Hello Pockets!!!
Vocês sabem do meu grande amor pelos clássicos, estava apaixonada por esta edição maravylynda !!!
Existem livros que a gente lê uma vez. E existem livros para os quais a gente volta. A Odisseia, de Homero, foi uma dessas voltas para mim.
Esta foi a minha releitura de uma das maiores obras da literatura e, desta vez, a experiência teve um significado ainda mais especial: fiz essa viagem por uma edição de luxo da @editora Excelsior, que ganhei de aniversário. E que presenteeeee!!!!
Uma edição linda, imponente, com 576 páginas, que tem aquela presença de livro que a gente quer guardar com carinho na estante.
Mas o mais especial desta releitura foi perceber como uma mesma história pode nos encontrar de maneiras diferentes dependendo do momento em que a lemos.
Na primeira leitura, talvez eu estivesse mais concentrada na aventura, nos monstros, nos deuses, nas tempestades e nas provações de Odisseu.
Agora, encontrei outras coisas: A saudade. A espera. As escolhas. As perdas. A força para continuar. E, principalmente, o significado de voltar para casa.
Depois de dez anos de guerra em Troia, Odisseu começa sua longa jornada de retorno a Ítaca. Ciclopes, sereias, feiticeiras, deuses e tempestades cruzam seu caminho.
Mas, nesta releitura, percebi que o verdadeiro desafio não era apenas sobreviver aos perigos do mar. Era não se perder de si mesmo durante a viagem.
E então temos Penélope.
Enquanto Odisseu enfrenta o desconhecido, ela enfrenta o tempo. Espera. Resiste. Mantém a esperança enquanto todos acreditam que ele não voltará.
E confesso: nesta releitura, olhei para Penélope com ainda mais carinho.
Porque esperar também pode ser uma forma de coragem. A Odisseia continua sendo uma aventura grandiosa, mas hoje consigo enxergar ainda mais claramente tudo o que existe por trás dela: pertencimento, família, identidade, perseverança e o desejo profundamente humano de voltar para aquilo que amamos.
É uma obra que exige atenção em alguns momentos, afinal, estamos falando de um clássico escrito há séculos. Mas talvez seja justamente essa a sua beleza.
Ela sobreviveu ao tempo.
E eu voltei para ela. E desta vez voltei de uma maneira ainda mais afetiva, porque esta edição da Excelsior agora carrega também uma memória minha: um presente de aniversário e uma releitura que ganhou um novo significado.
Talvez essa seja a magia dos grandes clássicos: eles permanecem os mesmos, mas nós nunca somos exatamente os mesmos leitores quando voltamos para elas.
Porque algumas viagens terminam quando chegamos ao destino. Outras permanecem dentro da gente muito depois de voltarmos para casa.
Beijocas e inté a próxima

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