay assumido e não leva desaforo para casa. Impossível não gostar dele.

Cadu também me surpreendeu. Ele ensinou mais para Íris em uma única noite do que “Amor em Atos” e Maritza conseguiram ensinar em meses. E eu também aprendi muito com ele.

Principalmente sobre como sempre achamos que conhecemos uma pessoa quando, na verdade, acompanhamos apenas um pedacinho dela. Isso diz muito sobre os recortes que vemos nas redes sociais: as pessoas mostram aquilo que querem que seja visto, e quase nunca temos acesso à história inteira.

Os pais de Íris me fizeram gargalhar e lembrar de acontecimentos da minha própria infância. Meu pai, superprotetor, não queria deixar que eu fizesse coisas básicas, enquanto minha mãe estava sempre me incentivando a conhecer o meu mundo.

E talvez por isso eu tenha entendido tanto a Édra.

A liberdade dela incomoda muita gente. Ela me fez revisitar a Kimberly adolescente, que vivia brigando com o pai porque queria viver intensamente, enquanto ele sempre queria me manter sob suas asas.

Édra nos mostra um lado muito bonito de assumir as próprias escolhas diante do mundo e não baixar a cabeça por causa delas. O maior enfrentamento dela nunca foi com o pai ou com seus amores. O maior enfrentamento dela acontece todos os dias, sendo uma alienígena vivendo em um mundo que, muitas vezes, também não consegue entender a si mesmo.

Já Íris... bom, Íris me irritou em alguns momentos. Kkkkk. Todo o melodrama que ela passa, e que, em boa parte, foi causado por ela mesma, me fez lembrar por que eu detestava a adolescência quando era adolescente. E o pior, para mim, foram as atitudes que ela tomou em relação à Édra sem sequer consultá-la.

Eu queria entrar no livro e sacudir a menina algumas vezes. Mas talvez seja justamente isso que torne Íris tão real. Ela erra, se precipita, cria histórias na própria cabeça, age baseada no que acredita saber e só depois percebe as consequências. Adolescente sendo adolescente, basicamente.

No fim, acho que esse é um dos maiores motivos para O Amor Não é Óbvio ter me tocado tanto: as personagens me fizeram lembrar de muitos acontecimentos da minha vida e, principalmente, de muitas pessoas queridas que já partiram.

A dedicatória me arrebentou. Assim como o pai da autora, o meu sempre me apoiou e queria muito me ver publicando um livro físico. Espero que, um dia, de onde quer que ele esteja, consiga ver esse sonho realizado.

E talvez seja por isso que eu tenha sentido tanto essa leitura.

Para falar a verdade, se eu tivesse lido O Amor Não é Óbvio em 2018 quando conheci a história, ou quando foi lançado pela Galera em 2019, provavelmente não teria sido tão tocada assim. Com certeza não seria um dos meus livros favoritos deste ano.

Mas eu não li naquela época. Eu li agora.

E cada lembrança que o livro despertou em mim desde as fofocas da escola, as amizades, a adolescência, meus pais, Dona Maria, meus próprios medos, a vontade de viver intensamente e até as pessoas que já não estão aqui, chegou no momento em que eu precisava delas.

Por isso eu sempre digo: o livro vai chegar até mim no momento certo.E O Amor Não é Óbvio chegou.



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O Terror de Dan Simmons

segunda-feira, 3 de agosto de 2026
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Hello, queridos Pockets!
Dando continuidade ao desafio do @amigosdaleituraoficial, cujo segundo tema era: "um livro com clima de inverno (real ou simbólico)", eu soube exatamente qual seria minha escolha. Resolvi finalmente encarar uma leitura que estava na minha lista há muito tempo: o impressionante O Terror, de Dan Simmons, publicado pela @editorarocco.

Depois de anos me olhando da estante, chegou finalmente a vez de O Terror, um gigante de quase 965 páginas que prometeu — e cumpriu — entregar uma das experiências mais geladas e aterrorizantes da literatura.
Ambientado no Ártico, em meio a navios presos no gelo, temperaturas impiedosas e uma ameaça que parece espreitar na imensidão branca, este é o tipo de história que nos faz sentir frio em qualquer estação.

Olhei para ele e veio o pânico: estaria pronta para enfrentar essa expedição? Ou melhor... sobreviveria a ela? A base desta história é real, Simmons se inspirou na famosa e misteriosa Expedição Franklin, de 1845, o explorador Sir John Franklin partiu da Inglaterra a bordo dos navios HMS Erebus e HMS Terror em busca da Passagem Noroeste, os dois navios desapareceram, juntamente com seus 129 tripulantes, dando origem a um dos maiores mistérios da exploração marítima. Décadas depois, expedições encontraram vestígios, documentos e restos arqueológicos que ajudaram a reconstruir parte da tragédia. A descoberta dos destroços dos navios ocorreu apenas no século XXI.

Este verdadeiro calhamaço me levou para as paisagens congeladas do Ártico, onde o frio não é apenas um cenário, mas uma força viva, cruel e implacável. Entre gelo, escuridão, isolamento e mistérios assustadores, mergulhei em uma história que testa não apenas os limites da sobrevivência humana, mas também os da sanidade, da esperança e da própria fé.
Dan Simmons realiza algo extraordinário ao transformar um acontecimento histórico real em uma narrativa tão vívida que parece possível ouvir o gelo estalando ao redor dos navios Erebus e Terror. A cada página, a sensação de confinamento aumenta. A cada capítulo, a natureza se mostra mais impiedosa.

E quando acreditamos que o pior já aconteceu, surge uma nova ameaça para lembrar que, naquele lugar, o ser humano está longe de estar no controle.

O mais impressionante, porém, não foi o horror que habita as sombras geladas, mas a forma como o autor retrata seus personagens. Homens comuns colocados diante de circunstâncias extraordinárias. Homens que precisam conviver com a fome, a doença, o medo e a certeza de que o mundo que conheciam ficou para trás, perdido em algum lugar além do horizonte congelado.

A escrita é detalhada, densa e incrivelmente atmosférica. Não é uma leitura rápida, nem fácil, mas é justamente isso que a torna tão memorável. Simmons nos obriga a caminhar ao lado daqueles exploradores, sentindo o peso de cada decisão, de cada perda e de cada pequena vitória conquistada contra um inimigo que parece impossível de vencer.

Ao fechar o livro, tive a sensação de ter regressado de uma longa e exaustiva viagem. Uma jornada marcada pelo frio, pelo medo e pela admiração diante da resistência humana. Porque, no fim das contas, O Terror não é apenas uma história sobre monstros ou sobrevivência. É uma história sobre o que acontece quando o homem enfrenta algo infinitamente maior do que ele mesmo.

E talvez seja justamente por isso que essa leitura seja tão impactante: porque nos lembra que alguns dos maiores terrores não habitam apenas a escuridão, mas também a solidão, o desespero e a luta para continuar seguindo em frente quando toda esperança parece perdida.


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Noites de Guerra de Kimberly Brubakerb

sexta-feira, 31 de julho de 2026
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Hello, queridos Pockets!
Neste tempo que vocês nos acompanham, acho que vocês já perceberam o quanto me emociono com livros ambientados na Segunda Guerra Mundial. E não é pela guerra em si. O que me faz voltar a esse período são as histórias que minha vó contava, ela foi uma sobrevivente, e também pela resiliência, coragem e humanidade que florescem justamente onde parecia impossível existir esperança. São essas pequenas luzes em meio à escuridão que tornam essas leituras tão marcantes para mim. Assim foi com Noites de Guerra de @kimberlybrubakerb da @darksidebooks.

Este livro foi uma dessas leituras que permanecerãõ comigo muito depois da última página.
Acompanhando Miriam, uma menina judia de apenas doze anos tentando sobreviver à ocupação nazista, me peguei pensando em quantas infâncias foram interrompidas pela guerra. Não consegui olhar para ela apenas como uma personagem. Em vários momentos, enxerguei apenas uma criança obrigada a crescer cedo demais, a esconder quem era e a conviver diariamente com o medo.

O que mais me tocou, porém, foi perceber que este livro não fala apenas sobre perdas. Ele fala sobre escolhas. Sobre pessoas comuns que decidiram fazer o que era certo, mesmo quando isso significava colocar a própria vida em risco. E talvez seja justamente nesses pequenos gestos de coragem que a autora encontre a maior beleza da história.

@kimberlybrubakerb escreve com uma sensibilidade que emociona sem precisar exagerar. Cada página nos lembra que a guerra destrói casas, separa famílias e rouba sonhos, mas não consegue apagar completamente aquilo que existe de mais bonito nas pessoas: a capacidade de cuidar, acolher e proteger o outro.

Quando fechei o livro, fiquei refletindo sobre como histórias como essa continuam necessárias. Elas nos lembram que a intolerância começa muito antes dos grandes acontecimentos da História e que a coragem nem sempre está nos grandes heróis. Muitas vezes, ela mora nas escolhas silenciosas de pessoas comuns.
📖 Noites de Guerra não é apenas um romance histórico. É uma história sobre esperança, pertencimento e humanidade. Daquelas que apertam o coração, emocionam profundamente e deixam uma marca difícil de explicar.



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Vida, Paixão e morte do Herói de Autran Dourado.

quinta-feira, 30 de julho de 2026
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Olá Pockets!!

Mais uma dica e resenha pra vocês!!! Da nossa parceira @globaleditora , de um livro que de pequeno só tem as páginas, pois a história é grande e maravilhosa, falo de: Vida, Paixão e morte do Herói, de Autran Dourado.

Ainda não tinha lido nada deste autor, que já me conquistou com essa obra! A história de Vida, paixão e morte do herói é literalmente o título, somos convidados a conhecer a vida de Oriosvaldino Cunegundes Marques de Sousa Veras, mais conhecido como Valdo, morador da cidade de Duas Pontes, e sua trajetória ao posto de Herói da cidade, desde de seu amor pleno à sua mãe Margarida, seus desafios no colégio militar Verbo Divino (que de divino não tem nada kkkkk)que seu pai decide colocar para, segundo ele, virar homem de valor, suas paixões, seu grande amigo, Francisco (a relação deles é linda) e sua maior grande amor: Natália, mulher que vai moldando suas decisões e influencia direta e indiretamente seu ato heróico que o elevará ao status de mito na cidade, por fim, sua morte.

O livro é escrito com tanta simplicidade, mas ao mesmo tempo com densidade entre os parágrafos que ouso dizer que se equipara ao nível de surpresas e ensinamentos trazidos pela obra máxima de Saint Exupéry, dada as devidas distinções e objetivos das obras é claro, iniciais lendo uma história que parecia banal, mas vai se revelando algo mais grandioso, e o último arco, que trata da morte do herói, vem com um choque que desestrutura toda a narrativa inicial e nos traz reflexões sobre o mito dos grandes heróis que conhecemos e até veneramos em nossas vida, uma leitura marcante e grandiosa que nem parece que cabe em 83 páginas.



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