Antes que Você Me Esqueça de Hannah Bonam-Young

Hello Pockets!

Adoroooo conhecer novos autores, e hoje trago uma história que me conquistou desde a capa, adorei e me trouxe várias reflexões. E se amar também significasse aprender a deixar ir?

🔞 +18 | Leitura para maiores de 18 anos.

Antes que Você Me Esqueça, de Hannah Bonam-Young @authorhannahby, publicado pela @globolivros, foi assim para mim. Há histórias que chegam devagar. E há aquelas que, quando percebemos, já estão mexendo em lugares que nem sabíamos que precisavam ser tocados. Prudence Welch passou a vida aprendendo a permanecer.

Pela família, pelo trabalho, pela cidade e, principalmente, pela mãe, que enfrenta um Alzheimer precoce. Enquanto cuida de quem ama, seus próprios sonhos vão ficando para depois.

Até que Milo Kablukov aparece. Ele viaja em uma velha van cheia de adesivos, não cria raízes e parece carregar no peito uma necessidade quase irresistível de partir. Prue é o contrário: fica, cuida, protege e tenta manter tudo exatamente onde está.
Ele parte. Ela fica. E de alguma maneira, os dois acabam encontrando um no outro a coragem que lhes faltava.

Gostei especialmente de o romance nascer primeiro que a amizade. A conexão acontece aos poucos, e isso fez o sentimento parecer construído, vivido, verdadeiro.

Mas foi Prue quem mais me tocou. Porque ela representa tantas pessoas que aprenderam a colocar as próprias vontades no último lugar da lista. Pessoas que acreditam que cuidar de quem amam exige abrir mão de si mesmas.

E Prue precisa aprender uma coisa difícil: escolher a própria vida não significa amar menos.
O Alzheimer precoce acrescenta uma camada de dor muito bonita e delicada à narrativa. Existe algo profundamente triste em imaginar alguém que amamos começando a esquecer aquilo que nós jamais conseguiremos esquecer.

Mas o livro não vive apenas da tristeza. Há humor, ternura, desejo, romance, família e recomeços.

E Milo também precisa descobrir que partir nem sempre é sinônimo de liberdade. Às vezes, ficar é o ato mais corajoso que podemos escolher.

Talvez seja isso que mais tenha ficado comigo: “ o amor não deveria nos diminuir para caber na vida de alguém. Deveria nos dar coragem para ocupar o nosso próprio espaço.” Terminei essa leitura com o coração apertado e, ao mesmo tempo, aquecido. Porque algumas histórias nos fazem pensar no medo de perder.

Esta me fez pensar também na coragem de viver enquanto ainda temos tempo. E talvez a pergunta mais bonita seja: quando a memória começa a desaparecer, o que permanece? Para mim, permanece o amor. E para vocês nos contem !!!!

Beijocas e inté a próxima!


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